Lembro-me de quando decidi seguir a
Cristo e o aceitei como meu Senhor e Salvador. Nestes primeiros dias de fé não
tinha em mim uma definição clara a respeito do Espírito Santo e da sua obra em
nossas vidas. Lia a Seu respeito tanto em algumas literaturas para novos
convertidos quanto nas Escrituras, especialmente no Evangelho de João, mas
confesso que não compreendia bem quem era essa Pessoa Divina, afinal era uma
força ativa de Deus? Seria um ser celestial inferior ao Pai e ao Filho? Ou como
disse um certo pregador que ouvi: “é o caçulinha’ da Trindade”? Para piorar o
meu entendimento, não encontrava cristãos que esclarecessem as dúvidas que
tinha, pois em sua maioria apresentavam respostas evasivas ou simplistas demais
para mim. Em oposição a esta
Para iniciar esta discussão quero convidar o leitor a
retornar a cena exposta no Evangelho de João nos capítulos 13 a 16. É
importante analisar o contexto de onde se desenvolve toda a discussão, e para
isto faremos um resumo dos fatos narrados no Evangelho Joanino.
Jesus estava reunido com seus discípulos para celebrar a
Páscoa judaica em uma sala ampla chamada cenáculo. Ali o Mestre estava dando as
instruções finais antes que Ele fosse entregue para iniciar o seu martírio e
Sua Paixão. Naquela noite fria, todos juntos celebravam a Páscoa Judaica, onde
era costume comer pães asmos e beber uma mistura de ervas amargas com o
propósito de lembrar a libertação que o Senhor havia dado ao
Atos 2.4 – Todos eles ficaram cheios do
espírito santo (Tradução do Novo Mundo).
O livro da Torre de Vigia de
1982, You Can Live Forever in Paradise on Earth (Poderá Viver
Para Sempre no Paraíso na Terra), diz: “‘Todos eles ficaram cheios do Espírito
Santo’. (At.2:4). Eles ficaram ‘cheios’ de uma pessoa? Não, mas ficaram cheios
da força ativa de Deus. Portanto, os fatos tornam claro que a trindade não é um
ensinamento bíblico… Como o espírito santo poderia ser uma pessoa, sendo que
encheu cerca de 120 discípulos ao mesmo tempo?” (p.40‑41). E a nota de rodapé
da página 41 pergunta: “Como o derramamento do Espírito Santo nos
REFUTAÇÃO AO
ARGUMENTO DAS TJ SOBRE A IMPESSOALIDADE DO ESPÍRITO SANTO BASEADO EM ATOS 2.33
Atos 2.33 é um dos principais
versículos da Bíblia utilizado pelas Testemunhas de Jeová (TJ) para defender a
ideia de que o Espírito Santo não é Deus e tão pouco um ser pessoal. Creem,
equivocadamente, que o Espírito Santo é apenas o poder ou a energia ativa de
Jeová.
Baseado nesse
texto, advogam que o Espírito Santo é impessoal, porque o pronome “isto” (do
grego “touto”) é um pronome neutro, utilizado principalmente para coisas
inanimadas ou objetos. Como não foi empregado um pronome pessoal, e sim um
É possível afirmar
que a doutrina da Trindade pode ser tanto bíblica
quanto logicamente defensável, desde que compreendida à luz da revelação e
da natureza divina. Aqui está um resumo da argumentação encontrada nos
arquivos:
1. Trindade como
Doutrina Bíblica
A Bíblia
apresenta um único Deus que subsiste em três pessoas
distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isso é demonstrado por vários
textos:
- Unidade de Deus:
- “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus
é o único Senhor” (Deuteronômio 6:4).
- “Eu sou o Senhor e fora de mim não
há outro” (Isaías 45:5).
- Três Pessoas são
chamadas Deus:
- O Pai é
claramente reconhecido como Deus.
- O Filho é
chamado de Deus (João 1:1, João 20:28, Hebreus 1:8).
- O Espírito
Santo também é chamado de Deus (Atos 5:3-4) e possui atributos divinos
como
Triteísmo: É a doutrina que ensina a existência de três
divindades distintas superiores ou únicas. Pode ser uma visão errada da
Trindade cristã, como por exemplo ensinado pelos Mórmons, aonde temos três
divindades, com essências distintas, que governam o Mundo. Podemos também ter
tríadas superiores entre os deuses, como no hinduísmo (Vishnu, Shiva e Brahma)
e na religião Egípcias (Osíris, Hórus e Ísis). Obviamente que todas estas
concepções de três divindades superiores é um conceito pagão ou politeísta,
diferindo drasticamente da Teologia Bíblica da Trindade!
O unitarismo (ou
unitarianismo): É uma corrente
de pensamento teológico que afirma a unidade rígida de Deus, rejeitando,
portanto, a ideia que possa existir algum ser divino além de Deus Pai. O
judaísmo e alguns grupos de
JOÃO 14.16 —
O CONSOLADOR É MAOMÉ? O CONSOLADOR É O ESPIRITISMO? O CONSOLADOR É A CIÊNCIA
CRISTÃ?
Os muçulmanos veem
nessa referência ao “Consolador” (do grego paracleto) uma profecia sobre
a vinda de Maomé, porque o Alcorão (Sura 61.6) refere-se a ele como
“Ahmad” (periclytos – o louvado), que os muçulmanos tomam como
sendo a correta tradução do termo paracleto.
A Ciência Cristã
também reivindica ser o Consolador. Mary Baker Eddy certa vez ostentou: “Entendo
que esse Consolador é a Divina Ciência”, a seita Ciência Cristã que ela
fundou. Mary também alegou que “quando a Ciência do cristianismo se
manifestar, ela vos conduzirá em toda a verdade” (Eddy, 55,271).
O Espiritismo
afirma ser o Consolador. “Reconhecemos que o Espiritismo realiza todas as
promessas do Cristo, a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o
Espírito de Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa
da sua vinda acha-se por essa forma realizada, porque, de fato, é ele o
Sobre a Trindade, em geral, as
concepções teológicas surgidas ao longo dos séculos são as seguintes: há três
deuses independentes (triteísmo); há apenas um Deus que aparece e opera em três
modos (modalismo); há apenas uma Pessoa, que é Deus, tendo sido Cristo sua
primeira criação (unitarismo); e, finalmente, há uma divindade existindo três
Pessoas (trinitarianismo). Este breve artigo, portanto, falará um pouco sobre o
sabelianismo (também chamado modalismo), uma heresia primitiva que preservou
resquícios de algumas seitas atuais, como, por exemplo, os unicistas da Igreja
Local, do Tabernáculo da fé e da Igreja Evangélica Voz da Verdade.
Sabélio (180-250)
Nasceu na Líbia, África do Norte,
no século 3º depois de Cristo. Depois, mudou- se para a Itália, passando a
viver em Roma. Ao conhecer o evangelho, logo se tornou um pensador respeitado
em suas considerações teológicas. Recebeu influência do modalismo, que já
estava sendo divulgado na África.
O modalismo ocorreu, no início,
como um movimento asiático, com Noeto de Esmirna. Seus principais expoentes
foram: Noeto, Epógono, Cleômenes e Calixto. Na África, foi ensinado por
Os mórmons ensinam que o Espírito Santo é um
homem-espírito: “O Espírito Santo… é um personagem de Espírito, uma
Pessoa-Espírito, um Homem-Espírito, uma Entidade-Espírito”. (GEER, Thelma Granny. Por que
abandonei o mormonismo. São Paulo: Vida, 1991, p. 176.) Em
outro lugar escreveram que “o Espírito Santo é o terceiro membro da Deidade (Trindade). É um
Espírito, na forma de um homem… Como personagem de Espírito, o Espírito Santo
tem tamanho e dimensão”. (SMITH, Joseph Fielding. Doutrinas da salvação, vol. 1, p. 42.)
Quão triste é ler e saber que alguém trata a bendita pessoa do Espírito
Santo com tamanho ultraje.
O mormonismo, pela sua linguagem, parece compartilhar das mesmas crenças
de um cristão verdadeiro, que segue as Escrituras. Usam os termos Jesus,
Espírito Santo, Trindade… Porém, a determinação final depende de como se define
seus termos, e no final descobriremos que apesar dos termos serem os
O Espírito Santo é conhecido por muitos nomes e títulos,
a maioria dos quais denota alguma função ou aspecto do Seu ministério. Abaixo
estão alguns dos nomes e descrições que a Bíblia usa para o Espírito Santo:
Autor da Escritura: (2 Pedro 1:21, 2 Timóteo 3:16) A Bíblia é
inspirada, literalmente “soprada por Deus”, pelo Espírito Santo, a terceira
Pessoa da Trindade. O Espírito moveu os autores de todos os 66 livros para
gravar exatamente o que Ele soprou em seus corações e mentes. Como um navio é
movido pelas águas pelo vento em popa, assim os escritores bíblicos foram
movidos pelo impulso do Espírito.
Consolador/Conselheiro/Ajudador: (Isaías 11:2, João 14:16, 15:26, 16:7) Todas as
três palavras são traduções do grego parakletos, do qual temos “Paráclito”, um
outro nome para o
A
Graça e a Paz de Cristo, esta com você e sua família.
Josué
1:8 e 9 diz, “8 - Não se aparte da tua boca o livro desta
lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a
tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e
serás bem-sucedido. 9 - Não to
mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o
SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.” (Versão ACF). Vejo nessa
passagem de Josué que devemos falar e viver a Palavra de Deus em todo nosso
tempo, assim, estaremos com a nossa dependência em Deus, totalmente, por está
vivendo e falando Dele.
Vou abrir um parêntese
quanto ao versículo 9 de Josué 1, porque, a pouco tempo eu estava passando por
uma situação muito triste, em oração pedia a Deus que falasse comigo me dando
uma resposta porque de tudo isso. Um dia tive uma grande
Fui indagado recentemente por uma
amiga que está sendo confrontada por algumas ideias do grupo religioso
conhecido como Testemunhas de Jeová, e este fato se dá prioritariamente através
de seu esposo que foi cooptado pelas heresias propagadas pelos jeovistas. Entre
estas ideias destaca-se a que o Espírito Santo é apenas “uma força ativa de
Deus”. Esta, infelizmente, não é única heresia que este grupo defende de forma
veemente. Entre suas inúmeras heresias está a de desconstruir a divindade de
Cristo, afirmar erroneamente datas sobre a volta de Cristo, determinar que
somente 144.000 membros de sua fé entrarão no céu, e os demais adeptos viverão
na Terra modificada.
Além destas heresias, este grupo
ainda desenvolveu sua própria tradução bíblica, para que desta forma suas
crenças equivocadas tivessem apoio das Escrituras. Por fim, eles proíbem de
maneira extrema a comemoração de
Os mórmons ensinam que o Espírito Santo é um homem-espírito: “O Espírito Santo… é um personagem de Espírito, uma Pessoa-Espírito, um Homem-Espírito, uma Entidade-Espírito”. (GEER, Thelma Granny. Por que abandonei o mormonismo. São Paulo: Vida, 1991, p. 176.) Em outro lugar escreveram que “o Espírito Santo é o terceiro membro da Deidade (Trindade). É um Espírito, na forma de um homem… Como personagem de Espírito, o Espírito Santo tem tamanho e dimensão”. (SMITH, Joseph Fielding. Doutrinas da salvação, vol. 1, p. 42.)
Quão triste é ler e saber que alguém trata a bendita pessoa do Espírito Santo com tamanho ultraje.
O mormonismo, pela sua linguagem, parece compartilhar das mesmas crenças de um cristão verdadeiro, que segue as
JOÃO 14.16 —O CONSOLADOR É MAOMÉ? O CONSOLADOR É O ESPIRITISMO? O CONSOLADOR É A CIÊNCIA CRISTÃ?
Os muçulmanos veem nessa referência ao “Consolador” (do grego paracleto) uma profecia sobre a vinda de Maomé, porque o Alcorão (Sura 61.6) refere-se a ele como “Ahmad” (periclytos – o louvado), que os muçulmanos tomam como sendo a correta tradução do termo paracleto.
A Ciência Cristã também reivindica ser o Consolador. Mary Baker Eddy certa vez ostentou: “Entendo que esse Consolador é a Divina Ciência”, a seita Ciência Cristã que ela fundou. Mary também alegou que “quando a Ciência do cristianismo se manifestar, ela vos conduzirá em toda a verdade” (Eddy, 55,271).
O Espiritismo afirma ser o Consolador. “Reconhecemos que
A Bíblia descreve Deus como “um fogo consumidor” (Hebreus
12:29), então não é surpreendente que o fogo apareça frequentemente como um
símbolo da presença de Deus. Exemplos incluem a sarça ardente (Êxodo 3:2), a
glória Shekinah (Êxodo 14:19; Números 9:14-15) e a visão de Ezequiel (Ezequiel
1:4). O fogo tem muitas vezes sido um instrumento do julgamento de Deus
(Números 11:1, 3; 2 Reis 1:10, 12) e um sinal do Seu poder (Juízes 13:20; 1
Reis 18:38).
Por razões óbvias, o fogo era importante para os sacrifícios do
Antigo Testamento. O fogo sobre o altar do holocausto era uma dádiva
divina, tendo sido aceso originalmente pelo próprio Deus (Levítico 9:24). Deus
encarregou os sacerdotes de manter o Seu fogo aceso (Levítico 6:13) e deixou
claro que o fogo de qualquer outra fonte era inaceitável (Levítico 10:1-2).
No Novo Testamento, o altar pode servir como um retrato de nosso
compromisso com o Senhor. Como crentes em Jesus Cristo, somos chamados a
oferecer nossos corpos como um “sacrifício vivo” (Romanos 12:1), rodeados pelo
dom divino: o fogo inextinguível do Espírito Santo. No início do Novo
Testamento, o Espírito Santo é associado com o fogo. João Batista acreditava
que Jesus seria o único que “batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus
3:11). Quando o Espírito Santo começou o Seu ministério da habitação da igreja
primitiva, Ele escolheu aparecer como “línguas de fogo” descansando em cada um
dos crentes. Naquele momento, “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e
começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava” (Atos
2:3-4).
O fogo é uma figura maravilhosa da obra do Espírito Santo. O
Espírito é como um fogo em pelo menos três maneiras: Ele traz a presença de
Deus, a paixão de Deus e a pureza de Deus. O Espírito Santo é a presença de
Deus por habitar no coração do crente (Romanos 8:9). No Antigo Testamento, Deus
mostrou a Sua presença aos israelitas quando inundou o tabernáculo com fogo
(Números 9:14-15). Esta presença ardente fornecia luz e orientação (Números
9:17-23). No Novo Testamento, Deus guia e conforta os Seus filhos com o
Espírito Santo habitando em nossos corpos — o “tabernáculo” e o “templo do Deus
vivo” (2 Coríntios 5:1; 6:16).
O Espírito Santo cria a paixão de Deus em nossos corações.
Depois que os dois discípulos viajantes conversaram com o Jesus ressurreto,
eles descreveram seus corações como “ardendo dentro de nós” (Lucas 24:32).
Depois que os apóstolos receberam o Espírito em Pentecostes, eles passaram a
ter uma paixão que dura uma vida e impele-os a proclamar a palavra de Deus com
ousadia (Atos 4:31).
O Espírito Santo produz a pureza de Deus em nossas vidas. O
propósito de Deus é nos purificar (Tito 2:14) e o Espírito é o agente da nossa
santificação (1 Coríntios 6:11, 2 Tessalonicenses 2:13, 1 Pedro 1:2). Como o
artesão usa o fogo para limpar as impurezas do metal precioso, assim também
Deus usa o Espírito para remover os nossos pecados (Salmo 66:10, Provérbios
17:3). O Seu fogo limpa e refina.
Quando, na Bíblia, aparece a primeira voz o
termo “batismo com o Espírito Santo”?
R: Quem primeiro fala no assunto diretamente é João Batista. As passagens são
Mateus 3:11; Marcos 1:8; Lucas 3:16 e João 1:33. O que deixa claro sua
legitimidade como doutrina fundamental cristã.
Como João Batista se refere a este batismo, ou
seja, como ele coloca os termos?
R: Sempre, em todas as passagens, ele faz uma COMPARAÇÃO entre o batismo que
ele, João, praticava, apenas com água e para arrependimento, com o batismo que
seria ministrado por Jesus Cristo, com o Espírito Santo e para salvação.
João fez questão de ressaltar essa diferença. Posteriormente, como se verá, os
apóstolos também identificaram essa distinção básica entre o batismo de João e
o de Jesus.
Ao falar em batismo com Espírito Santo, João
Batista cita a manifestação de algum dom especial, algum sinal externo que
viesse evidenciar o fato?
R: Não. Mesmo porque o termo batismo com o Espírito Santo desaparece com João,
só reaparecendo novamente no livro de Atos dos Apóstolos. E então finalmente
silencia para sempre, demonstrando que não havia, até então, nenhuma dúvida
sobre o assunto.
As manifestações espirituais da Igreja sofreriam um duro golpe com os
Montanistas (Séculos II e III). A partir daí a Igreja inicia uma história de
bloqueio as manifestações espirituais.
Além de João Batista, quem mais nos evangelhos
faz menção sobre o assunto?
R: Ninguém. Nenhuma citação. O que não invalida a doutrina.
Em relação ao Espírito Santo, quais são os
termos verdadeiramente bíblicos utilizados nos evangelhos para evidenciar sua
ação?
R: “cheio” (Lucas 1:15); como “revestimento” (Lucas 24:9); advindo diretamente
de Cristo (João 20:22); como poder descido ou recebido do céu (Atos 1:8).
No último capítulo de Marcos Jesus Cristo fala
em quantas manifestações de poder sobrenatural?
R: Cinco: expulsar demônios, falar novas línguas, pegar em serpentes,
sobreviver à bebida mortífera e impor as mãos sobre os enfermos para que sejam
curados.
Em algum momento Jesus Cristo refere-se a uma
destas manifestações como sendo mais especial do que a outra?
R: Não. E nem poderia, pois seria uma contradição, visto que todas são
operações do mesmo poder: seu próprio nome, não havendo como classificá-las em
maior, ou melhor.
Ainda neste mesmo capítulo ele utiliza-se da
palavra “batismo”. Do que ele está falando?
R: Obviamente do batismo em águas. Não resta a menor dúvida. O batismo dos 3
mil no dia de Pentecostes e o ocorrido entre Felipe e o eunuco não deixam a
menor dúvida.
Como Jesus Cristo refere-se ao batismo com
Espírito Santo em nível de ação?
R: Ele chama de REVESTIMENTO DE PODER. É simples de entender. Basta comparar
Atos 1:5 com Atos 1:8.
Como a Bíblia descreve o relatado?
R: As Sagradas Escrituras descreve um “enchimento” (Atos 2:4), em concordância com
o que já havia dito anterior mente (Lucas 1:15)
O que aconteceu em seguida?
R: Os que estavam no cenáculo falaram novas línguas, conforme já estava predito
no capítulo 16 de Marcos.
Eles – os que estavam no cenáculo – sabiam o
que estavam dizendo?
R: A Bíblia responde claramente isso: “E todos foram cheios do Espírito Santo, e
começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que
falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas
as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se
uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria
língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê!
não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos,
cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” (At 2.4-8)
Em que línguas os apóstolos e os outros
falaram?
R: Segundo a Bíblia, neste caso, falaram grego, árabe, latim e ainda outras
línguas de nações distintas que ali se encontravam (Atos 2.9-11)
O milagre do revestimento de poder ou
derramamento do Espírito tal qual aconteceu inicialmente (pentecostes) se
repetiu mais aonde?
R: na casa de Cornélio (Atos 10.45,46) e em Éfeso (Atos 19.6).
Na casa de Cornélio a Escritura refere-se ao
acontecido como sendo o quê?
R: A Bíblia diz claramente, é que receberam um dom (Atos 10.45), o que aliás
permanece de acordo com a Palavra, conforme II Coríntios 12.b
O que aconteceu afinal na casa de Cornélio?
R: O Espírito Santo caiu sobre os que ouviam a Palavra (Atos 10.44).
Em Éfeso, quais foram as manifestações de
poder?
R: A Bíblia mostra duas: falaram em língua e PROFETIZARAM. (Atos 19.6).
Como a Bíblia classifica Estevão?
R: Homem cheio de fé e do Espírito Santo (Atos 6.5), cheio de poder e operador
de prodígios e de grandes sinais (Atos 6.8).
Estevão obteve de Deus um privilégio único em
todo o Novo Testamento, excetuando-se a visão do apóstolo João. Que privilégio
foi esse?
R: Ele viu os céus abertos, a Glória de Deus e o Filho do homem em pé à sua
direita (Atos 7.55,56). Como vemos, mais profunda só a visão na Ilha de Patmos.
Estevão falou em línguas durante seu
ministério?
R: Não há relatos.
E quanto a Felipe?
R: Expulsava demônios e curava enfermos (Atos 8.7).
Falou em línguas?
R: Também não.
Em 13 cartas comprovadamente escritas pelo
apóstolo Paulo, quantas expõem ou dissecam o assunto “línguas”?
R: Apenas em uma carta, direcionada a uma igreja em particular, enfoca essa
questão, no caso, a Carta à igreja de Corinto.
As Cartas aos Hebreus, de Pedro, João –
inclusive o Apocalipse – e Judas tocam no assunto?
R: Absolutamente nenhuma delas.
Biblicamente falando, “falar em línguas” é um
dom que se manifesta como forma exclusiva de evidência?
R: Falar em línguas, biblicamente falando é um DOM, importante para o Corpo de
Cristo como qualquer um dos dons espirituais citados em I Coríntios 12.
A Bíblia orienta literalmente a buscar
incansavelmente o batismo com o Espírito Santo?
R: A Bíblia nós ensina a invocarmos a presença de Deus (Jr 29.12).
Que riscos essa prática pode trazer?
R: Ela cria um princípio básico para uma heresia, que é achar que quem não fala
em línguas “estranhas” não é salvo.
Mas afinal quem é batizado com o Espírito
Santo?
R: Somente a Palavra de Deus pode responder, e o faz claramente em I Coríntios
12:13 “Pois todos nós fomos batizados em um só Espírito, formando um só corpo,
quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres; e a todos nós foi dado de
beber de um só Espírito.”.
Ainda assim, este texto pode ser explicado de
uma forma mais clara?
R: Este texto literalmente quer dizer que TODOS os que são Santuário de Deus,
onde habita o Espírito de Deus (I Coríntios 3.16) e, que possuem um ou mais
dons espirituais, que são manifestados por este mesmo Espírito, podem se
considerar batizados com o Espírito Santo
Então, ao contrário do que muitos exigem, não
é obrigatório falar em línguas para operar prodígios, sinais ou qualquer um dos
sons espirituais?
R: Onde a Bíblia afirma isso? Além disso, os sinais são para os que CREEM,
falando ou não em línguas, sendo elas próprias – as línguas – parte do conjunto
da promessa.
É possível, à luz da Bíblia, confirmar esta
afirmação?
R: Facilmente. Basta observar o texto em Atos 4.31, que diz “todos foram cheios do
Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus.”
Qual é a verdadeira característica bíblica do
batismo espiritual?
R: “Todos vós sois filhos de Deus pela fé em cristo Jesus, pois todos vós que
fostes batizados em cristo, vos revestistes de Cristo.” (Gálatas 3:26,27).
O que aconteceu então na conturbada igreja da
cidade de Corinto?
R: Assim como nos dias de hoje, elevaram o falar em línguas a uma categoria
especial entre os dons – isso gerou problemas.
Pessoalmente, qual era a opinião de Paulo de
Tarso?
R: Ele preferia falar cinco palavras que pudessem ser entendidas a falar dez
mil em outras línguas. (I Coríntios 14.14)
Como concordar como uma oração feita em
línguas?
R: Não só em orações, mas em qualquer circunstância da vida é necessário que se
conheça os termos daquilo que se vai concordar. Se ninguém entender o que se
está dizendo ou mesmo, conforme orienta própria Bíblia, não tiver quem
interprete, é arriscado concordar às cegas, pois a mesma Palavra diz: “Provai os espíritos” e sabemos que o espírito
do profeta é sujeito ao profeta.
Onde a Bíblia orienta para se buscar o dom de
línguas ou mesmo o falar em línguas estranhas?
R: Eis a questão. A orientação bíblica é bastante clara. Em I Coríntios 12.31
está escrito: “Portanto, procurai com zelo OS MELHORES DONS.” É claro que está
no plural, não? A Bíblia mostra que não há um dom especial, todos são
maravilhosos, portanto ela orienta que os busquemos.
Então falar em línguas não confere
prerrogativas especiais a quem o possui?
R: Se fosse assim, quem profetiza também deveria receber atenção especial,
visto que a Bíblia diz que quem profetiza é maior do que quem fala em línguas
(I Co 14).
Como Paulo de Tarso classifica os irmãos que
possuem obsessão por falar em línguas ou mesmo elevam este dom a um patamar de
superioridade espiritual?
R: Paulo os chama de “meninos no entendimento” (I Coríntios 14.20). Ora, não é
pecado ser menino, mas um dia a criança precisa crescer. (I Coríntios 13.11)
CONCLUSÃO
Nos dias de hoje é comum ouvir estudos e pregações onde se
afirma categoricamente que quem não fala em línguas não podem tomar a dianteira
de um trabalho. Um dos maiores absurdos de nosso tempo.
O Dom de Línguas não é superior a nenhum dos outros dons do
Espírito. Exacerbar um desses dons é problemático e perigoso – por isso
fiquemos com a simplicidade da Graça de Deus.
Falar em línguas estranhas é a evidência do batismo com o
Espírito Santo? Queridos irmãos, esse é um assunto que, sem sombra de dúvidas,
gera grandes divergências em nosso meio. Não pretendo aqui, de maneira alguma,
afrontar a doutrina e a crença dos meus irmãos, mas apenas fazer uma
análise bíblica sobre essa questão e suas consequências.
De início, é importante conceituar o que vem a ser batismo. A
própria etimologia da palavra nos indica que batismo significa, simbolicamente,
imersão, por meio do qual se imerge de uma forma, emergindo-se como uma nova
criatura. Mas como esse conceito se aplica ao batismo com o Espírito Santo?
Quais são as evidências – exteriores – de que sou batizado com o Espírito
Santo? Tentarei, nesse breve artigo, trazer algumas respostas bíblicas a estas
questões.
É comum dizer-se que batizado com o Espírito Santo é aquele que
fala línguas estranhas. Tenho dificuldade de encontrar fundamento bíblico para esta
assertiva. O batismo no Espírito Santo consiste no selo do Espírito, por meio
do qual somos identificados no mundo espiritual como filhos de Deus.
Dessa forma, segundo a Bíblia, constatamos que somos cheios do
Espírito Santo no momento de nossa conversão, ou melhor, de nossa regeneração.
A regeneração consiste no novo nascimento, em que o Espírito Santo passa a
habitar em cada um de nós, transformando-nos em novas criaturas, agora selados
para Cristo por meio do Seu Espírito. É o Espírito Santo quem nos
convence de nossos pecados, levando-nos a reconhecer os nossos pecados,
arrepender-nos destes e aceitar e confessar o Senhor Jesus como nosso Senhor e
Salvador.
É no momento de nossa regeneração, que é a obra do novo
nascimento realizada pelo Espírito Santo, que somos selados com o Espírito
Santo, ou seja, batizados com o Espírito Santo! E a condição para
tal é crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e não a glossolalia, ou
seja, falar em línguas estranhas: “Em quem também vós estais, depois
que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo
nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;” Ef
1:13. Veja que o critério para que sejamos selados pelo Espírito Santo
é o crer no evangelho do Senhor Jesus.
Confunde-se, rotineiramente, o ser “batizado com o Espírito
Santo” com a “Plenitude do Espírito Santo”. O batismo com o Espírito
Santo ocorre concomitantemente à regeneração, ou seja, ao novo nascimento.
É nesse momento que sou selado com o Espírito e reconhecido no mundo espiritual
como filho de Deus e, caso morra em seguida, estarei salvo em
Cristo Jesus. Caso venhamos a afirmar que o batismo no Espírito Santo
ocorre em momento posterior, estaremos a dizer que esta pessoa não tem parte
com o Espírito Santo, e isso não é verdade, já que sem a obra e presença do
Espírito Santo nunca teria havido conversão dos seus maus caminhos.
O falar em línguas estranhas (o que deixo claro que acredito e
falo) não é evidência do batismo com o Espírito Santo, mas sim da plenitude do
Espírito Santo. Falar em línguas estranhas consiste em um dom espiritual dado
por Deus para edificação pessoal e, havendo intérprete, edificação da
Igreja. O batismo com o Espírito Santo é anterior à evidência dos dons
espirituais, está ligado à regeneração, ou seja, ao novo nascimento.
Conheço diversas pessoas que têm uma vida genuína com Deus e não
falam em línguas estranhas. Tenho grandes dificuldades, segundo a Palavra
de Deus, de dizer que estas pessoas não são batizadas com o Espírito Santo, já
que o próprio Espírito opera na vida delas, gerando arrependimento e temor
diante de Deus, muitas vezes de forma mais profunda do que em muitos irmãos que
falam em línguas estranhas. Apenas para exemplificar esta questão, um dos
homens mais cheios do Espírito Santo na história da humanidade foi o
evangelista Billy Graham, o qual pregou para aproximadamente 215 milhões de
pessoas, e que não falava em línguas estranhas; alguém teria coragem de dizer
que Billy Graham não foi batizado com o Espírito Santo? Se sim, com qual poder
milhares de pessoas se convertiam em suas pregações, se não pelo poder do
Espírito Santo?
Por outro lado, um dos maiores avivalistas da humanidade foi
Charles Finney, o qual evidenciava a plenitude do Espírito Santo de forma
latente. Tanto Billy Graham quanto Charles Finney, na minha humilde opinião,
segundo os preceitos da Bíblia, foram sim batizados com o Espírito Santo, visto
que foram regenerados em Cristo Jesus. Charles Finney evidenciava alguns dons
que Billy Graham não, e Billy Graham evidenciava alguns dons que Charles Finney
não, o que não faz nenhum deles melhor do que o outro, mas ambos instrumentos
úteis nas mãos do Senhor.
Assim, quando alguém perguntar-lhe se você já foi batizado com o
Espírito Santo, responda sem hesitar: Sim, no dia em que fui feito nova
criatura em Cristo Jesus. Ademais, busque com afinco a plenitude do
Espírito Santo para glória de Deus, e não para dizer que é mais espiritual
que o seu irmão. Ter esse entendimento mudará o seu relacionamento com o
Espírito Santo! Saiba que Ele já habita em você e que já te batizou e selou, se
você entregou sua vida ao Senhor Jesus!
Por outro lado, Não tenho dúvidas de que o dom de línguas
estranhas é, assim como os outros dons, em Deus, uma poderosa arma espiritual,
evidenciando a Plenitude do Espírito Santo.
Que o Senhor os abençoe grandemente, em nome de Jesus.
Por Hélio Roberto
Casado com Hellen Sousa e pai da princesa Acsa Sousa. Servidor
Público Federal, graduado em Teologia e em Gestão Pública. Diácono e Líder do
Ministério de Acolhimento da Igreja Batista Cristã de Brasília.
Alguns anos atrás um professor de quinto ano perguntou aos
alunos de sua classe se alguém poderia explicar o eletricidade. Um rapaz
levantou a mão. O professor, perguntou: – Como você poderia explicar, Jimmy?
Jimmy coçou a cabeça, pensou, e respondeu: – Ontem à noite
eu ainda sabia, mas agora esqueci!
O professor sacudiu tristemente a cabeça e disse para a classe:
– Que tragédia! A única pessoa no mundo que já entendeu a eletricidade, e ele
esqueceu!
Este professor está na mesma situação que você e eu quando
estudamos a doutrina da Trindade. Aceitamos o fato de que o Espírito Santo é
Deus, assim como o Pai e o Filho são Deus. Mas quando temos de explicar,
estamos num beco sem saída. Nos últimos anos foi falado e escrito sobre o
Espírito Santo possivelmente mais do que sobre qualquer outro terna religioso,
excetuando o ocultismo. Isto aconteceu principalmente por causa da influência
do movimento carismático, que tem sido chamado de “a terceira força” do
cristianismo, ao lado do catolicismo e protestantismo. O movimento carismático mais
recente, que tem algumas de suas origens no pentecostalismo histórico e dá
ênfase ao Espírito Santo, este atualmente permeando profundamente a maioria das
principais denominações, bem como o catolicismo. Podemos sentir como o assunto
é vasto, e como sabemos pouco sobre Ele. Mesmo assim, Deus revelou em Sua
Palavra tudo que devermos saber.
Surgirão neste livro muitas perguntas que crentes confusos e às
vezes incultos tentaram responder. De fato, milhões de cristãos em todos os
continentes estão fazendo estas perguntas. Estão procurando e merecem respostas
bíblicas.
Por exemplo: O que é o batismo do Espírito santo? Quando ocorre?
Falar em línguas é possível ou necessário hoje em dia? Existe urna experiência chamada
“segunda bênção”?
Para iniciar nosso estudo, temos de colocar bem no começo uma
pergunta crítica: Quem é o Espírito santo?
O Espírito Santo é uma Pessoa
A Bíblia ensina que o Espírito Santo é uma pessoa. Jesus nunca chamou o
Espírito Santo de “isto” quando falava d’Ele. Em João 14, 15 e 16, por exemplo,
Jesus falou do Espírito Santo como “Ele”, porque Ele não é uma força ou uma
coisa, mas uma pessoa. Falta instrução ou mesmo discernimento a alguém que
trata o Espírito Santo como “isto”.
Na Bíblia vemos que o Espírito Santo tem intelecto, emoções e
vontade. Além disto, a Bíblia diz que Ele faz coisas que uma força não faria,
somente uma pessoa real.
Ele fala: “Quem tem ouvidos,
ouça o que o Espírito diz às igrejas, Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da
árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Apoc. 2:7).
“E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo:
separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (Atos
13:2).
Ele intercede: “Do mesmo modo também
o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havermos de pedir
como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis”
(Rom. 8:26, IBB).
Ele testifica: “Quando, porém, vier
o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que
dele procede, esse dará testemunho de mim” (João 15:26).
Ele guia: “Então disse o
Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro, acompanha-o” (Atos 8:29).
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos
de Deus.” (Rom, 8:14).
Ele ordena: “E percorrendo a região
frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na
Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas a Espírito de Jesus não
o permitiu” (Atos 16:6, 7).
Ele conduz: “Quando vier o
Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si
mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que hão de
vir” (João 16:13).
Ele nomeia: “Cuidem de vocês
mesmos e de todo o rebanho. Pois o Espírito Santo os pôs como guardiães do
rebanho, para pastorear a Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do
Seu próprio Filho” (Atos 20:28, BLH).
Pode-se mentir para Ele: “Então disse Pedro:
Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito
Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria
teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração
este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3, 4).
Pode-se insultá-Lo: “De quanto mais
severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o
Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e
ultrajou o Espírito da graça?” (Heb. 10:29).
Pode-se blasfemar contra Ele: “Por isso vos declaro: Todo
pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o
Espírito Santo não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o
Filho do homem ser-lhe-á isto perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito
Santo, não lhe será isto perdoado, nem neste mundo, nem no porvir” (Mat. 12:31,
32).
Pode-se entristecê-Lo: “E não entristeçais o
Espírito de Deus, no qual fostes seladas para o dia da redenção” (Efés. 4:30).
Cada uma das emoções e atitudes que alistarmos são
características de uma pessoa. O Espírito Santo não é uma força impessoal, como
a gravidade e o magnetismo. Ele é uma Pessoa, com todos os atributos de uma
personalidade. Mas não é só Pessoa; também é divino.
O Espírito Santo é uma Pessoa Divina: Ele é
Deus
Em toda a Bíblia podemos ver claramente que o Espírito Santo é o
próprio Deus. Isto podemos deduzir dos atributos que a Escritura Lhe confere.
Estes atributos, sem exceção, são os do próprio Deus.
Ele é eterno: Isto significa que
nunca houve um momento em que Ele não existiu. “Muito mais o sangue de Cristo
que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará
a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo!” (Heb. 9:14).
Ele é Todo-Poderoso: “Respondeu-lhe o
anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá
com a sua sombra; por isso também o Ente santo que há de nascer, será chamada
Filho de Deus” (Lucas 1:35).
Ele é Onipresente (está em todo lugar ao mesmo
tempo): “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei
da tua presença?” (Salmo 139:7, IBB).
Ele sabe tudo (é onisciente): “Mas Deus no-lo
revelou pelo Espírito; parque o Espírito a todas estas coisas perscruta, até
mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem,
senão o seu próprio espírito que nele está? Assim também as coisas de Deus
ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (I Cor. 2:10, 11).
Ele é chamado Deus: “Então disse Pedro:
Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito
Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria
teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração
este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3, 4, grifo meu).
“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por
espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na Sua
própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Cor. 3:18).
Ele é o Criador: A primeira referência
bíblica ao Espírito Santo está em Gênesis 1:2, onde lemos: “O Espírito de Deus
pairava por sobre as águas”. No entanto, Gên. 1:1 diz: “No princípio criou Deus
os céus e a terra”. E em Colossenses 1, escrevendo à Igreja de Colossos sobre o
Senhor Jesus Cristo, no meio de outras grandes verdades Paulo nos diz. “Nele
foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as
invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades.
Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele
tudo subsiste” (é conservado em ordem e harmonia, BLH) (Col. 1:16, 17).
Assim, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estavam juntos
criando o mundo. É da máxima importância para todos os cristãos compreender e
aceitar estes fatos, tanto na teologia como na prática.
Certa vez eu fiz algumas destas afirmações diante de
seminaristas. Um deles perguntou: “Geralmente Ele é mencionado por último. Isto
não implica em inferioridade?” Só que em Romanos 15:20 Ele não é mencionado por
último: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo
amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor.”
E em Efésios 4:4 Paulo diz: “Há somente um corpo e um Espírito, como também
fostes chamados numa só esperança da vossa vocação”.
Mais que isto, a colocação usual das três pessoas da Trindade no
Novo Testamento tem a ver com sua sequencia e função. Dizemos, por exemplo, que
oramos ao Pai, através do Filho, no poder do Espírito Santo. Eu já mostrei
antes que, em termos de função, o Pai veio primeiro, depois o Filho se encarnou, morreu e
ressuscitou. Agora, o Espírito atua nesta era do Espírito. A sequencia não
prejudica a igualdade, só tem a ver com função e cronologia.
A Trindade
Quando comecei a estudar a Bíblia, anos atrás, a doutrina da
Trindade foi um dos problemas mais complexos que encontrei, Nunca cheguei a uma
conclusão satisfatória, porque parte dela é mistério. Apesar de não entendê-la
totalmente até hoje, aceito-a como revelação de Deus.
A Bíblia me ensina que o Espírito Santo é um ser vivo. É uma das
três pessoas da Trindade. Explicar e ilustrar a Trindade é uma das tarefas mais
difíceis que se pode dar a um cristão. O Dr. David McKenna contou-me certa vez
que Doug, seu pequeno filho, lhe perguntou: – Deus Pai é Deus? Ele respondeu: –
Sim. – Jesus Cristo é Deus? – Sim. – O Espírito Santo é Deus? – Sim. – Então
como Jesus pode ser Seu próprio Pai? David pensou rápido. Eles estavam naquele
momento sentados em um velho Chevrolet 1958. – Escute, filho, ele respondeu. –
Ali debaixo do capô está a bateria. Eu posso usá-la para acender as luzes,
tocar a buzina e dar partida no carro. Como isto acontece é um mistério – mas
acontece! concluiu.
A Bíblia nos ensina a realidade da Trindade, tanto no Antigo
como no Novo Testamento. Estudemos algumas passagens.
Deus revela a Si mesmo na Bíblia progressivamente. Mas há
indicações desde o começo do livro de Gênesis de que Deus existe em três
pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – e que estas três pessoas constituem o
único Deus. O cristianismo é trinitário, não unitário. Ao mesmo tempo há um só
Deus e não três, deixando claro que o cristianismo não é politeísta.
A Bíblia começa com uma afirmação majestosa: “No princípio criou
Deus os céus e a terra” (Gên. 1:1).
Estudiosos de hebraico me disseram que na língua hebraica há três
graus de número: Singular – um; dual – dois; plural – mais de dois. A palavra traduzida por “Deus” em Gênesis
1:1 é plural, indicando mais de dois. Matthew Henry diz que ela significa “a
pluralidade de pessoas na deidade: Pai, Filho e Espírito Santo. Este nome de
Deus no plural (confirma) nossa fé na doutrina da Trindade, que é claramente
revelada no Novo Testamento, apesar de só levemente sugerida no Antigo”.
Vemos no relato da criação que Deus desde o início nos fornece
algumas indicações da verdade de que a Deidade se compõe de mais de uma pessoa.
Eu grifei algumas palavras. Em Gênesis 1:26 Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme
a nossa semelhança; tenha ele
domínio sabre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais
domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela
terra.”
Mais adiante, em Gênesis 3:22, o Senhor Deus disse: “Eis
que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal.” E em Gênesis 11:6, 7 o Senhor disse: “Eis
que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo: agora
não haverá restrição para tudo que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem,
para que um não enteada a linguagem do outro.” Quando Isaías ouviu a voz do
Senhor, dizendo: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, ele respondeu: “Eis-me
aqui. Envia-me a mim!” (Isaías 6:8).
A doutrina da Trindade está bem mais desenvolvida no Novo do que
no Antigo Testamento. Já que a revelação é progressiva, mais luz foi lançada
sobre o assunto que estamos estudando. Quando Deus Se revelou totalmente no
tempo de Cristo e dos apóstolos.
Em Mateus 28:18-20 está registrada a última ordem de Jesus antes da Sua
ascensão. Ele diz aos Seus seguidores: “Fazei discípulos de todas as nações”,
batizando os convertidos “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou
convosco todos os dias até à consumação do século.” Jesus ensinou aqui que Seus
seguidores deveriam levar a mensagem do Seu Evangelho a todas as nações, depois
de Ele deixá-los. O Espírito Santo iria usá-los para convocar um povo para a
Seu nome. Esta comissão trinitária para batizar associa o Espírito Santo com
Deus Pai e Deus Filho como igual a Eles. Ele é Deus Espírito Santo.
É emocionante notar que Jesus diz que não deixará os crentes
sozinhos. Através do Espírito Santo que Ele e o Pai enviaram, Ele nunca nos
deixará nem nos abandonará (Heb. 13:5). Ele permanecerá com cada crente até o
último instante. Este pensamento me tem encorajado centenas de vezes nestes
dias sombrios, em que as forças satânicas estão operando em tantos lugares
diferentes do mundo.
Dentro desta mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo
afirmou: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do
Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Cor. 13:14). Esta bênção não deixa
dúvidas de que o Espírito Santo é um com o Pai e um com o Filho na
Deidade. Não
é um mais um mais um igual a três. É um vezes um vezes um igual a um. O Espírito Santo é um com
o Pai e com o Filho. Se o Pai é Deus, e Jesus é Deus, então o Espírito Santo
também é Deus.
O principal problema da doutrina da Trindade é que o
cristianismo diz ser monoteísta. Rejeita o politeísmo, a crença em mais de um
Deus. A resposta é que a Trindade preserva a unidade da Deidade, reconhecendo
ao mesmo tempo que nela há três pessoas, que não deixam de ser uma em essência.
Deus é um, mas esta unidade não é simples – é complexa.
Isto é um assunto terrivelmente difícil – muito além da capacidade
de compreensão das nossas mentes limitadas. Mesmo assim é extremamente
importante declarar a posição bíblica, e ficar em silêncio onde a Bíblia não
diz nada. Deus Pai é plenamente Deus. Deus Filho e Deus Espírito também. A
Bíblia apresenta isto como um fato. Não o explica. Apesar disto muitas
explicações têm sido sugeridas, algumas parecendo ser bem lógicas, mas nenhuma
consegue preservar a verdade do que a Escritura ensina.
O “modalismo” foi uma heresia dos primeiros tempos do
cristianismo. Ensinava que Deus apareceu em diferentes épocas sob três modos ou
formas diferentes – primeiro como Pai, mais tarde como Filho, e por último como
Filho. Os que defendiam este ponto de vista pensavam que ele preservava a
unidade do monoteísmo. Mas significava também que quando Jesus orava, Ele tinha
de falar consigo mesmo. Além disto um texto como o de Atos 2, que diz que o Pai
e o Filho enviaram o Espírito Santo, faz pouco sentido no modalismo. Acima de
tudo, esta posição violava a mais clara apresentação da Trindade em unidade,
expressada na Grande Comissão de Jesus, registrada por Mateus. Jesus disse
claramente que Seus discípulos deveriam batizar os convertidos “em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo”. A construção da frase no grego deixa claro que
Jesus está se referindo a três pessoas diferentes. Ele ensinou, sem margem de
dúvida, a doutrina da Trindade.
Vimos até aqui que o Espírito Santo é uma pessoa, é Deus, e faz
parte da Trindade. Quem não reconhecer isto não terá a Sua alegria e poder. De
fato, uma compreensão deficiente de qualquer pessoa da Trindade trará a mesma
consequência, porque Deus é importante em todos os sentidos. Mas isto vale
especialmente para o Espírito Santo, porque apesar de o Pai ser a fonte de
todas as bênçãos, e o Filho o canal de todas as bênçãos, é pela ação do
Espírito Santo em nós que toda a verdade se torna viva e operante em nossas
vidas.
Para resumir tudo isto, a afirmação mais importante que eu posso
fazer é esta: não há nada que o Pai Seja e o Espírito Santo não seja. O Espírito
Santo tem todos os aspectos essenciais da deidade. Podemos dizer d’Ele a mesma
coisa que o antigo Credo Niceno disse de Jesus Cristo: Ele é verdadeiro Deus de
verdadeiro Deus! Assim, nós dobramos os joelhos diante d’Ele, nós O adoramos, e
O tratamos em tudo como a Escritura exige que tratemos o Deus Todo-Poderoso.
Quem é o Espírito Santo? Ele é Deus!
Extraído do livro “O ESPÍRITO SANTO”, Billy Graham