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domingo, 2 de agosto de 2026

Da dúvida à certeza: O Espírito Santo é Deus!


ERRAIS POR NÃO TER CONHECIMENTO

Lembro-me de quando decidi seguir a Cristo e o aceitei como meu Senhor e Salvador. Nestes primeiros dias de fé não tinha em mim uma definição clara a respeito do Espírito Santo e da sua obra em nossas vidas. Lia a Seu respeito tanto em algumas literaturas para novos convertidos quanto nas Escrituras, especialmente no Evangelho de João, mas confesso que não compreendia bem quem era essa Pessoa Divina, afinal era uma força ativa de Deus? Seria um ser celestial inferior ao Pai e ao Filho? Ou como disse um certo pregador que ouvi: “é o caçulinha’ da Trindade”? Para piorar o meu entendimento, não encontrava cristãos que esclarecessem as dúvidas que tinha, pois em sua maioria apresentavam respostas evasivas ou simplistas demais para mim. Em oposição a esta

quinta-feira, 30 de julho de 2026

A ação do Espírito Santo na vida cristã


Para iniciar esta discussão quero convidar o leitor a retornar a cena exposta no Evangelho de João nos capítulos 13 a 16. É importante analisar o contexto de onde se desenvolve toda a discussão, e para isto faremos um resumo dos fatos narrados no Evangelho Joanino.

Jesus estava reunido com seus discípulos para celebrar a Páscoa judaica em uma sala ampla chamada cenáculo. Ali o Mestre estava dando as instruções finais antes que Ele fosse entregue para iniciar o seu martírio e Sua Paixão. Naquela noite fria, todos juntos celebravam a Páscoa Judaica, onde era costume comer pães asmos e beber uma mistura de ervas amargas com o propósito de lembrar a libertação que o Senhor havia dado ao

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Derrubando os argumento do Testemunhas de Jeová sobe o Espírito Santo


Força ativa

Atos 2.4Todos eles ficaram cheios do espírito santo (Tradução do Novo Mundo).

O livro da Torre de Vigia de 1982, You Can Live Forever in Paradise on Earth (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra), diz: “‘Todos eles ficaram cheios do Espírito Santo’. (At.2:4). Eles ficaram ‘cheios’ de uma pessoa? Não, mas ficaram cheios da força ativa de Deus. Portanto, os fatos tornam claro que a trindade não é um ensinamento bíblico… Como o espírito santo poderia ser uma pessoa, sendo que encheu cerca de 120 discí­pulos ao mesmo tempo?” (p.40‑41). E a nota de rodapé da página 41 pergunta: “Como o derramamento do Espírito Santo nos

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Testemunha de Jeová: O Espírito Santo é “isto”?


REFUTAÇÃO AO ARGUMENTO DAS TJ SOBRE A IMPESSOALIDADE DO ESPÍRITO SANTO BASEADO EM ATOS 2.33

Atos 2.33 é um dos principais versículos da Bíblia utilizado pelas Testemunhas de Jeová (TJ) para defender a ideia de que o Espírito Santo não é Deus e tão pouco um ser pessoal. Creem, equivocadamente, que o Espírito Santo é apenas o poder ou a energia ativa de Jeová.

Baseado nesse texto, advogam que o Espírito Santo é impessoal, porque o pronome “isto” (do grego “touto”) é um pronome neutro, utilizado principalmente para coisas inanimadas ou objetos. Como não foi empregado um pronome pessoal, e sim um

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

A Trindade Lógica e Bíblica


É possível afirmar que a doutrina da Trindade pode ser tanto bíblica quanto logicamente defensável, desde que compreendida à luz da revelação e da natureza divina. Aqui está um resumo da argumentação encontrada nos arquivos:

1. Trindade como Doutrina Bíblica

A Bíblia apresenta um único Deus que subsiste em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isso é demonstrado por vários textos:

- Unidade de Deus:

- “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6:4).

- “Eu sou o Senhor e fora de mim não há outro” (Isaías 45:5).

- Três Pessoas são chamadas Deus:

- O Pai é claramente reconhecido como Deus.

- O Filho é chamado de Deus (João 1:1, João 20:28, Hebreus 1:8).

- O Espírito Santo também é chamado de Deus (Atos 5:3-4) e possui atributos divinos como

domingo, 3 de agosto de 2025

Algumas distorções a respeito da Trindade


Triteísmo: É a doutrina que ensina a existência de três divindades distintas superiores ou únicas. Pode ser uma visão errada da Trindade cristã, como por exemplo ensinado pelos Mórmons, aonde temos três divindades, com essências distintas, que governam o Mundo. Podemos também ter tríadas superiores entre os deuses, como no hinduísmo (Vishnu, Shiva e Brahma) e na religião Egípcias (Osíris, Hórus e Ísis). Obviamente que todas estas concepções de três divindades superiores é um conceito pagão ou politeísta, diferindo drasticamente da Teologia Bíblica da Trindade!

 

O unitarismo (ou unitarianismo): É uma corrente de pensamento teológico que afirma a unidade rígida de Deus, rejeitando, portanto, a ideia que possa existir algum ser divino além de Deus Pai. O judaísmo e alguns grupos de

terça-feira, 12 de novembro de 2024

O Consolador e algumas seitas

  

JOÃO 14.16 O CONSOLADOR É MAOMÉ? O CONSOLADOR É O ESPIRITISMO? O CONSOLADOR É A CIÊNCIA CRISTÃ?

Os muçulmanos veem nessa referência ao “Consolador” (do grego paracleto) uma profecia sobre a vinda de Maomé, porque o Alcorão (Sura 61.6) refere-se a ele como “Ahmad” (periclytos – o louvado), que os muçulmanos tomam como sendo a correta tradução do termo paracleto.

A Ciência Cristã também reivindica ser o Consolador. Mary Baker Eddy certa vez ostentou: “Entendo que esse Consolador é a Divina Ciência”, a seita Ciência Cristã que ela fundou. Mary também alegou que “quando a Ciência do cristianismo se manifestar, ela vos conduzirá em toda a verdade” (Eddy, 55,271).

O Espiritismo afirma ser o Consolador. “Reconhecemos que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo, a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito de Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda acha-se por essa forma realizada, porque, de fato, é ele o

domingo, 27 de outubro de 2024

DEUS: Três funções ou três Pessoas?

  

Sobre a Trindade, em geral, as concepções teológicas surgidas ao longo dos séculos são as seguintes: há três deuses independentes (triteísmo); há apenas um Deus que aparece e opera em três modos (modalismo); há apenas uma Pessoa, que é Deus, tendo sido Cristo sua primeira criação (unitarismo); e, finalmente, há uma divindade existindo três Pessoas (trinitarianismo). Este breve artigo, portanto, falará um pouco sobre o sabelianismo (também chamado modalismo), uma heresia primitiva que preservou resquícios de algumas seitas atuais, como, por exemplo, os unicistas da Igreja Local, do Tabernáculo da fé e da Igreja Evangélica Voz da Verdade.

Sabélio (180-250)

Nasceu na Líbia, África do Norte, no século 3º depois de Cristo. Depois, mudou- se para a Itália, passando a viver em Roma. Ao conhecer o evangelho, logo se tornou um pensador respeitado em suas considerações teológicas. Recebeu influência do modalismo, que já estava sendo divulgado na África.

O modalismo ocorreu, no início, como um movimento asiático, com Noeto de Esmirna. Seus principais expoentes foram: Noeto, Epógono, Cleômenes e Calixto. Na África, foi ensinado por

domingo, 8 de setembro de 2024

O Espírito Santo na visão do Mormonismo


Os mórmons ensinam que o Espírito Santo é um homem-espírito: “O Espírito Santo… é um personagem de Espírito, uma Pessoa-Espírito, um Homem-Espírito, uma Entidade-Espírito”. (GEER, Thelma Granny. Por que abandonei o mormonismo. São Paulo: Vida, 1991, p. 176.) Em outro lugar escreveram que “o Espírito Santo é o terceiro membro da Deidade (Trindade). É um Espírito, na forma de um homem… Como personagem de Espírito, o Espírito Santo tem tamanho e dimensão”. (SMITH, Joseph Fielding. Doutrinas da salvação, vol. 1, p. 42.)

Quão triste é ler e saber que alguém trata a bendita pessoa do Espírito Santo com tamanho ultraje.

O mormonismo, pela sua linguagem, parece compartilhar das mesmas crenças de um cristão verdadeiro, que segue as Escrituras. Usam os termos Jesus, Espírito Santo, Trindade… Porém, a determinação final depende de como se define seus termos, e no final descobriremos que apesar dos termos serem os

sexta-feira, 26 de julho de 2024

O nome do Espírito Santo

 

O Espírito Santo é conhecido por muitos nomes e títulos, a maioria dos quais denota alguma função ou aspecto do Seu ministério. Abaixo estão alguns dos nomes e descrições que a Bíblia usa para o Espírito Santo:

Autor da Escritura: (2 Pedro 1:21, 2 Timóteo 3:16) A Bíblia é inspirada, literalmente “soprada por Deus”, pelo Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade. O Espírito moveu os autores de todos os 66 livros para gravar exatamente o que Ele soprou em seus corações e mentes. Como um navio é movido pelas águas pelo vento em popa, assim os escritores bíblicos foram movidos pelo impulso do Espírito.

 

Consolador/Conselheiro/Ajudador: (Isaías 11:2, João 14:16, 15:26, 16:7) Todas as três palavras são traduções do grego parakletos, do qual temos “Paráclito”, um outro nome para o

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Tenha dependência total de Deus


A Graça e a Paz de Cristo, esta com você e sua família.

Josué 1:8 e 9 diz, “8 - Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido. 9 - Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.” (Versão ACF). Vejo nessa passagem de Josué que devemos falar e viver a Palavra de Deus em todo nosso tempo, assim, estaremos com a nossa dependência em Deus, totalmente, por está vivendo e falando Dele.

Vou abrir um parêntese quanto ao versículo 9 de Josué 1, porque, a pouco tempo eu estava passando por uma situação muito triste, em oração pedia a Deus que falasse comigo me dando uma resposta porque de tudo isso. Um dia tive uma grande

domingo, 21 de abril de 2024

O Espírito Santo é Uma Pessoa da Trindade?

 

Fui indagado recentemente por uma amiga que está sendo confrontada por algumas ideias do grupo religioso conhecido como Testemunhas de Jeová, e este fato se dá prioritariamente através de seu esposo que foi cooptado pelas heresias propagadas pelos jeovistas. Entre estas ideias destaca-se a que o Espírito Santo é apenas “uma força ativa de Deus”. Esta, infelizmente, não é única heresia que este grupo defende de forma veemente. Entre suas inúmeras heresias está a de desconstruir a divindade de Cristo, afirmar erroneamente datas sobre a volta de Cristo, determinar que somente 144.000 membros de sua fé entrarão no céu, e os demais adeptos viverão na Terra modificada.

Além destas heresias, este grupo ainda desenvolveu sua própria tradução bíblica, para que desta forma suas crenças equivocadas tivessem apoio das Escrituras. Por fim, eles proíbem de maneira extrema a comemoração de

domingo, 10 de março de 2024

O Espírito Santo na visão do Mormonismo


Os mórmons ensinam que o Espírito Santo é um homem-espírito: “O Espírito Santo… é um personagem de Espírito, uma Pessoa-Espírito, um Homem-Espírito, uma Entidade-Espírito”. (GEER, Thelma Granny. Por que abandonei o mormonismo. São Paulo: Vida, 1991, p. 176.) Em outro lugar escreveram que “o Espírito Santo é o terceiro membro da Deidade (Trindade). É um Espírito, na forma de um homem… Como personagem de Espírito, o Espírito Santo tem tamanho e dimensão”. (SMITH, Joseph Fielding. Doutrinas da salvação, vol. 1, p. 42.)

Quão triste é ler e saber que alguém trata a bendita pessoa do Espírito Santo com tamanho ultraje.

O mormonismo, pela sua linguagem, parece compartilhar das mesmas crenças de um cristão verdadeiro, que segue as

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

O Consolador e algumas seitas


JOÃO 14.16  O CONSOLADOR É MAOMÉ? O CONSOLADOR É O ESPIRITISMO? O CONSOLADOR É A CIÊNCIA CRISTÃ?

Os muçulmanos veem nessa referência ao “Consolador” (do grego paracleto) uma profecia sobre a vinda de Maomé, porque o Alcorão (Sura 61.6) refere-se a ele como “Ahmad” (periclytos – o louvado), que os muçulmanos tomam como sendo a correta tradução do termo paracleto.

Ciência Cristã também reivindica ser o Consolador. Mary Baker Eddy certa vez ostentou: “Entendo que esse Consolador é a Divina Ciência”, a seita Ciência Cristã que ela fundou. Mary também alegou que “quando a Ciência do cristianismo se manifestar, ela vos conduzirá em toda a verdade” (Eddy, 55,271).

Espiritismo afirma ser o Consolador. “Reconhecemos que 

sábado, 24 de abril de 2021

Em que sentido o Espírito Santo é como um fogo

 

A Bíblia descreve Deus como “um fogo consumidor” (Hebreus 12:29), então não é surpreendente que o fogo apareça frequentemente como um símbolo da presença de Deus. Exemplos incluem a sarça ardente (Êxodo 3:2), a glória Shekinah (Êxodo 14:19; Números 9:14-15) e a visão de Ezequiel (Ezequiel 1:4). O fogo tem muitas vezes sido um instrumento do julgamento de Deus (Números 11:1, 3; 2 Reis 1:10, 12) e um sinal do Seu poder (Juízes 13:20; 1 Reis 18:38).

Por razões óbvias, o fogo era importante para os sacrifícios do Antigo Testamento. O fogo sobre o altar do holocausto era uma dádiva divina, tendo sido aceso originalmente pelo próprio Deus (Levítico 9:24). Deus encarregou os sacerdotes de manter o Seu fogo aceso (Levítico 6:13) e deixou claro que o fogo de qualquer outra fonte era inaceitável (Levítico 10:1-2).

No Novo Testamento, o altar pode servir como um retrato de nosso compromisso com o Senhor. Como crentes em Jesus Cristo, somos chamados a oferecer nossos corpos como um “sacrifício vivo” (Romanos 12:1), rodeados pelo dom divino: o fogo inextinguível do Espírito Santo. No início do Novo Testamento, o Espírito Santo é associado com o fogo. João Batista acreditava que Jesus seria o único que “batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11). Quando o Espírito Santo começou o Seu ministério da habitação da igreja primitiva, Ele escolheu aparecer como “línguas de fogo” descansando em cada um dos crentes. Naquele momento, “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava” (Atos 2:3-4).

O fogo é uma figura maravilhosa da obra do Espírito Santo. O Espírito é como um fogo em pelo menos três maneiras: Ele traz a presença de Deus, a paixão de Deus e a pureza de Deus. O Espírito Santo é a presença de Deus por habitar no coração do crente (Romanos 8:9). No Antigo Testamento, Deus mostrou a Sua presença aos israelitas quando inundou o tabernáculo com fogo (Números 9:14-15). Esta presença ardente fornecia luz e orientação (Números 9:17-23). No Novo Testamento, Deus guia e conforta os Seus filhos com o Espírito Santo habitando em nossos corpos — o “tabernáculo” e o “templo do Deus vivo” (2 Coríntios 5:1; 6:16).

O Espírito Santo cria a paixão de Deus em nossos corações. Depois que os dois discípulos viajantes conversaram com o Jesus ressurreto, eles descreveram seus corações como “ardendo dentro de nós” (Lucas 24:32). Depois que os apóstolos receberam o Espírito em Pentecostes, eles passaram a ter uma paixão que dura uma vida e impele-os a proclamar a palavra de Deus com ousadia (Atos 4:31).

O Espírito Santo produz a pureza de Deus em nossas vidas. O propósito de Deus é nos purificar (Tito 2:14) e o Espírito é o agente da nossa santificação (1 Coríntios 6:11, 2 Tessalonicenses 2:13, 1 Pedro 1:2). Como o artesão usa o fogo para limpar as impurezas do metal precioso, assim também Deus usa o Espírito para remover os nossos pecados (Salmo 66:10, Provérbios 17:3). O Seu fogo limpa e refina.

Copia do site  gotquestions



domingo, 14 de março de 2021

O Batismo com o Espírito Santo


Quando, na Bíblia, aparece a primeira voz o termo “batismo com o Espírito Santo”?

R: Quem primeiro fala no assunto diretamente é João Batista. As passagens são Mateus 3:11; Marcos 1:8; Lucas 3:16 e João 1:33. O que deixa claro sua legitimidade como doutrina fundamental cristã.

Como João Batista se refere a este batismo, ou seja, como ele coloca os termos?
R: Sempre, em todas as passagens, ele faz uma COMPARAÇÃO entre o batismo que ele, João, praticava, apenas com água e para arrependimento, com o batismo que seria ministrado por Jesus Cristo, com o Espírito Santo e para salvação. João fez questão de ressaltar essa diferença. Posteriormente, como se verá, os apóstolos também identificaram essa distinção básica entre o batismo de João e o de Jesus.

Ao falar em batismo com Espírito Santo, João Batista cita a manifestação de algum dom especial, algum sinal externo que viesse evidenciar o fato?
R: Não. Mesmo porque o termo batismo com o Espírito Santo desaparece com João, só reaparecendo novamente no livro de Atos dos Apóstolos. E então finalmente silencia para sempre, demonstrando que não havia, até então, nenhuma dúvida sobre o assunto.
As manifestações espirituais da Igreja sofreriam um duro golpe com os Montanistas (Séculos II e III). A partir daí a Igreja inicia uma história de bloqueio as manifestações espirituais.

Além de João Batista, quem mais nos evangelhos faz menção sobre o assunto?
R: Ninguém. Nenhuma citação. O que não invalida a doutrina.

Em relação ao Espírito Santo, quais são os termos verdadeiramente bíblicos utilizados nos evangelhos para evidenciar sua ação?
R: “cheio” (Lucas 1:15); como “revestimento” (Lucas 24:9); advindo diretamente de Cristo (João 20:22); como poder descido ou recebido do céu (Atos 1:8).

No último capítulo de Marcos Jesus Cristo fala em quantas manifestações de poder sobrenatural?
R: Cinco: expulsar demônios, falar novas línguas, pegar em serpentes, sobreviver à bebida mortífera e impor as mãos sobre os enfermos para que sejam curados.

Em algum momento Jesus Cristo refere-se a uma destas manifestações como sendo mais especial do que a outra?
R: Não. E nem poderia, pois seria uma contradição, visto que todas são operações do mesmo poder: seu próprio nome, não havendo como classificá-las em maior, ou melhor.

Ainda neste mesmo capítulo ele utiliza-se da palavra “batismo”. Do que ele está falando?
R: Obviamente do batismo em águas. Não resta a menor dúvida. O batismo dos 3 mil no dia de Pentecostes e o ocorrido entre Felipe e o eunuco não deixam a menor dúvida.

Como Jesus Cristo refere-se ao batismo com Espírito Santo em nível de ação?
R: Ele chama de REVESTIMENTO DE PODER. É simples de entender. Basta comparar Atos 1:5 com Atos 1:8.

Como a Bíblia descreve o relatado?
R: As Sagradas Escrituras descreve um “enchimento” (Atos 2:4), em concordância com o que já havia dito anterior mente (Lucas 1:15)

O que aconteceu em seguida?
R: Os que estavam no cenáculo falaram novas línguas, conforme já estava predito no capítulo 16 de Marcos.

Eles – os que estavam no cenáculo – sabiam o que estavam dizendo?
R: A Bíblia responde claramente isso: 
“E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” (At 2.4-8)

Em que línguas os apóstolos e os outros falaram?
R: Segundo a Bíblia, neste caso, falaram grego, árabe, latim e ainda outras línguas de nações distintas que ali se encontravam (Atos 2.9-11)

O milagre do revestimento de poder ou derramamento do Espírito tal qual aconteceu inicialmente (pentecostes) se repetiu mais aonde?
R: na casa de Cornélio (Atos 10.45,46) e em Éfeso (Atos 19.6).

Na casa de Cornélio a Escritura refere-se ao acontecido como sendo o quê?
R: A Bíblia diz claramente, é que receberam um dom (Atos 10.45), o que aliás permanece de acordo com a Palavra, conforme II Coríntios 12.b

O que aconteceu afinal na casa de Cornélio?
R: O Espírito Santo caiu sobre os que ouviam a Palavra (Atos 10.44).

Em Éfeso, quais foram as manifestações de poder?
R: A Bíblia mostra duas: falaram em língua e PROFETIZARAM. (Atos 19.6).

Como a Bíblia classifica Estevão?
R: Homem cheio de fé e do Espírito Santo (Atos 6.5), cheio de poder e operador de prodígios e de grandes sinais (Atos 6.8).

Estevão obteve de Deus um privilégio único em todo o Novo Testamento, excetuando-se a visão do apóstolo João. Que privilégio foi esse?
R: Ele viu os céus abertos, a Glória de Deus e o Filho do homem em pé à sua direita (Atos 7.55,56). Como vemos, mais profunda só a visão na Ilha de Patmos.

Estevão falou em línguas durante seu ministério?
R: Não há relatos.

E quanto a Felipe?
R: Expulsava demônios e curava enfermos (Atos 8.7).

Falou em línguas?
R: Também não.

Em 13 cartas comprovadamente escritas pelo apóstolo Paulo, quantas expõem ou dissecam o assunto “línguas”?
R: Apenas em uma carta, direcionada a uma igreja em particular, enfoca essa questão, no caso, a Carta à igreja de Corinto.

As Cartas aos Hebreus, de Pedro, João – inclusive o Apocalipse – e Judas tocam no assunto?
R: Absolutamente nenhuma delas.

Biblicamente falando, “falar em línguas” é um dom que se manifesta como forma exclusiva de evidência?
R: Falar em línguas, biblicamente falando é um DOM, importante para o Corpo de Cristo como qualquer um dos dons espirituais citados em I Coríntios 12.

A Bíblia orienta literalmente a buscar incansavelmente o batismo com o Espírito Santo?
R: A Bíblia nós ensina a invocarmos a presença de Deus (Jr 29.12).

Que riscos essa prática pode trazer?
R: Ela cria um princípio básico para uma heresia, que é achar que quem não fala em línguas “estranhas” não é salvo.

Mas afinal quem é batizado com o Espírito Santo?
R: Somente a Palavra de Deus pode responder, e o faz claramente em I Coríntios 12:13 “Pois todos nós fomos batizados em um só Espírito, formando um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres; e a todos nós foi dado de beber de um só Espírito.”.

Ainda assim, este texto pode ser explicado de uma forma mais clara?
R: Este texto literalmente quer dizer que TODOS os que são Santuário de Deus, onde habita o Espírito de Deus (I Coríntios 3.16) e, que possuem um ou mais dons espirituais, que são manifestados por este mesmo Espírito, podem se considerar batizados com o Espírito Santo

Então, ao contrário do que muitos exigem, não é obrigatório falar em línguas para operar prodígios, sinais ou qualquer um dos sons espirituais?
R: Onde a Bíblia afirma isso? Além disso, os sinais são para os que CREEM, falando ou não em línguas, sendo elas próprias – as línguas – parte do conjunto da promessa.

É possível, à luz da Bíblia, confirmar esta afirmação?
R: Facilmente. Basta observar o texto em Atos 4.31, que diz
 “todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus.”

Qual é a verdadeira característica bíblica do batismo espiritual?
R: “Todos vós sois filhos de Deus pela fé em cristo Jesus, pois todos vós que fostes batizados em cristo, vos revestistes de Cristo.” (Gálatas 3:26,27).

O que aconteceu então na conturbada igreja da cidade de Corinto?
R: Assim como nos dias de hoje, elevaram o falar em línguas a uma categoria especial entre os dons – isso gerou problemas.

Pessoalmente, qual era a opinião de Paulo de Tarso?
R: Ele preferia falar cinco palavras que pudessem ser entendidas a falar dez mil em outras línguas. (I Coríntios 14.14)

Como concordar como uma oração feita em línguas?
R: Não só em orações, mas em qualquer circunstância da vida é necessário que se conheça os termos daquilo que se vai concordar. Se ninguém entender o que se está dizendo ou mesmo, conforme orienta própria Bíblia, não tiver quem interprete, é arriscado concordar às cegas, pois a mesma Palavra diz: “
Provai os espíritos” e sabemos que o espírito do profeta é sujeito ao profeta.

Onde a Bíblia orienta para se buscar o dom de línguas ou mesmo o falar em línguas estranhas?
R: Eis a questão. A orientação bíblica é bastante clara. Em I Coríntios 12.31 está escrito: “Portanto, procurai com zelo OS MELHORES DONS.” É claro que está no plural, não? A Bíblia mostra que não há um dom especial, todos são maravilhosos, portanto ela orienta que os busquemos.

Então falar em línguas não confere prerrogativas especiais a quem o possui?
R: Se fosse assim, quem profetiza também deveria receber atenção especial, visto que a Bíblia diz que quem profetiza é maior do que quem fala em línguas (I Co 14).

Como Paulo de Tarso classifica os irmãos que possuem obsessão por falar em línguas ou mesmo elevam este dom a um patamar de superioridade espiritual?
R: Paulo os chama de “meninos no entendimento” (I Coríntios 14.20). Ora, não é pecado ser menino, mas um dia a criança precisa crescer. (I Coríntios 13.11)

CONCLUSÃO

Nos dias de hoje é comum ouvir estudos e pregações onde se afirma categoricamente que quem não fala em línguas não podem tomar a dianteira de um trabalho. Um dos maiores absurdos de nosso tempo.

O Dom de Línguas não é superior a nenhum dos outros dons do Espírito. Exacerbar um desses dons é problemático e perigoso – por isso fiquemos com a simplicidade da Graça de Deus.

Veja o vídeo, bastante edificante e recomendável:



Será que sou batizado com Espírito Santo

Falar em línguas estranhas é a evidência do batismo com o Espírito Santo? Queridos irmãos, esse é um assunto que, sem sombra de dúvidas, gera grandes divergências em nosso meio. Não pretendo aqui, de maneira alguma, afrontar a doutrina e a crença dos meus irmãos, mas apenas fazer uma análise bíblica sobre essa questão e suas consequências.

De início, é importante conceituar o que vem a ser batismo. A própria etimologia da palavra nos indica que batismo significa, simbolicamente, imersão, por meio do qual se imerge de uma forma, emergindo-se como uma nova criatura. Mas como esse conceito se aplica ao batismo com o Espírito Santo? Quais são as evidências – exteriores – de que sou batizado com o Espírito Santo? Tentarei, nesse breve artigo, trazer algumas respostas bíblicas a estas questões.

É comum dizer-se que batizado com o Espírito Santo é aquele que fala línguas estranhas. Tenho dificuldade de encontrar fundamento bíblico para esta assertiva. O batismo no Espírito Santo consiste no selo do Espírito, por meio do qual somos identificados no mundo espiritual como filhos de Deus.

Dessa forma, segundo a Bíblia, constatamos que somos cheios do Espírito Santo no momento de nossa conversão, ou melhor, de nossa regeneração. A regeneração consiste no novo nascimento, em que o Espírito Santo passa a habitar em cada um de nós, transformando-nos em novas criaturas, agora selados para Cristo por meio do Seu Espírito. É o Espírito Santo quem nos convence de nossos pecados, levando-nos a reconhecer os nossos pecados, arrepender-nos destes e aceitar e confessar o Senhor Jesus como nosso Senhor e Salvador.

É no momento de nossa regeneração, que é a obra do novo nascimento realizada pelo Espírito Santo, que somos selados com o Espírito Santo, ou seja, batizados com o Espírito Santo! E a condição para tal é crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e não a glossolalia, ou seja, falar em línguas estranhas: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;” Ef 1:13. Veja que o critério para que sejamos selados pelo Espírito Santo é o crer no evangelho do Senhor Jesus.

Confunde-se, rotineiramente, o ser “batizado com o Espírito Santo” com a “Plenitude do Espírito Santo”. O batismo com o Espírito Santo ocorre concomitantemente à regeneração, ou seja, ao novo nascimento. É nesse momento que sou selado com o Espírito e reconhecido no mundo espiritual como filho de Deus e, caso morra em seguida, estarei salvo em Cristo Jesus. Caso venhamos a afirmar que o batismo no Espírito Santo ocorre em momento posterior, estaremos a dizer que esta pessoa não tem parte com o Espírito Santo, e isso não é verdade, já que sem a obra e presença do Espírito Santo nunca teria havido conversão dos seus maus caminhos.

O falar em línguas estranhas (o que deixo claro que acredito e falo) não é evidência do batismo com o Espírito Santo, mas sim da plenitude do Espírito Santo. Falar em línguas estranhas consiste em um dom espiritual dado por Deus para edificação pessoal e, havendo intérprete, edificação da Igreja. O batismo com o Espírito Santo é anterior à evidência dos dons espirituais, está ligado à regeneração, ou seja, ao novo nascimento.

Conheço diversas pessoas que têm uma vida genuína com Deus e não falam em línguas estranhas. Tenho grandes dificuldades, segundo a Palavra de Deus, de dizer que estas pessoas não são batizadas com o Espírito Santo, já que o próprio Espírito opera na vida delas, gerando arrependimento e temor diante de Deus, muitas vezes de forma mais profunda do que em muitos irmãos que falam em línguas estranhas. Apenas para exemplificar esta questão, um dos homens mais cheios do Espírito Santo na história da humanidade foi o evangelista Billy Graham, o qual pregou para aproximadamente 215 milhões de pessoas, e que não falava em línguas estranhas; alguém teria coragem de dizer que Billy Graham não foi batizado com o Espírito Santo? Se sim, com qual poder milhares de pessoas se convertiam em suas pregações, se não pelo poder do Espírito Santo?

Por outro lado, um dos maiores avivalistas da humanidade foi Charles Finney, o qual evidenciava a plenitude do Espírito Santo de forma latente. Tanto Billy Graham quanto Charles Finney, na minha humilde opinião, segundo os preceitos da Bíblia, foram sim batizados com o Espírito Santo, visto que foram regenerados em Cristo Jesus. Charles Finney evidenciava alguns dons que Billy Graham não, e Billy Graham evidenciava alguns dons que Charles Finney não, o que não faz nenhum deles melhor do que o outro, mas ambos instrumentos úteis nas mãos do Senhor.

Assim, quando alguém perguntar-lhe se você já foi batizado com o Espírito Santo, responda sem hesitar: Sim, no dia em que fui feito nova criatura em Cristo Jesus. Ademais, busque com afinco a plenitude do Espírito Santo para glória de Deus, e não para dizer que é mais espiritual que o seu irmão. Ter esse entendimento mudará o seu relacionamento com o Espírito Santo! Saiba que Ele já habita em você e que já te batizou e selou, se você entregou sua vida ao Senhor Jesus!

Por outro lado, Não tenho dúvidas de que o dom de línguas estranhas é, assim como os outros dons, em Deus, uma poderosa arma espiritual, evidenciando a Plenitude do Espírito Santo.

Que o Senhor os abençoe grandemente, em nome de Jesus.

Por Hélio Roberto

Casado com Hellen Sousa e pai da princesa Acsa Sousa. Servidor Público Federal, graduado em Teologia e em Gestão Pública. Diácono e Líder do Ministério de Acolhimento da Igreja Batista Cristã de Brasília.


Quem é o Espírito Santo

Alguns anos atrás um professor de quinto ano perguntou aos alunos de sua classe se alguém poderia explicar o eletricidade. Um rapaz levantou a mão. O professor, perguntou: – Como você poderia explicar, Jimmy?

Jimmy coçou a cabeça, pensou, e respondeu: – Ontem à noite eu ainda sabia, mas agora esqueci!

O professor sacudiu tristemente a cabeça e disse para a classe: – Que tragédia! A única pessoa no mundo que já entendeu a eletricidade, e ele esqueceu!

Este professor está na mesma situação que você e eu quando estudamos a doutrina da Trindade. Aceitamos o fato de que o Espírito Santo é Deus, assim como o Pai e o Filho são Deus. Mas quando temos de explicar, estamos num beco sem saída. Nos últimos anos foi falado e escrito sobre o Espírito Santo possivelmente mais do que sobre qualquer outro terna religioso, excetuando o ocultismo. Isto aconteceu principalmente por causa da influência do movimento carismático, que tem sido chamado de “a terceira força” do cristianismo, ao lado do catolicismo e protestantismo. O movimento carismático mais recente, que tem algumas de suas origens no pentecostalismo histórico e dá ênfase ao Espírito Santo, este atualmente permeando profundamente a maioria das principais denominações, bem como o catolicismo. Podemos sentir como o assunto é vasto, e como sabemos pouco sobre Ele. Mesmo assim, Deus revelou em Sua Palavra tudo que devermos saber.

Surgirão neste livro muitas perguntas que crentes confusos e às vezes incultos tentaram responder. De fato, milhões de cristãos em todos os continentes estão fazendo estas perguntas. Estão procurando e merecem respostas bíblicas.

Por exemplo: O que é o batismo do Espírito santo? Quando ocorre? Falar em línguas é possível ou necessário hoje em dia? Existe urna experiência chamada “segunda bênção”?

Para iniciar nosso estudo, temos de colocar bem no começo uma pergunta crítica: Quem é o Espírito santo?

O Espírito Santo é uma Pessoa

A Bíblia ensina que o Espírito Santo é uma pessoa. Jesus nunca chamou o Espírito Santo de “isto” quando falava d’Ele. Em João 14, 15 e 16, por exemplo, Jesus falou do Espírito Santo como “Ele”, porque Ele não é uma força ou uma coisa, mas uma pessoa. Falta instrução ou mesmo discernimento a alguém que trata o Espírito Santo como “isto”.

Na Bíblia vemos que o Espírito Santo tem intelecto, emoções e vontade. Além disto, a Bíblia diz que Ele faz coisas que uma força não faria, somente uma pessoa real.

Ele fala: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas, Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Apoc. 2:7).

“E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (Atos 13:2).

Ele intercede: “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havermos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rom. 8:26, IBB).

Ele testifica: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim” (João 15:26).

Ele guia: “Então disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro, acompanha-o” (Atos 8:29).

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Rom, 8:14).

Ele ordena: “E percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas a Espírito de Jesus não o permitiu” (Atos 16:6, 7).

Ele conduz: “Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que hão de vir” (João 16:13).

Ele nomeia: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho. Pois o Espírito Santo os pôs como guardiães do rebanho, para pastorear a Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do Seu próprio Filho” (Atos 20:28, BLH).

Pode-se mentir para Ele: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3, 4).

Pode-se insultá-Lo: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (Heb. 10:29).

Pode-se blasfemar contra Ele“Por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á isto perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isto perdoado, nem neste mundo, nem no porvir” (Mat. 12:31, 32).

Pode-se entristecê-Lo: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes seladas para o dia da redenção” (Efés. 4:30).

Cada uma das emoções e atitudes que alistarmos são características de uma pessoa. O Espírito Santo não é uma força impessoal, como a gravidade e o magnetismo. Ele é uma Pessoa, com todos os atributos de uma personalidade. Mas não é só Pessoa; também é divino.

O Espírito Santo é uma Pessoa Divina: Ele é Deus

Em toda a Bíblia podemos ver claramente que o Espírito Santo é o próprio Deus. Isto podemos deduzir dos atributos que a Escritura Lhe confere. Estes atributos, sem exceção, são os do próprio Deus.

Ele é eterno: Isto significa que nunca houve um momento em que Ele não existiu. “Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo!” (Heb. 9:14).

Ele é Todo-Poderoso: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o Ente santo que há de nascer, será chamada Filho de Deus” (Lucas 1:35).

Ele é Onipresente (está em todo lugar ao mesmo tempo): “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?” (Salmo 139:7, IBB).

Ele sabe tudo (é onisciente): “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; parque o Espírito a todas estas coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (I Cor. 2:10, 11).

Ele é chamado Deus: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3, 4, grifo meu).

“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Cor. 3:18).

Ele é o Criador: A primeira referência bíblica ao Espírito Santo está em Gênesis 1:2, onde lemos: “O Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. No entanto, Gên. 1:1 diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. E em Colossenses 1, escrevendo à Igreja de Colossos sobre o Senhor Jesus Cristo, no meio de outras grandes verdades Paulo nos diz. “Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (é conservado em ordem e harmonia, BLH) (Col. 1:16, 17).

Assim, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estavam juntos criando o mundo. É da máxima importância para todos os cristãos compreender e aceitar estes fatos, tanto na teologia como na prática.

Certa vez eu fiz algumas destas afirmações diante de seminaristas. Um deles perguntou: “Geralmente Ele é mencionado por último. Isto não implica em inferioridade?” Só que em Romanos 15:20 Ele não é mencionado por último: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor.” E em Efésios 4:4 Paulo diz: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação”.

Mais que isto, a colocação usual das três pessoas da Trindade no Novo Testamento tem a ver com sua sequencia e função. Dizemos, por exemplo, que oramos ao Pai, através do Filho, no poder do Espírito Santo. Eu já mostrei antes que, em termos de função, o Pai veio primeiro, depois o Filho se encarnou, morreu e ressuscitou. Agora, o Espírito atua nesta era do Espírito. A sequencia não prejudica a igualdade, só tem a ver com função e cronologia.

A Trindade

Quando comecei a estudar a Bíblia, anos atrás, a doutrina da Trindade foi um dos problemas mais complexos que encontrei, Nunca cheguei a uma conclusão satisfatória, porque parte dela é mistério. Apesar de não entendê-la totalmente até hoje, aceito-a como revelação de Deus.

A Bíblia me ensina que o Espírito Santo é um ser vivo. É uma das três pessoas da Trindade. Explicar e ilustrar a Trindade é uma das tarefas mais difíceis que se pode dar a um cristão. O Dr. David McKenna contou-me certa vez que Doug, seu pequeno filho, lhe perguntou: – Deus Pai é Deus? Ele respondeu: – Sim. – Jesus Cristo é Deus? – Sim. – O Espírito Santo é Deus? – Sim. – Então como Jesus pode ser Seu próprio Pai? David pensou rápido. Eles estavam naquele momento sentados em um velho Chevrolet 1958. – Escute, filho, ele respondeu. – Ali debaixo do capô está a bateria. Eu posso usá-la para acender as luzes, tocar a buzina e dar partida no carro. Como isto acontece é um mistério – mas acontece! concluiu.

A Bíblia nos ensina a realidade da Trindade, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Estudemos algumas passagens.

Deus revela a Si mesmo na Bíblia progressivamente. Mas há indicações desde o começo do livro de Gênesis de que Deus existe em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – e que estas três pessoas constituem o único Deus. O cristianismo é trinitário, não unitário. Ao mesmo tempo há um só Deus e não três, deixando claro que o cristianismo não é politeísta.

A Bíblia começa com uma afirmação majestosa: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gên. 1:1).

Estudiosos de hebraico me disseram que na língua hebraica há três graus de número: Singular – um; dual – dois; plural – mais de dois. A palavra traduzida por “Deus” em Gênesis 1:1 é plural, indicando mais de dois. Matthew Henry diz que ela significa “a pluralidade de pessoas na deidade: Pai, Filho e Espírito Santo. Este nome de Deus no plural (confirma) nossa fé na doutrina da Trindade, que é claramente revelada no Novo Testamento, apesar de só levemente sugerida no Antigo”.

Vemos no relato da criação que Deus desde o início nos fornece algumas indicações da verdade de que a Deidade se compõe de mais de uma pessoa. Eu grifei algumas palavras. Em Gênesis 1:26 Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sabre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”

Mais adiante, em Gênesis 3:22, o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal.” E em Gênesis 11:6, 7 o Senhor disse: “Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo: agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não enteada a linguagem do outro.” Quando Isaías ouviu a voz do Senhor, dizendo: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, ele respondeu: “Eis-me aqui. Envia-me a mim!” (Isaías 6:8).

A doutrina da Trindade está bem mais desenvolvida no Novo do que no Antigo Testamento. Já que a revelação é progressiva, mais luz foi lançada sobre o assunto que estamos estudando. Quando Deus Se revelou totalmente no tempo de Cristo e dos apóstolos.

Em Mateus 28:18-20 está registrada a última ordem de Jesus antes da Sua ascensão. Ele diz aos Seus seguidores: “Fazei discípulos de todas as nações”, batizando os convertidos “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Jesus ensinou aqui que Seus seguidores deveriam levar a mensagem do Seu Evangelho a todas as nações, depois de Ele deixá-los. O Espírito Santo iria usá-los para convocar um povo para a Seu nome. Esta comissão trinitária para batizar associa o Espírito Santo com Deus Pai e Deus Filho como igual a Eles. Ele é Deus Espírito Santo.

É emocionante notar que Jesus diz que não deixará os crentes sozinhos. Através do Espírito Santo que Ele e o Pai enviaram, Ele nunca nos deixará nem nos abandonará (Heb. 13:5). Ele permanecerá com cada crente até o último instante. Este pensamento me tem encorajado centenas de vezes nestes dias sombrios, em que as forças satânicas estão operando em tantos lugares diferentes do mundo.

Dentro desta mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo afirmou: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Cor. 13:14). Esta bênção não deixa dúvidas de que o Espírito Santo é um com o Pai e um com o Filho na Deidade. Não é um mais um mais um igual a trêsÉ um vezes um vezes um igual a um. O Espírito Santo é um com o Pai e com o Filho. Se o Pai é Deus, e Jesus é Deus, então o Espírito Santo também é Deus.

O principal problema da doutrina da Trindade é que o cristianismo diz ser monoteísta. Rejeita o politeísmo, a crença em mais de um Deus. A resposta é que a Trindade preserva a unidade da Deidade, reconhecendo ao mesmo tempo que nela há três pessoas, que não deixam de ser uma em essência. Deus é um, mas esta unidade não é simples – é complexa.

Isto é um assunto terrivelmente difícil – muito além da capacidade de compreensão das nossas mentes limitadas. Mesmo assim é extremamente importante declarar a posição bíblica, e ficar em silêncio onde a Bíblia não diz nada. Deus Pai é plenamente Deus. Deus Filho e Deus Espírito também. A Bíblia apresenta isto como um fato. Não o explica. Apesar disto muitas explicações têm sido sugeridas, algumas parecendo ser bem lógicas, mas nenhuma consegue preservar a verdade do que a Escritura ensina.

O “modalismo” foi uma heresia dos primeiros tempos do cristianismo. Ensinava que Deus apareceu em diferentes épocas sob três modos ou formas diferentes – primeiro como Pai, mais tarde como Filho, e por último como Filho. Os que defendiam este ponto de vista pensavam que ele preservava a unidade do monoteísmo. Mas significava também que quando Jesus orava, Ele tinha de falar consigo mesmo. Além disto um texto como o de Atos 2, que diz que o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo, faz pouco sentido no modalismo. Acima de tudo, esta posição violava a mais clara apresentação da Trindade em unidade, expressada na Grande Comissão de Jesus, registrada por Mateus. Jesus disse claramente que Seus discípulos deveriam batizar os convertidos “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. A construção da frase no grego deixa claro que Jesus está se referindo a três pessoas diferentes. Ele ensinou, sem margem de dúvida, a doutrina da Trindade.

Vimos até aqui que o Espírito Santo é uma pessoa, é Deus, e faz parte da Trindade. Quem não reconhecer isto não terá a Sua alegria e poder. De fato, uma compreensão deficiente de qualquer pessoa da Trindade trará a mesma consequência, porque Deus é importante em todos os sentidos. Mas isto vale especialmente para o Espírito Santo, porque apesar de o Pai ser a fonte de todas as bênçãos, e o Filho o canal de todas as bênçãos, é pela ação do Espírito Santo em nós que toda a verdade se torna viva e operante em nossas vidas.

Para resumir tudo isto, a afirmação mais importante que eu posso fazer é esta: não há nada que o Pai Seja e o Espírito Santo não seja. O Espírito Santo tem todos os aspectos essenciais da deidade. Podemos dizer d’Ele a mesma coisa que o antigo Credo Niceno disse de Jesus Cristo: Ele é verdadeiro Deus de verdadeiro Deus! Assim, nós dobramos os joelhos diante d’Ele, nós O adoramos, e O tratamos em tudo como a Escritura exige que tratemos o Deus Todo-Poderoso.

Quem é o Espírito Santo? Ele é Deus!

Extraído do livro “O ESPÍRITO SANTO”, Billy Graham