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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Será que Deus imputa pecado às crianças pequenas


Uma questão que frequentemente surge na teologia cristã diz respeito à condição espiritual das crianças pequenas: Deus considera culpada uma criança que ainda não possui capacidade para compreender moralmente o bem e o mal?

 

A Bíblia ensina claramente que toda a humanidade foi afetada pela queda de Adão (Rm 5:12; 1Co 15:22).

 

Entretanto, isso não significa necessariamente que Deus impute às crianças pequenas pecados pessoais e conscientes da mesma maneira que os imputa àqueles que possuem discernimento moral.

 

Desde o Antigo Testamento encontramos uma importante distinção entre a condição caída da humanidade e a

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O sexo e a vivência cristã


SUA NATUREZA

A natureza do sexo em si não é pecaminosa nem má, como ensinavam certos filósofos. A Bíblia diz que quando acabou de criar todas as coisas, incluindo o homem, “… viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto” (Gn 1.31). O sexo fez parte da constituição física e emocional do ser humano, no momento de sua criação. Assim, não é correto ver o sexo como coisa imoral, feia ou suja. Deus não faria nada ruim. Ele planejou o corpo humano, incluindo o sexo.

O desconhecimento dessa realidade tem levado muitos a formar uma visão distorcida do sexo. Certa jovem procurou-me, quando lecionava na universidade, e me trouxe um sério dilema. Ela estava noiva, com a data de seu casamento já definida, mas sentia-se assaltada por uma grande preocupação. Ao conversar com uma senhora da igreja em que se congregava, aquela irmã lhe advertira que, indo casar-se, deveria ficar sabendo que “uma mulher casada não passa de uma

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

A picaretagem profética mirim


Biblicamente e pedagogicamente há boas razões para se ter cuidado em não usar crianças como pregadores. Seguem alguns pontos:

1. Imaturidade Espiritual e Doutrinária

- A pregação da Palavra exige discernimento, preparo e maturidade (2Tm 2:15).

- Crianças não possuem ainda a capacidade de compreender profundamente as Escrituras e, portanto, não podem expor com segurança a Palavra.

- A Bíblia mostra que os ministros devem ser aptos para ensinar (1Tm 3:2), algo que não se aplica a crianças.

2. Risco de Exposição e Manipulação 

- Muitas vezes, quando se coloca uma criança para pregar, o foco não é

quarta-feira, 19 de maio de 2021

O aborto é um crime contra a vida e a dignidade humana

 

Querem legalizar o aborto afirmando que a proibição contraria princípios de liberdade e igualdade. Nem todos os argumentos do mundo me convencem do contrário: o aborto não é uma questão de “saúde pública”, mas um crime cometido contra a vida e a dignidade da pessoa humana. Explico-me: somente Deus tem o direito de tirar a vida, e o feto é um ser vivo.

Se alguém é a favor a legalização do aborto… Que seja! Vivemos em um Estado democrático de direito, o que nos garante o direito de expressar nossos ideais. Porém, fazer apologia a favor da prática abortiva, isso já não podemos aceitar.

Não consigo entender o que faz alguém se tornar militante pró-aborto. A interrupção voluntária da gravidez já virou tema de audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que discutiria – mesmo sem competência legal – a descriminalização do procedimento até a 12ª semana.

Pois bem! O interesse de alguns órgãos em desconstruir nossos valores já é algo conhecido. Agora, negar que o tema pode regular um crime contra a vida e desvalorizar a pessoa humana, isso é novidade.

A estratégia no debate é usar a Constituição, contra a Constituição. Explico: questionam se os artigos 124 e 126 do Código Penal, que descrevem o aborto, contrariam princípios de liberdade e igualdade.

São eles:

Art. 124 – Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe provoque:

Pena: detenção de um a três anos

Art. 126 – Provocar aborto com o consentimento da gestante:

Pena: reclusão, de um a quatro anos.

Por outro lado, existe uma forte reação contra o avanço do tema. Somente na Câmara e no Senado, 19 projetos de lei foram protocolados com o objetivo de restringir mais ou dificultar o acesso ao aborto.

Existem aqueles casos em que a Carta Magna garante a possibilidade, como em caso de estupro, feto anencéfalo e risco de vida para a mulher. Não vem ao caso a minha opinião isso.

O fato é que permitir o aborto para quem queira fazê-lo, como se fosse um simples procedimento, é algo terrível para os princípios morais de nossa sociedade.

Resguardar a vida, desde a concepção, não é apenas um valor religioso, mas humano e social. A vida é bem mais precioso da humanidade.

A tese é muito simples. É dever de toda a humanidade preservar a vida do outrem, principalmente tratando-se de um inocente, vulnerável, um agravante na Lei.

Madre Teresa de Calcutá, cristã católica, disse certa vez: “Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer”.

E essa é uma verdade incontestável. Se a ciência não pode explicar a vida ou a morte, no sentido de responder de onde viemos e para onde vamos, então deveria considerar que a vida é um “atributo” divino.

Por Abner Ferreira

Cristão, advogado, esposo, escritor, discípulo e Presidente da Assembleia de Deus em Madureira.