No Velho Testamento, Deus ordenou aos israelitas que
santificassem o dia do sábado e não trabalhassem nesse dia. Deveriam os
cristãos de hoje, também, descansar e adorar no dia do sábado? Muitos grupos
religiosos (Adventistas do Sétimo Dia, por exemplo) ensinam que deveríamos. O
que a Bíblia diz?
Em Êxodo 20:8-11 Deus ordenou aos judeus que guardassem o
dia do sábado (veja nota 1). No Novo Testamento, vemos que as leis do Velho
Testamento eram para continuar somente até a morte de Cristo. (Nas passagens
seguintes, a ênfase está acrescentada para esclarecer o sentido).
Efésios 2:14-15
“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, lendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, fiara que dos dois criasse em si mesmo um novo homem, fazendo a paz.” Esta passagem mostra que Cristo aboliu a “lei dos mandamentos”. Desde que a
guarda do sábado era um destes mandamentos, e não foi incluída no Novo Testamento, não necessitamos guardar o sábado.
Romanos 7:4-7
“Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do
corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou
dentre os mortos, e deste modo fortifiquemos fiara Deus. Porque, quando
vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei,
operavam em nossos membros a fim de frutificarem para a morte. Agora, porém,
libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo
que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. Que diremos
pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado,
senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não
dissera: Não cobiçarás.” Esta passagem claramente diz que
morremos para a lei e estamos, portanto, “libertos da lei”. A lei de que Paulo
falava incluía os dez mandamentos, porque no versículo 7 ele citou: “Hão
cobiçarás’ como uma das leis.
2 Coríntios 3:6-11
“O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não
da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E se o
ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a
ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da
glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o
ministério do Espírito? Porque se o ministério da condenação foi glória, em
muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. Porquanto, na
verdade, o que outrora foi glorificado, neste respeito já não resplandece,
diante da atual sobre excelente glória. Porque, se o que se desvanecia teve sua
glória, muito mais glória tem o que é permanente.” Aqui Paulo
está comparando o ministério da morte e da condenação com o ministério do
Espírito e da justiça. O ministério da morte estava desaparecendo, mas o
ministério do Espírito estava continuando. Mas qual era o ministério da morte e
da condenação que estava desaparecendo? Era o ministério “gravado com letras
nas pedras”. Se cremos no Novo Testamento, temos que acreditar que a revelação
escrita nas pedras, no Velho Testamento (os dez mandamentos), já morreu. Esta
passagem afirma isso claramente.
Gálatas 3:15-5:4
Gálatas 3:19- “Qual, pois, a razão deserda
lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a
quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um
mediador.” Se a lei foi acrescentada até que Cristo veio,
então o domínio da lei parou quando Cristo veio.
Gálatas 3:24-25- “De maneira que a lei nos
serviu de aio para nos conduzir a Cristo. a fim de que fôssemos justificados
por fé. Mas, tendo vindo a fé. Já não permanecemos subordinados ao alo” A
lei foi nosso instrutor, para levar-nos a Cristo, mas agora que Cristo veio,
“já não permanecemos subordinados ao instrutor”.
Gálatas 4:1 -5- “Digo, pois, que durante o tempo
em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de
tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai.
Assim também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos
rudimentos do mundo; vindo, porém, a plenitude do tempo. Deus enviou seu Filho,
nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a
fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” A lei foi dada
para a infância do povo de Deus. Cristo veio para nos adotar como filhos e
redimir-nos da lei.
Gálatas 4:24,31- “Estas cousas
são alegóricas: porque estas mulheres são duas alianças; uma. na
verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Hagar…. E
assim, irmãos. somos filhos não dá escrava, e, sim, da livre.” Neste
trecho, Paulo compara a lei dada no Sinai com Hagar (a mulher escrava), e a
nova aliança com Sara (a esposa livre). Ele diz claramente que somos da mulher
livre e não da mulher escrava. Portanto, estamos sob a nova aliança e não sob a
aliança do Monte Sinai, que incluiu os dez mandamentos. Por favor, estude
cuidadosamente este assunto, por completo.
Gálatas 5:4- ‘De Cristo vos desligastes vós
que procurais Justificar-vos na lei, da graça decaístes.” A
consequência da volta para a lei é que decaímos da graça.
Hebreus 7-10
Hebreus 7:12- ‘Pois. quando se muda o
sacerdócio, necessariamente há também
mudança de lei”. A lei foi mudada.
Hebreus 7:18-19- “Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca
aperfeiçoou cousa alguma) e. por outro lado, se introduz esperança superior,
pela qual nos chegamos a Deus.” A antiga aliança foi revogada.
Hebreus 8:7-13- “Porque, se aquela primeira
aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar
para segunda. E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vem dias, diz o Senhor,
e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo
a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os
conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha
aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor. Porque esta é a aliança que
firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor. Nas suas
mentes imprimirei as minhas leis, também sobre os
seus corações as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E
não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão dizendo:
Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao
maior. Pois, para com as suas iniquidades usarei de misericórdia, e dos seus
pecados jamais me lembrarei. Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira.
Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, está prestes a desaparecer.” Temos
uma nova aliança. Por que voltar para a velha?
Hebreus 9:4- “Ao qual pertencia um altar de ouro
para o incenso, e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava
urna uma de ouro contendo o maná, a vara de Arão, que floresceu, e as tábuas da
aliança.” A aliança a que ele tem se referido inclui as
“tábuas da aliança”: os dez mandamentos.
Colossenses 2:16-17
“Ninguém, pois, vos julgue por
causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo Isso tem sido sombra das cousas que
haviam de vir, porém o corpo é de
Cristo.” Talvez seja este o texto
mais importante de toda esta discussão, porque ele claramente menciona o dia do
sábado como parte da sombra que foi substituída por Cristo. O sábado não é,
para nós, hoje, mais parte do padrão de Deus do que a conservação do festival
da lua nova. Ambos foram partes da aliança do Velho Testamento, que foi
substituída pela nova aliança de Cristo.
Os cristãos de hoje têm que seguir o Novo Testamento, que
não ordena que qualquer dia seja completamente posto de lado como um dia de
descanso, mas sim. Mostra o padrão dos cristãos reunindo-se para adorar juntos
nos domingos (Atos 20:7; 1 Coríntios 16:1:2).
O sábado era só para
os judeus
Muitas passagens mostram que o mandamento para guardar o
sábado foi dado somente aos judeus. Por exemplo:
Êxodo 31:12-18- “Disse mais o Senhor a Moisés:
Tu. pois, falarás aos filhos de Israel, e lhes dirás: Certamente guardareis os
meus sábados: pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; fiara que
saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto guardareis o sábado,
porque é santo fiara vós outros: aquele que o profanar, morrerá: pois qualquer
que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo. Seis dias se
trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao Senhor;
qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que os filhos de
Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações.
Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque em seis dias fez o
Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou e tomou alento. E, tendo
acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do
testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.’ Aqui
ele afirmou que o sábado era entre Deus e os filhos de Israel.
Deuteronômio 5:1-3, 12- “Chamou Moisés a todo o Israel,
e disse- lhe: Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos
ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes. O Senhor nosso Deus fez aliança conosco em Horebe. Hão foi com
nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e, sim, conosco, todos os que hoje
aqui estamos vivos…Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o
Senhor teu Deus.” A aliança que incluía o dia do sábado foi
exclusivamente feita com os israelitas e com ninguém mais.
Ezequiel 20:10-12- “Tirei-os da terra do Egito e os levei
fura o deserto. Dei-lhes os meus estatutos, e lhes fiz conhecer os meus juízos, as quais cumprindo-os o homem, viverá por
eles. Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles,
para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica.” Aqueles a
quem a lei do sábado foi dada focam o povo de Israel, aqueles que foram
resgatados do Egito.
Às vezes, os adventistas mostram que Deus descansou no
sétimo dia da criação (Gênesis 2:1 -3). E daí eles deduzem que aos homens foi
ordenado que guardassem o sábado desde o tempo da criação. Mas nenhuma passagem
afirma isso. De fato, a primeira vez que lemos sobre homens guardando o sábado,
ou um mandamento para os homens guardarem o sábado, é em Êxodo 16, depois que
Moisés tinha guiado os israelitas para fora do Egito. Gênesis 2 mostra que Deus
descansou no sétimo dia, mas não ordena que os homens guardem o sétimo dia. De
fato, a Bíblia nunca ordenou aos gentios que guardassem o sábado – somente os
judeus — desde o tempo de Moisés até Cristo.
Há diferença entre
lei moral e lei cerimonial?
O Novo Testamento mostra que os cristãos não estão mais sob a obrigação de guardar a lei do Velho Testamento. Os adventistas e outros tentam escapar do significado destes textos, inventando a diferença entre a lei moral, que eles chamam a lei de Deus, e a lei cerimonial, que eles chamam a lei de Moisés. Normalmente, eles ensinam que a lei cerimonial foi abolida por Cristo (assim não guardamos a Páscoa nem oferecemos sacrifícios de animais) mas a lei moral ainda está vigente. Esta distinção não está na Bíblia.
A Bíblia usa as expressões lei do Senhor e lei de Moisés,
sem fazer distinção, nos mesmos casos:
2 Crônicas 34:14- “Quando se tirava o dinheiro que
se havia trazido à casa do Senhor, Hilquias, o sacerdote, achou o Livro da Lei
do Senhor, dada por Intermédio de Moisés.”
Esdras 7:6- “Ele era escriba versado na lei
de Moisés, dada pelo Senhor Deus de Israel; e, segundo a boa mão do Senhor seu
Deus, que eslava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira”
Neemias 8:1, 8, 14, 18- “Em chegando o sétimo mês, e
estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só
homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que
trouxesse o livro da lei de Moisés, que o
Senhor tinha prescrito a Israel… Leram
no Livro, na lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o
que se lia. . . . Acharam escrito na lei que o Senhor ordenara, por intermédio de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, durante a
festa do sétimo mês. … Dia após dia leu Esdras do livro da lei de Deus, desde o
primeiro dia até ao último; e celebraram a festa por sete dias; no oitavo dia
houve uma assembleia solene, segundo o prescrito.”
Neemias 10:29- “Firmemente aderiram a seus
irmãos, seus nobres convieram numa imprecação e num juramento, de que
andariam na lei de Deus, e que foi dada
por intermédio de Moisés, servo de
Deus; de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Deus,
e os seus juízos e os seus estatutos.”
Em diversas ocasiões, “mandamentos cerimoniais” eram
chamados de lei do Senhor: Sacrifícios de animais, sacerdócio, dias de festas
(2 Crônicas 31:3-4), a festa dos tabernáculos (Neemias 8:13-18), a consagração
dos primogênitos e as oferendas para purificação depois do parto (Lucas 2:23-
24). Em outras ocasiões, as leis morais eram ditas como vindo de Moisés. Por
exemplo, o mandamento para honrar os pais (Marcos 7:10). Para simplificar, a
distinção entre a lei cerimonial de Moisés c a lei de Deus c uma invenção da
teologia adventista. Não é encontrada na Bíblia.
O dia do sábado de
Colossenses 2:16 é o sábado semanal
Algumas vezes, quando confrontados com Colossenses 2:16,
que ensina que o dia do sábado foi uma parte da sombra que foi substituída por
Cristo, os adventistas replicam que Colossenses 2:16 está se referindo aos
“sábados anuais”, e não aos “sábados semanais.” A verdade é que o termo sábado
é usado na Bíblia quase exclusivamente para os sábados semanais e é a própria
palavra usada pelo Senhor quando ele deu os dez mandamentos. A única festa
anual, para a qual a palavra sábado foi aplicada, é o Dia da Expiação (Levítico
16:31-32).
Olhem cuidadosamente a lista dos tipos de “sombra” em
Colossenses 2:16: “comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”.
Depois de mencionar comida e bebida, ele (Paulo) também menciona festas
(celebrações anuais), lua nova (celebrações mensais) e sábados (celebrações
semanais). [E, interessante, muitos adventistas tentam manter as mesmas regras
do Velho Testamento sobre comida (estude Marcos 7:19 e Atos 10:9- 16)].
Repetidamente, este agrupamento anual, mensal c semanal (às vezes diário) de
festas é feito na Bíblia:
1 Crônicas 23:30-31- “Deviam estar presentes todas
as manhãs para renderem graças ao Senhor, e o louvarem; e da mesma sorte à
tarde. E para cada oferecimento dos holocaustos do Senhor, nos sábados, nas luas novas, e nas festas fixas, perante o Senhor, segundo o número determinado.”
2 Crônicas 2:4- “Eis que estou para edificar a
casa ao nome do Senhor meu Deus e lha consagrar, para queimar perante ele
incenso aromático, e lhe apresentar o pão continuo da proposição, e os
holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, nas luas novas e nas festividades do
Senhor nosso Deus; o que é obrigação perpétua para Israel.”
2 Crônicas 8:13- “E isto segundo o dever de cada dia. conforme o preceito de Moisés,
nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas, três vezes no ano: na festa dos pães asmos, na festa das
semanas e na festa dos tabernáculos.”
2 Crônicas 31:3- “A contribuição que fazia o rei da
sua própria fazenda era destinada para os holocaustos. para os da manhã e os da
tarde, e para os holocaustos dos sábados, das luas novas e das festas fixas, como está escrito na lei
do Senhor.”
Neemias 10:33- “Para os pães da proposição, e
para a continua oferta de manjares, e para o continuo holocausto dos sábados, das luas novas para as festas fixas, e para as cousas sagradas, e
para as ofertas pelo pecado, para fazer expiação por Israel, e para toda a obra
da casa do nosso Deus.”
Ezequiel 45:17- “Estarão a cargo do príncipe os
holocaustos, e as ofertas de manjares, e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel: ele mesmo proverá a oferta pelo
pecado, e a oferta de manjares, e o holocausto, e os sacrifícios pacíficos,
para fazer expiação pela casa de Israel.”
Oseias 2:11- “Farei cessar todo o seu gozo,
as suas festas, as suas luas novas, os seus sábados e todas as suas solenidades.”
Paulo usa o mesmo agrupamento em Colossenses 2:16. Por
que haveria alguém de torcer suas palavras para fazer com que significasse
festas anuais quando ele fala de sábados?
O significado
espiritual do sábado
O dia do sábado era uma sombra da realidade espiritual
trazida por Cristo (Colossenses 2:16-17). O sábado significa descanso e
libertação do trabalho: Cristo trouxe o descanso e a libertação do pecado.
Jesus é o descanso para o qual a sombra do sábado apontava (Mateus 11:28-30).
Mesmo a libertação c o descanso que Jesus nos dá agora são apenas uma
antecipação do descanso verdadeiro que os cristãos experimentarão no céu
(Hebreus 4:9).
Os primeiros cristãos
adoravam no domingo
Duas passagens mostram claramente que os primeiros
cristãos adoravam nos domingos:
Atos 20:7- “No primeiro dia da semana,
estando nós reunidos com o fim de partir o pão. Paulo que devia seguir de
viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite.” Notem
que este dia era um domingo. Os adventistas argumentam que esta reunião era na
noite de sábado, mas as Escrituras dizem que era no primeiro dia da semana.
Notem também que o propósito da reunião deles era partir o pão. Nesse trecho, e
referindo a outras passagens (Atos 2:42; 1 Coríntios 10:16; 11:18-34), está
claro que isto se refere à Ceia do Senhor. Os adventistas argumentam que eles
se reuniram porque Paulo partiria no dia seguinte, mas o trecho diz que eles se
reuniram para partir o pão.
1 Coríntios 16:1-2- “Quanto à coleta para os
santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da
semana cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e
vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.” Os
primeiros cristãos, aqui, contribuíam com seu dinheiro no primeiro dia da
semana. Por que seria feita a coleta no domingo, se os cristãos não se
reunissem nesse dia?
Respondendo as
objeções
Jesus guardou o sábado. Certamente que sim. Jesus era um judeu nascido sob
a lei (Gálatas 4:4) e, portanto, obedeceu a todas as leis do Velho Testamento.
Jesus foi circuncidado, ordenou a entrega de oferendas ao sacerdote, pela
purificação, guardou a Páscoa, etc. (Lucas 2:21; 5:12-14; Mateus 26:18-19). Mas
quando Jesus morreu, ele inaugurou a nova aliança e revogou a velha. Se o fato
que Jesus guardou a Páscoa não prova que nós também deveríamos guardá-la, então
o fato que Jesus guardou o sábado não prova que nós deveríamos guardá-lo
também.
Paulo guardou o sábado. As Escrituras não ensinam isto. Havia um número de
ocasiões em que Paulo ensinou em sinagogas, no sábado (Atos 18:4. por exemplo).
O sábado era o dia quando as pessoas se juntavam na sinagoga e Paulo
aproveitou-se dessas oportunidades para ensinar muitas pessoas. Se eu tivesse
permissão para ensinar lá, eu haveria de ir a assembleias adventistas todos os
sábados. Mas a ida de Paulo às sinagogas, para ensinar no sábado, não prova que
ele guardou o sábado como um dia santo de descanso.
Para sempre. No Velho Testamento, o sábado era “por aliança
perpétua nas suas gerações” e “entre mim e os filhos de Israel é sinal para
sempre” (Êxodo 31:16-17). Os adventistas argumentam que estes termos mostram
que a guarda do sábado semanal nunca terminará (descansaremos no céu, também?).
Mas o verdadeiro significado de “para sempre” e “perpétua”, neste trecho, é
limitado por “nas suas gerações”. Estas expressões significam “duração de uma
era”. Outros mandamentos do Velho Testamento foram “para sempre”: por exemplo,
a Páscoa (Êxodo 12:24). Muitos mandamentos do Velho Testamento foram
“perpétuos”: a queima do incenso (Êxodo 30:21), o sacerdócio Levítico (Êxodo
40:15), as ofertas de paz (Levítico 3:17), a parte dos sacerdotes nos
sacrifícios (Levítico 6:18, 22; 7:34, 36). o sacrifício anual de animais pela
expiação dos pecados (Levítico 16:29, 31,34), etc. Os adventistas. normalmente,
não ensinam que sacrifícios de animais, queima de incenso ou a guarda da páscoa
têm que ser continuados hoje; porque, então, deveriam eles argumentar que a
guarda do sábado tem que ser continuada hoje?
Jesus não velo para revogar a
lei. Mateus 5:17-18 diz: “Não
penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar; vim para
cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i
ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra.” Neste trecho, Jesus
está ensinando que seu propósito não era contra a lei. Ele não veio para
demolir ou destruir a lei. De fato, Ele era o cumprimento da lei. A lei
predisse a vinda de Cristo e a nova aliança que ele haveria de trazer. Esta
passagem não está, certamente, ensinando que cada “i” ou “til” da lei obrigaria
para sempre; nem os adventistas afirmam isso. Mas em vez disso, que toda a lei
e os profetas haveriam de desempenhar suas funções propostas, até o seu
cumprimento.
Jesus disse para orarem para
que sua fuga não fosse no sábado. Mateus
24:20 diz: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado.”
Nesse trecho, Jesus estava considerando a iminente destruição de Jerusalém. Ele
deu aos seus discípulos o sinal pelo qual eles poderiam saber quando a hora de
fugir houvesse chegado. E ele os aconselhou a orar para que sua fuga não viesse
em um tempo difícil. Havia várias razões porque seria mais difícil fugir no
sábado. Normalmente, os judeus trancavam as portas da cidade no sábado, e
poderiam ser impedidos em sua fuga por judeus fanáticos; o sábado dificultaria
a capacidade dos cristãos para comprar os mantimentos necessários para a fuga.
Quando Jesus os avisou para que orassem para que a fuga não fosse num dia de
sábado ou no inverno, ele não estava admitindo que os cristãos deveriam guardar
o sábado, mais do que deveriam guardar o inverno.
O papa mudou o sábado. Quando os argumentos da Bíblia lhes falham, os adventistas gostam de tentar provar que os primeiros cristãos guardavam o sábado, mas que esta guarda foi mais tarde mudada para o domingo, pela igreja católica. Mesmo descontando a evidência da Bíblia, esta afirmação pode ser desmentida historicamente. Tanto Inácio como Justino Mártir se referem aos cristãos adorando no domingo e eles escreveram no segundo século, muito antes de haver um papa ou uma igreja católica. Mas pesquisar através de documentos históricos é desnecessário. A Bíblia decide a questão, isso deveria ser suficiente para aqueles que têm fé em Deus.
G FISHER – 1996 – (traduzido
por Arthur Nogueira Campos)

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