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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A Bíblia, o sábado e a liberdade cristã


No Velho Testamento, Deus ordenou aos israelitas que santificassem o dia do sábado e não trabalhassem nesse dia. Deveriam os cristãos de hoje, também, descansar e adorar no dia do sábado? Muitos grupos religiosos (Adventistas do Sétimo Dia, por exemplo) ensinam que deveríamos. O que a Bíblia diz?

Em Êxodo 20:8-11 Deus ordenou aos judeus que guardassem o dia do sábado (veja nota 1). No Novo Testamento, vemos que as leis do Velho Testamento eram para continuar somente até a morte de Cristo. (Nas passagens seguintes, a ênfase está acrescentada para esclarecer o sentido).

Efésios 2:14-15

 

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, lendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, fiara que dos dois criasse em si mesmo um novo homem, fazendo a paz.” Esta passagem mostra que Cristo aboliu a “lei dos mandamentos”. Desde que a

Línguas e batismo com o Espírito Santo


O batismo com o Espírito Santo pode ser compreendido como uma experiência subsequente à conversão — uma “segunda bênção” — mediante a qual o crente é revestido de poder para testemunhar, servir e edificar a Igreja. Entretanto, não é biblicamente necessário afirmar que essa experiência somente aconteceu quando a pessoa falou em línguas.

O livro de Atos mostra que as línguas foram uma evidência importante em algumas ocasiões, especialmente quando Deus desejava tornar publicamente inquestionável a inclusão de novos grupos na Igreja. Todavia, as epístolas ensinam que o Espírito distribui diferentes manifestações e que nem todos recebem o mesmo dom.

Assim, a tese central deste estudo é:

O batismo com o Espírito Santo é destinado a todos os crentes, mas sua manifestação não precisa ser idêntica em

Histórico do costume de apresentação de bebês na igreja


A apresentação de bebês é uma prática comum entre igrejas evangélicas que entendem o batismo como uma ordenança destinada àqueles que pessoalmente se arrependem, creem em Jesus Cristo e confessam publicamente a fé. Nessa cerimônia, a criança não é batizada nem considerada salva em virtude de algum rito. Os pais reconhecem que o filho pertence a Deus, agradecem pelo dom da vida e assumem diante da igreja o compromisso de educá-lo nos caminhos do Senhor.

Alguns afirmam que essa prática teria surgido somente na época da Reforma como substituição ao batismo infantil. Entretanto, embora a apresentação em sua forma evangélica atual tenha sido sistematizada e difundida principalmente por

Atos 22.16 ensina que o batismo lava pecados?


 Atos 22.16 não ensina que a água do batismo, por si mesma, possua poder para apagar pecados. O texto apresenta a conversão de Paulo como uma resposta completa de fé: levantar-se, receber o batismo e invocar o nome do Senhor.

No contexto, Paulo já havia encontrado Cristo, reconhecido Jesus como “Senhor” e se submetido à sua vontade:

“Senhor, que farei?” (At 22.10)

Além disso, Ananias o identifica como alguém escolhido por

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Refutando a teologia do amor seletivo

 

A questão central é simples: Cristo morreu apenas pelos eleitos ou por toda a humanidade?


A posição da expiação ilimitada sustenta que Jesus morreu por todos os homens, tornando a salvação disponível a todos, embora somente os crentes recebam seus benefícios. Essa foi a compreensão predominante dos escritores cristãos dos primeiros séculos.


I. A BÍBLIA ENSINA QUE CRISTO MORREU PELO MUNDO

João 1:29

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Não diz

A vítima e o líder da seita, tratamentos diferentes

 

“QUEM POUPA O LOBO,  SACRIFICA AS OVELHAS” – Victor Hugo

 

Podemos comparar a atuação pastoral à de um médico diante de uma epidemia: ele trata com cuidado os que foram contaminados, mas age com firmeza para impedir que o agente contaminador continue espalhando a doença.

Em 2 Timóteo 2.24-26, Paulo contempla especialmente a pessoa que caiu no erro e foi aprisionada pelo engano. Ela é descrita como alguém que precisa voltar ao conhecimento da verdade e escapar do “laço do diabo”. Por isso, Timóteo deveria corrigi-la com mansidão, paciência e habilidade para ensinar. A finalidade não era derrotá-la em uma discussão, mas

O Espírito Santo é uma pessoa da Trindade?


Fui indagado recentemente por uma amiga que está sendo confrontada por algumas ideias do grupo religioso conhecido como Testemunhas de Jeová, e este fato se dá prioritariamente através de seu esposo que foi cooptado pelas heresias propagadas pelos jeovistas. Entre estas ideias destaca-se a

Declarações de uma Muçulmana sobre Judeus e Cristãos


1. Quem eram os coraixitas (Quraysh)?

Maomé (Muhammad) nasceu na tribo dos Quraysh (Coraixitas), a principal tribo de Meca. Os Quraysh eram uma tribo árabe, pertencente ao grupo dos árabes do norte (adnanitas). A linhagem tradicional dos Quraysh remonta à tribo de Kinana (Quinana), sendo Muhammad membro do clã Banu Hashim, um dos clãs dos Quraysh. (Wikipedia)

Portanto:

- Povo: Árabe

- Tribo: Quraysh (Coraixitas)

- Clã: Banu Hashim

- Cidade: Meca (Wikipedia)


2. Textos do Alcorão frequentemente apontados como

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

É fato: João Batista não era Elias reencarnado


A Bíblia não ensina que João Batista fosse uma reencarnação de Elias. João era uma pessoa distinta, enviada por Deus para exercer um ministério semelhante ao de Elias: chamar Israel ao arrependimento e preparar o caminho para o Messias.

1. João Batista negou ser Elias literalmente

Quando os sacerdotes e levitas lhe perguntaram diretamente:

“És tu Elias? E disse: Não sou.” João 1.21

João conhecia sua própria identidade e missão. Se fosse literalmente Elias reencarnado, sua resposta seria falsa. Sua declaração exclui uma

Demas e o livro da vida – Um estudo sobre apostasia e abandono da fé


O caso de Demas é um dos textos mais impactantes do Novo Testamento quando o assunto é apostasia. A Bíblia apresenta Demas não apenas como um simpatizante do evangelho, mas como cooperador direto do apóstolo Paulo, participante do ministério cristão e associado aos obreiros cujos nomes estavam escritos no Livro da Vida. Contudo, posteriormente, Paulo afirma que Demas o abandonou “amando o presente século”. O episódio levanta uma importante reflexão bíblica: alguém verdadeiramente envolvido na obra de Deus pode abandonar a fé e

Israel: Nação Eleita, Atraída, Predestinada, mas Rejeitada


Desde o Antigo Testamento, a Bíblia apresenta Israel como uma nação separada soberanamente por Deus dentre todos os povos da terra. Essa escolha não aconteceu por mérito humano, grandeza militar ou superioridade moral, mas exclusivamente pela graça, amor e propósito divino. Israel foi eleito para carregar a revelação de Deus, preservar as Escrituras, anunciar Sua santidade ao mundo e, principalmente, ser o canal pelo qual o Messias viria à humanidade. Entretanto, a própria história bíblica mostra que grande parte da nação rejeitou repetidas vezes a

Batizados pelos mortos?


Uma explicação de 1 Coríntios 15.29 baseada em W. E. Vine

“Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que se batizam eles então pelos mortos?” - 1 Coríntios 15.29


Primeira Coríntios 15.29 é reconhecidamente um dos versículos mais difíceis do Novo Testamento. A expressão “batizados pelos mortos” tem originado numerosas interpretações, algumas das quais defendem que cristãos vivos estariam sendo batizados vicariamente em favor de pessoas que morreram sem receber o batismo.

Essa leitura, entretanto, enfrenta sérias dificuldades teológicas. A interpretação apresentada por W. E. Vine oferece uma

sábado, 15 de agosto de 2026

Segundo a Bíblia, os mortos não voltam


1. A morte encerra a participação da pessoa nesta vida

A Bíblia ensina que os mortos deixam de participar dos acontecimentos “debaixo do sol”:

“Também o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram; e já não têm parte alguma para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.Eclesiastes 9.6

 

Isso não significa necessariamente que deixaram de existir, mas que não retornam para participar normalmente da

Rodrigo Silva - Além das Escrituras!


A Igreja Não Pode Exigir do Discipulando Algo Além das Escrituras

1 - A Palavra de Deus é a autoridade final

A Bíblia ensina que a regra de fé e prática da igreja deve ser exclusivamente a Palavra de Deus.

“Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela.” - Deuteronômio 4:2

“Para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito.” - 1 Coríntios 4:6

Quando a igreja ultrapassa as Escrituras, ela substitui a

Livre arbítrio e a responsabilidade humana


A Bíblia deixa claro que nós podemos agir livremente, ao invés de sermos robôs programados apenas para seguir comandos de uma divindade no Céu. Pedro diz:

Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal” (1ª Pedro 2.16)

Para Pedro, o fato de que somos livres é indiscutível. O ponto em disputa é o que fazemos com essa liberdade. Somos livres, mas devemos usar essa liberdade para fazer o bem, e não o mal. Isso passa nitidamente a ideia de seres livres para optarem realmente pelo bem ou pelo mal, e não seres robotizados que apenas seguem uma direção determinista prévia, que não são

Como Deus Preservou Sua Palavra


O Sangue dos Tradutores: Como Deus Preservou Sua Palavra Através de Homens Perseguidos

Ao longo da história, Deus levantou homens que arriscaram tudo para que a Sua Palavra chegasse ao povo em sua própria língua. Muitos enfrentaram perseguições, exílio, prisões, ameaças e até a morte. Graças à coragem desses homens, milhões de pessoas puderam ler as Escrituras diretamente, sem depender exclusivamente da interpretação das autoridades religiosas de sua época.

Erasmo de Roterdã (1516)

Em 1516, Erasmo de Roterdã publicou o Novum Instrumentum omne, a primeira edição impressa do Novo Testamento em grego, acompanhada de uma

O amor de Deus implica em oferecer salvação a todos

           
Amor verdadeiro, convite real e responsabilidade humana

Introdução

Uma pergunta decisiva na teologia cristã é esta:


Se Deus ama a todos, Ele oferece salvação a todos?

A resposta bíblica é sim.


Negar a oferta universal da salvação implica redefinir o próprio conceito de

O Papa: Vigário de Cristo


 É o Papa o vigário (substituto) de Cristo na terra, controlando o poder universal sobre toda a Igreja? Se você acredita no Catecismo, ele é:

“Com efeito, o Pontífice Romano, em virtude do seu múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno, supremo e universal. E ele pode sempre livremente exercer este seu poder.” P. 253, #882

“O Pontífice Romano… como Pastor e Doutor supremo de todos os fiéis.” P. 255, #891

Enquanto a Igreja Católica eleva o Papa à posição de

Verdades ensinadas na história do rico e Lázaro

 

Os aniquilacionistas, com o propósito de contestar a verdade sobre a vida após a morte ensinada por Jesus na passagem do rico e Lázaro, afirmam que se trata de uma parábola. E, ensinar ou criar uma doutrina por meio de uma parábola é um erro metodológico que deve ser evitado. Antes de tudo, é bom que se diga que a passagem de Lucas 16.19- 31 se trata de um fato histórico contado em forma de parábola, como ficou provado, e não de uma parábola. Não obstante, mesmo que fosse uma parábola, devemos atentar para a seguinte verdade, Jesus jamais iria lançar mão de uma lenda, de uma fábula, de uma crendice mentirosa para ensinar uma

Referências da Bíblia ao papado e ao Vaticano


O Sistema Político-religioso Católico Romano pôr ser de grande envergadura mereceu menção especial nas Sagradas Escrituras. O Profeta Daniel (ano 600 A-C.) e o apóstolo João que escreveu o Apocalipse (ano 90 D.C.) foram os que mais se ocuparam de Roma c sua “igreja”. Fascinados teólogos e exegetas de todo o mundo comparam textos bíblicos com as características do Papado e encontram identidade: Profetas e apóstolos descreveram esse pequeno reino advindo de um império desfeito que assemelha-se ao

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Judas foi predestinado para trair Jesus?


Judas Iscariotes era predestinado por Jesus ao lago de fogo mesmo antes ou depois da fundação do mundo?

Nesse artigo eu quero tratar de um dos apóstolos escolhido por Deus cujo nome era Judas Iscariotes ou    אִישׁ־קְרִיּוֹת  יהוּדָה ( Hbr. Yehudhah ish Qeryoth). Iscariotes não era seu sobre nome e sim a aldeia de onde ele viera segundo São Jerónimo – seria o nome simplificado da aldeia, ou mais provavelmente um conjunto de aldeias, de Queriote-Ezron (Josué 15:25) – nome que significa “cidades de Ezron” – localizada na província romana da Judeia (no território da Tribo de Judá) e que é comumente identificada com a moderna Qirbet el-Qaryatein, situada a cerca de 20 km a sul de Hebron, ou seja, ele era o

domingo, 2 de agosto de 2026

Miguel: O Adventismo em Xeque?


Hoje, conversando com amigos capazes acerca do capítulo 10 do livro do profeta Daniel, tivemos a curiosidade de procurar saber o que a literatura teológica diz a respeito do ser o qual apareceu a Daniel entre os versículos 5 e 10.

Quanto às opiniões, como de costume entre estudiosos, há divergências. Os estudiosos do A. Testamento, Keil e Delitzh, por, exemplo, entendem que era Jesus: “o אִישׁ (homem) visto por Daniel não era um anjo-príncipe comum, mas uma manifestação de Jeová, isto é, o Logos[1]”. Eles enxergam, sem dúvidas, semelhanças em alguns detalhes contidos no ser, que a maioria dos cristãos entendem que

Uma definição sociológica de seita


O que se pode afirmar das seitas que seja válido em geral dentro de contextos culturais e épocas diferentes? É preciso que tal afirmação não deixe que alguns fatores culturais e históricos concretos empanem os elementos sociais uniformes que se dão na estrutura e desenvolvimento das seitas.

As seitas são agrupamentos de caráter voluntário. Os indivíduos têm certa possibilidade de decidir (teoricamente, uma possibilidade absoluta de decidir) com respeito a sua adesão aos dogmas da seita. O crente deve eleger a seita, embora se trate, na realidade, de uma eleição reciproca ( a seita admite ou rejeita essa pessoa). Para passar a ser um de seus membros se requer certa prova de mérito: o indivíduo tem de ser

Papa zomba da Graça de Jesus e prega ecumenismo!


Recentemente, representantes da Igreja Luterana e da Igreja Católica assinaram um documento de aproximação entre as duas igrejas, visando estabelecer uma base comum quanto à crença na salvação pela fé. Esse evento “esquenta” mais uma vez o tema polêmico do ecumenismo.

Nesse pequeno artigo, procuro descrever os tipos de ecumenismo que existem. Trata-se de um artigo descritivo, portanto, e não de uma análise crítica. Entretanto, fica evidente que, sendo um pastor reformado, não concordo com o ecumenismo, a não ser

Da dúvida à certeza: O Espírito Santo é Deus!


ERRAIS POR NÃO TER CONHECIMENTO

Lembro-me de quando decidi seguir a Cristo e o aceitei como meu Senhor e Salvador. Nestes primeiros dias de fé não tinha em mim uma definição clara a respeito do Espírito Santo e da sua obra em nossas vidas. Lia a Seu respeito tanto em algumas literaturas para novos convertidos quanto nas Escrituras, especialmente no Evangelho de João, mas confesso que não compreendia bem quem era essa Pessoa Divina, afinal era uma força ativa de Deus? Seria um ser celestial inferior ao Pai e ao Filho? Ou como disse um certo pregador que ouvi: “é o caçulinha’ da Trindade”? Para piorar o meu entendimento, não encontrava cristãos que esclarecessem as dúvidas que tinha, pois em sua maioria apresentavam respostas evasivas ou simplistas demais para mim. Em oposição a esta