O batismo com
o Espírito Santo pode ser compreendido como uma experiência subsequente à
conversão — uma “segunda bênção” — mediante a qual o crente é revestido de
poder para testemunhar, servir e edificar a Igreja. Entretanto, não é
biblicamente necessário afirmar que essa experiência somente aconteceu quando a
pessoa falou em línguas.
O livro de
Atos mostra que as línguas foram uma evidência importante em algumas ocasiões,
especialmente quando Deus desejava tornar publicamente inquestionável a
inclusão de novos grupos na Igreja. Todavia, as epístolas ensinam que o
Espírito distribui diferentes manifestações e que nem todos recebem o mesmo
dom.
Assim, a tese
central deste estudo é:
O batismo com o Espírito Santo é destinado
a todos os crentes, mas sua manifestação não precisa ser idêntica em
Atos 22.16 não ensina que a água do batismo, por si
mesma, possua poder para apagar pecados. O texto apresenta a conversão de Paulo
como uma resposta completa de fé: levantar-se, receber o batismo e invocar o nome
do Senhor.
No contexto, Paulo já havia encontrado Cristo,
reconhecido Jesus como “Senhor” e se submetido à sua vontade:
“Senhor,
que farei?” (At 22.10)
Além disso, Ananias o identifica como alguém
escolhido por
Uma explicação de 1 Coríntios 15.29 baseada em W. E. Vine
“Doutra maneira, que farão os que se
batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que se
batizam eles então pelos mortos?” - 1 Coríntios 15.29
Primeira
Coríntios 15.29 é reconhecidamente um dos versículos mais difíceis do Novo
Testamento. A expressão “batizados pelos mortos” tem originado numerosas
interpretações, algumas das quais defendem que cristãos vivos estariam sendo
batizados vicariamente em favor de pessoas que morreram sem receber o batismo.
Essa leitura,
entretanto, enfrenta sérias dificuldades teológicas. A interpretação
apresentada por W. E. Vine oferece uma
Há quem batize as pessoas
usando a fórmula ‘em nome de Jesus’, e não como se lê em Mateus 28.19 e é usual
‘em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo’. Podem dar-me uma
explicação bíblica sobre isto?
O Senhor Jesus
Cristo ordenou claramente aos Seus discípulos que os mesmos deveriam batizar os
convertidos em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. (Mt 28.19)
Não obstante,
nos Atos dos Apóstolos está escrito que os
A Congregação Cristã no Brasil (CCB) é vista por alguns como uma seita, por outros, como um movimento contraditório. Nosso objetivo nesta lição é demonstrar o caráter sectarista e exclusivista desta denomiação religiosa. Também mostraremos que suas doutrinas são fundamentadas em versículos isolados das Escrituras e mal interpretados.
É preciso salientar que quem vive a destilar acusações contra as demais igrejas evangélicas são os membros da CCB – Inclusive gostam de classificar os pastores protestantes de bodes.
O breve escopo mostrará que o mal da CCB é que eles não sabem que não sabem!
1. Fundador:
Luis Francescon , nascido em 29 de março de l866, na comarca de Cavasso Nuovo, província de Udine, Itália. Imigrou para os E.U.A. após servir ao exército, chegando à cidade de Chicago, Estado de Illinois em 1890. No mesmo ano começou a
O Batismo infantilé a aspersão ou
imersão de criancinhas com o propósito de dar-lhes benção espiritual de algum
tipo. Embora seu propósito exato difira de grupo para grupo, quase sempre ele
implica em que a criança então receba a salvação, em certo sentido.
QUEM PRATICA O BATISMO INFANTIL?
O Batismo infantil é
praticado pela Igreja Católica Romana, pelos vários grupos que representam a
Igreja Ortodoxa Oriental, assim como por muitas denominações que saíram de Roma
durante a Reforma Protestante, incluindo as denominações
O Batismo infantilé a aspersão ou imersão de criancinhas com o propósito de dar-lhes benção espiritual de algum tipo. Embora seu propósito exato difira de grupo para grupo, quase sempre ele implica em que a criança então receba a salvação, em certo sentido.
QUEM PRATICA O BATISMO INFANTIL?
O Batismo infantil é praticado pela Igreja Católica Romana, pelos vários grupos que representam a Igreja Ortodoxa Oriental, assim como por muitas denominações que saíram de Roma durante a Reforma Protestante, incluindo as denominações
É inegável o flagrante abusododom de línguas
em nossos dias. Para alguns, o simples fato de possuírem o dom já
os torna superiores ou mais espirituais que os demais. Ledo engano. A começar
pelo fato de que o dom de línguas jamais foi evidênciadobatismo com o Espírito Santo, como em geral tem sido
entendido atualmente. Na mesma passagem em que Paulo afirma que todos “fomos
batizados em um só Espírito” (1 Co.12:13), ele pergunta: “Falam todos em outras
línguas? Interpretam-nas todos?” (v.30b). Tal pergunta não faria sentido
se a resposta fosse sim. Concluímos daí que nem todos os que são batizados no
Espírito manifestam o dom de línguas. O que evidencia o batismo
no Espírito é o profundo amor que é derramado em nossos corações. Confira:
“E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em
nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:5
Se o falar em línguas fosse mais importante que isso, Paulo não teria
O batismo marca o novo nascimento daqueles que
aceitam a Jesus Cristo como único e suficiente salvador. Mas há muitas dúvidas
sobre o assunto e por isso vamos responder algumas delas neste artigo.
Entre
as dúvidas que permeiam este tema temos: se eu não for batizado perderei a salvação?
Só quem é batizado é salvo? Se eu morrer sem passar pelo batismo irei para o
inferno?
Para
esclarecer esse assunto, precisamos primeiramente explicar o que é batismo. O
batismo é o sacramento que confere uma nova vida ao homem pecador.
Quem se batiza nasce
de novo, como Jesus explicou a Nicodemos em João 3 que diz:
“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que
não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”
Precisamos dizer
também que o batismo é uma ordenança dada pelo próprio Jesus aos seus
discípulos como lemos em Mateus
28.19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.
O batismo faz parte
da vida cristã e é comprovação de que você crê e
aceita Jesus em sua vida, se arrependendo de seus pecados e deixando o “velho
eu” no passado.
Qual é a ligação entre batismo e salvação?
Jesus diz a Nicodemos,
ainda em João 3, que quem crer e for batizado será salvo. Mas
encontramos na Bíblia outros trechos que explicam melhor o Plano de
Salvação, como em Efésios 2.8: “Porque pela
graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.
Em
Efésios vemos que a salvação nos foi dada pela graça e misericórdia de Deus, o
homem não mereceu esse favor, mas o Senhor – com toda a sua bondade – nos
agraciou com o perdão e com a salvação.
O
batismo, portanto, não faz parte da salvação, porém é um processo que acontece
na vida do cristão depois que ele aceita Jesus em sua vida.
Para
ser salvo é preciso crer em Jesus Cristo, portanto, se uma pessoa se converter
e, por algum motivo, não se batizar a tempo ela será salva sem qualquer
impedimento.
O que lemos em Lucas 23.43 comprova
o que estamos falando, pois Jesus afirmou a um dos ladrões crucificados ao seu
lado que naquele mesmo dia ele estaria com Cristo no paraíso.
Oras, mas aquele ladrão não ouviu os sermões de Jesus, não
passou pelo batismo. Como ele poderia ir para o paraíso? Simples: reconhecer
que Cristo era o Messias, o Filho de Deus, foi o bastante para que ele
recebesse a salvação.
Se
você tinha medo de perder a salvação por não se batizar, ou se alguém afirmou
que era obrigatório passar pelo batismo para ser salvo, fique em paz. Se batize
para confirmar que você crê e para simbolizar sua nova vida, jamais faça isso
por imposição ou por medo de não ser salvo.
O
batismo deve ser uma escolha pessoal, feita por uma pessoa consciente do ato. É
por este motivo que nós, evangélicos, não batizamos crianças.
O primeiro batismo de que se tem noticia no Novo Testamento é o
praticado por João, o batista. Este batismo foi chamado de o batismo do
arrependimento pelo apóstolo Paulo. Por ele passou todos os apóstolos de Jesus.
Jesus foi batizado por João, mas o batismo de Jesus tem um desígnio totalmente
diferente do administrado por João aos pecadores confessos. Finalmente temos o
batismo administrado pela Igreja de Jesus, primeiramente pelos apóstolos antes
de sua morte, depois, pela Igreja organizada de Jerusalém.
O BATISMO DE JOÃO AOS PECADORES CONFESSOS
Esse batismo era por imersão (veremos mais adiante um estudo específico
sobre o significado da palavra). Seu desígnio era totalmente diferente do
administrado pela Igreja. Simbolizava que Jesus iria
Quando, na Bíblia, aparece a primeira voz o
termo “batismo com o Espírito Santo”?
R: Quem primeiro fala no assunto diretamente é João Batista. As passagens são
Mateus 3:11; Marcos 1:8; Lucas 3:16 e João 1:33. O que deixa claro sua
legitimidade como doutrina fundamental cristã.
Como João Batista se refere a este batismo, ou
seja, como ele coloca os termos?
R: Sempre, em todas as passagens, ele faz uma COMPARAÇÃO entre o batismo que
ele, João, praticava, apenas com água e para arrependimento, com o batismo que
seria ministrado por Jesus Cristo, com o Espírito Santo e para salvação.
João fez questão de ressaltar essa diferença. Posteriormente, como se verá, os
apóstolos também identificaram essa distinção básica entre o batismo de João e
o de Jesus.
Ao falar em batismo com Espírito Santo, João
Batista cita a manifestação de algum dom especial, algum sinal externo que
viesse evidenciar o fato?
R: Não. Mesmo porque o termo batismo com o Espírito Santo desaparece com João,
só reaparecendo novamente no livro de Atos dos Apóstolos. E então finalmente
silencia para sempre, demonstrando que não havia, até então, nenhuma dúvida
sobre o assunto.
As manifestações espirituais da Igreja sofreriam um duro golpe com os
Montanistas (Séculos II e III). A partir daí a Igreja inicia uma história de
bloqueio as manifestações espirituais.
Além de João Batista, quem mais nos evangelhos
faz menção sobre o assunto?
R: Ninguém. Nenhuma citação. O que não invalida a doutrina.
Em relação ao Espírito Santo, quais são os
termos verdadeiramente bíblicos utilizados nos evangelhos para evidenciar sua
ação?
R: “cheio” (Lucas 1:15); como “revestimento” (Lucas 24:9); advindo diretamente
de Cristo (João 20:22); como poder descido ou recebido do céu (Atos 1:8).
No último capítulo de Marcos Jesus Cristo fala
em quantas manifestações de poder sobrenatural?
R: Cinco: expulsar demônios, falar novas línguas, pegar em serpentes,
sobreviver à bebida mortífera e impor as mãos sobre os enfermos para que sejam
curados.
Em algum momento Jesus Cristo refere-se a uma
destas manifestações como sendo mais especial do que a outra?
R: Não. E nem poderia, pois seria uma contradição, visto que todas são
operações do mesmo poder: seu próprio nome, não havendo como classificá-las em
maior, ou melhor.
Ainda neste mesmo capítulo ele utiliza-se da
palavra “batismo”. Do que ele está falando?
R: Obviamente do batismo em águas. Não resta a menor dúvida. O batismo dos 3
mil no dia de Pentecostes e o ocorrido entre Felipe e o eunuco não deixam a
menor dúvida.
Como Jesus Cristo refere-se ao batismo com
Espírito Santo em nível de ação?
R: Ele chama de REVESTIMENTO DE PODER. É simples de entender. Basta comparar
Atos 1:5 com Atos 1:8.
Como a Bíblia descreve o relatado?
R: As Sagradas Escrituras descreve um “enchimento” (Atos 2:4), em concordância com
o que já havia dito anterior mente (Lucas 1:15)
O que aconteceu em seguida?
R: Os que estavam no cenáculo falaram novas línguas, conforme já estava predito
no capítulo 16 de Marcos.
Eles – os que estavam no cenáculo – sabiam o
que estavam dizendo?
R: A Bíblia responde claramente isso: “E todos foram cheios do Espírito Santo, e
começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que
falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas
as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se
uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria
língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê!
não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos,
cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” (At 2.4-8)
Em que línguas os apóstolos e os outros
falaram?
R: Segundo a Bíblia, neste caso, falaram grego, árabe, latim e ainda outras
línguas de nações distintas que ali se encontravam (Atos 2.9-11)
O milagre do revestimento de poder ou
derramamento do Espírito tal qual aconteceu inicialmente (pentecostes) se
repetiu mais aonde?
R: na casa de Cornélio (Atos 10.45,46) e em Éfeso (Atos 19.6).
Na casa de Cornélio a Escritura refere-se ao
acontecido como sendo o quê?
R: A Bíblia diz claramente, é que receberam um dom (Atos 10.45), o que aliás
permanece de acordo com a Palavra, conforme II Coríntios 12.b
O que aconteceu afinal na casa de Cornélio?
R: O Espírito Santo caiu sobre os que ouviam a Palavra (Atos 10.44).
Em Éfeso, quais foram as manifestações de
poder?
R: A Bíblia mostra duas: falaram em língua e PROFETIZARAM. (Atos 19.6).
Como a Bíblia classifica Estevão?
R: Homem cheio de fé e do Espírito Santo (Atos 6.5), cheio de poder e operador
de prodígios e de grandes sinais (Atos 6.8).
Estevão obteve de Deus um privilégio único em
todo o Novo Testamento, excetuando-se a visão do apóstolo João. Que privilégio
foi esse?
R: Ele viu os céus abertos, a Glória de Deus e o Filho do homem em pé à sua
direita (Atos 7.55,56). Como vemos, mais profunda só a visão na Ilha de Patmos.
Estevão falou em línguas durante seu
ministério?
R: Não há relatos.
E quanto a Felipe?
R: Expulsava demônios e curava enfermos (Atos 8.7).
Falou em línguas?
R: Também não.
Em 13 cartas comprovadamente escritas pelo
apóstolo Paulo, quantas expõem ou dissecam o assunto “línguas”?
R: Apenas em uma carta, direcionada a uma igreja em particular, enfoca essa
questão, no caso, a Carta à igreja de Corinto.
As Cartas aos Hebreus, de Pedro, João –
inclusive o Apocalipse – e Judas tocam no assunto?
R: Absolutamente nenhuma delas.
Biblicamente falando, “falar em línguas” é um
dom que se manifesta como forma exclusiva de evidência?
R: Falar em línguas, biblicamente falando é um DOM, importante para o Corpo de
Cristo como qualquer um dos dons espirituais citados em I Coríntios 12.
A Bíblia orienta literalmente a buscar
incansavelmente o batismo com o Espírito Santo?
R: A Bíblia nós ensina a invocarmos a presença de Deus (Jr 29.12).
Que riscos essa prática pode trazer?
R: Ela cria um princípio básico para uma heresia, que é achar que quem não fala
em línguas “estranhas” não é salvo.
Mas afinal quem é batizado com o Espírito
Santo?
R: Somente a Palavra de Deus pode responder, e o faz claramente em I Coríntios
12:13 “Pois todos nós fomos batizados em um só Espírito, formando um só corpo,
quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres; e a todos nós foi dado de
beber de um só Espírito.”.
Ainda assim, este texto pode ser explicado de
uma forma mais clara?
R: Este texto literalmente quer dizer que TODOS os que são Santuário de Deus,
onde habita o Espírito de Deus (I Coríntios 3.16) e, que possuem um ou mais
dons espirituais, que são manifestados por este mesmo Espírito, podem se
considerar batizados com o Espírito Santo
Então, ao contrário do que muitos exigem, não
é obrigatório falar em línguas para operar prodígios, sinais ou qualquer um dos
sons espirituais?
R: Onde a Bíblia afirma isso? Além disso, os sinais são para os que CREEM,
falando ou não em línguas, sendo elas próprias – as línguas – parte do conjunto
da promessa.
É possível, à luz da Bíblia, confirmar esta
afirmação?
R: Facilmente. Basta observar o texto em Atos 4.31, que diz “todos foram cheios do
Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus.”
Qual é a verdadeira característica bíblica do
batismo espiritual?
R: “Todos vós sois filhos de Deus pela fé em cristo Jesus, pois todos vós que
fostes batizados em cristo, vos revestistes de Cristo.” (Gálatas 3:26,27).
O que aconteceu então na conturbada igreja da
cidade de Corinto?
R: Assim como nos dias de hoje, elevaram o falar em línguas a uma categoria
especial entre os dons – isso gerou problemas.
Pessoalmente, qual era a opinião de Paulo de
Tarso?
R: Ele preferia falar cinco palavras que pudessem ser entendidas a falar dez
mil em outras línguas. (I Coríntios 14.14)
Como concordar como uma oração feita em
línguas?
R: Não só em orações, mas em qualquer circunstância da vida é necessário que se
conheça os termos daquilo que se vai concordar. Se ninguém entender o que se
está dizendo ou mesmo, conforme orienta própria Bíblia, não tiver quem
interprete, é arriscado concordar às cegas, pois a mesma Palavra diz: “Provai os espíritos” e sabemos que o espírito
do profeta é sujeito ao profeta.
Onde a Bíblia orienta para se buscar o dom de
línguas ou mesmo o falar em línguas estranhas?
R: Eis a questão. A orientação bíblica é bastante clara. Em I Coríntios 12.31
está escrito: “Portanto, procurai com zelo OS MELHORES DONS.” É claro que está
no plural, não? A Bíblia mostra que não há um dom especial, todos são
maravilhosos, portanto ela orienta que os busquemos.
Então falar em línguas não confere
prerrogativas especiais a quem o possui?
R: Se fosse assim, quem profetiza também deveria receber atenção especial,
visto que a Bíblia diz que quem profetiza é maior do que quem fala em línguas
(I Co 14).
Como Paulo de Tarso classifica os irmãos que
possuem obsessão por falar em línguas ou mesmo elevam este dom a um patamar de
superioridade espiritual?
R: Paulo os chama de “meninos no entendimento” (I Coríntios 14.20). Ora, não é
pecado ser menino, mas um dia a criança precisa crescer. (I Coríntios 13.11)
CONCLUSÃO
Nos dias de hoje é comum ouvir estudos e pregações onde se
afirma categoricamente que quem não fala em línguas não podem tomar a dianteira
de um trabalho. Um dos maiores absurdos de nosso tempo.
O Dom de Línguas não é superior a nenhum dos outros dons do
Espírito. Exacerbar um desses dons é problemático e perigoso – por isso
fiquemos com a simplicidade da Graça de Deus.
Falar em línguas estranhas é a evidência do batismo com o
Espírito Santo? Queridos irmãos, esse é um assunto que, sem sombra de dúvidas,
gera grandes divergências em nosso meio. Não pretendo aqui, de maneira alguma,
afrontar a doutrina e a crença dos meus irmãos, mas apenas fazer uma
análise bíblica sobre essa questão e suas consequências.
De início, é importante conceituar o que vem a ser batismo. A
própria etimologia da palavra nos indica que batismo significa, simbolicamente,
imersão, por meio do qual se imerge de uma forma, emergindo-se como uma nova
criatura. Mas como esse conceito se aplica ao batismo com o Espírito Santo?
Quais são as evidências – exteriores – de que sou batizado com o Espírito
Santo? Tentarei, nesse breve artigo, trazer algumas respostas bíblicas a estas
questões.
É comum dizer-se que batizado com o Espírito Santo é aquele que
fala línguas estranhas. Tenho dificuldade de encontrar fundamento bíblico para esta
assertiva. O batismo no Espírito Santo consiste no selo do Espírito, por meio
do qual somos identificados no mundo espiritual como filhos de Deus.
Dessa forma, segundo a Bíblia, constatamos que somos cheios do
Espírito Santo no momento de nossa conversão, ou melhor, de nossa regeneração.
A regeneração consiste no novo nascimento, em que o Espírito Santo passa a
habitar em cada um de nós, transformando-nos em novas criaturas, agora selados
para Cristo por meio do Seu Espírito. É o Espírito Santo quem nos
convence de nossos pecados, levando-nos a reconhecer os nossos pecados,
arrepender-nos destes e aceitar e confessar o Senhor Jesus como nosso Senhor e
Salvador.
É no momento de nossa regeneração, que é a obra do novo
nascimento realizada pelo Espírito Santo, que somos selados com o Espírito
Santo, ou seja, batizados com o Espírito Santo! E a condição para
tal é crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e não a glossolalia, ou
seja, falar em línguas estranhas: “Em quem também vós estais, depois
que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo
nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;” Ef
1:13. Veja que o critério para que sejamos selados pelo Espírito Santo
é o crer no evangelho do Senhor Jesus.
Confunde-se, rotineiramente, o ser “batizado com o Espírito
Santo” com a “Plenitude do Espírito Santo”. O batismo com o Espírito
Santo ocorre concomitantemente à regeneração, ou seja, ao novo nascimento.
É nesse momento que sou selado com o Espírito e reconhecido no mundo espiritual
como filho de Deus e, caso morra em seguida, estarei salvo em
Cristo Jesus. Caso venhamos a afirmar que o batismo no Espírito Santo
ocorre em momento posterior, estaremos a dizer que esta pessoa não tem parte
com o Espírito Santo, e isso não é verdade, já que sem a obra e presença do
Espírito Santo nunca teria havido conversão dos seus maus caminhos.
O falar em línguas estranhas (o que deixo claro que acredito e
falo) não é evidência do batismo com o Espírito Santo, mas sim da plenitude do
Espírito Santo. Falar em línguas estranhas consiste em um dom espiritual dado
por Deus para edificação pessoal e, havendo intérprete, edificação da
Igreja. O batismo com o Espírito Santo é anterior à evidência dos dons
espirituais, está ligado à regeneração, ou seja, ao novo nascimento.
Conheço diversas pessoas que têm uma vida genuína com Deus e não
falam em línguas estranhas. Tenho grandes dificuldades, segundo a Palavra
de Deus, de dizer que estas pessoas não são batizadas com o Espírito Santo, já
que o próprio Espírito opera na vida delas, gerando arrependimento e temor
diante de Deus, muitas vezes de forma mais profunda do que em muitos irmãos que
falam em línguas estranhas. Apenas para exemplificar esta questão, um dos
homens mais cheios do Espírito Santo na história da humanidade foi o
evangelista Billy Graham, o qual pregou para aproximadamente 215 milhões de
pessoas, e que não falava em línguas estranhas; alguém teria coragem de dizer
que Billy Graham não foi batizado com o Espírito Santo? Se sim, com qual poder
milhares de pessoas se convertiam em suas pregações, se não pelo poder do
Espírito Santo?
Por outro lado, um dos maiores avivalistas da humanidade foi
Charles Finney, o qual evidenciava a plenitude do Espírito Santo de forma
latente. Tanto Billy Graham quanto Charles Finney, na minha humilde opinião,
segundo os preceitos da Bíblia, foram sim batizados com o Espírito Santo, visto
que foram regenerados em Cristo Jesus. Charles Finney evidenciava alguns dons
que Billy Graham não, e Billy Graham evidenciava alguns dons que Charles Finney
não, o que não faz nenhum deles melhor do que o outro, mas ambos instrumentos
úteis nas mãos do Senhor.
Assim, quando alguém perguntar-lhe se você já foi batizado com o
Espírito Santo, responda sem hesitar: Sim, no dia em que fui feito nova
criatura em Cristo Jesus. Ademais, busque com afinco a plenitude do
Espírito Santo para glória de Deus, e não para dizer que é mais espiritual
que o seu irmão. Ter esse entendimento mudará o seu relacionamento com o
Espírito Santo! Saiba que Ele já habita em você e que já te batizou e selou, se
você entregou sua vida ao Senhor Jesus!
Por outro lado, Não tenho dúvidas de que o dom de línguas
estranhas é, assim como os outros dons, em Deus, uma poderosa arma espiritual,
evidenciando a Plenitude do Espírito Santo.
Que o Senhor os abençoe grandemente, em nome de Jesus.
Por Hélio Roberto
Casado com Hellen Sousa e pai da princesa Acsa Sousa. Servidor
Público Federal, graduado em Teologia e em Gestão Pública. Diácono e Líder do
Ministério de Acolhimento da Igreja Batista Cristã de Brasília.
Neste estudo quero mostrar o que a Igreja Católica
tem em suas normas e o que diz a Palavra de Deus. O batismo na Igreja Católica
não tem valor para Deus porque não tem base bíblica. Consta no manual “catecismo”
e não é realizado conforme as normas e muito menos conforme a Palavra de
Deus, Vejamos: