A história de um “fantasma” que, través de pancadas nas paredes de madeira e no assoalho de uma velha casa, entrou em contato com as meninas Margareth e Kate Fox, respectivamente de 12 e 09 de idade, é apresentada como o “fenômeno” que marcou o início oficial do espiritismo moderno. Essa história, tida como verdadeira, tem sido utilizada em livros, revistas e jornais, tanto por escritores espíritas, como por intelectuais de outras confissões religiosas, inclusive por evangélicos – o que é de se lamentar.
O
que ocorreu na verdade naquela velha casa habitada por um casal de cristãos
metodistas, que tinha como filhas as meninas Margareth e Kate Fox, não passou,
inicialmente, de uma brincadeira das meninas para impressionar a ingênua e
supersticiosa senhora Fox; mas essa brincadeira resultou em uma sessão de
fenômenos enganosos, em uma história elaborada com astúcia, cuja trajetória e
desfecho serviram aos desígnios do Pai da mentira, Satanás, (Jo 8.44).
Porém,
40 anos depois, toda a verdade foi espontaneamente revelada pelas próprias
fundadoras do espiritismo. Apesar de ter sido um acontecimento de imensa
repercussão na época, esse fato é hoje quase totalmente desconhecido do povo
brasileiro, inclusive da maioria dos espíritas. Daí a razão de o estarmos
divulgando aqui, pois, segundo observou Álvaro Negromonte: “Há muitos espíritas
de boa fé, honestos e retos, que servem à causa do espiritismo com dedicação,
convictos de estarem com a verdade”. É necessário, portanto, que eles sejam
eficientemente evangelizados pela mensagem bíblica, e pelo conhecimento dos
fatos que passamos a apresentar a seguir.
A
autenticidade dos documentos e das revelações que fazemos nesta matéria pode
ser confirmada em cinco autores fidedignos: Álvaro Negromonte (1), Pascoal
Lacroix (2), Boaventura Kloppenburg (3), Raphael Gasson (4) e Fernando Palmes
(5).
Faz-se
necessário, portanto, que todos tomem conhecimento do que realmente aconteceu
em Hydesville. Como evangélicos, cumpramos nossa obrigação de “alumiar os que
jazem nas trevas e na sombra da morte…” (Lc 1.79).
UMA
CARTA EXPLODE EM NEW YORK.
Após
trabalhar como médium durante 40 anos na divulgação do espiritismo, Margareth
Fox Kane, uma de suas fundadoras, escreveu e enviou uma carta ao diretor do
jornal novaiorquino New York Herald, de ampla circulação. O diretor leu-a e
divulgou-a imediatamente. Publicada no dia 25 de maio de 1888, a carta teve,
entre os milhares de leitores do Herald, o efeito de uma bomba nuclear
explodindo em pleno centro da cidade de Nova Iorque. Ao comprarem o jornal, os
espíritas mal acreditavam no que liam, pois o deus deste século lhes havia
cegado o entendimento (II Co 4.4), e continua mantendo hoje milhões de pessoas
na cegueira espiritual.
O
conteúdo da carta as seguintes revelações: Margareth confessava ter ficado
muito triste ao saber, através de uma reportagem lida naquele mesmo jornal, que
sua irmã Kate fora vítima de uma desgraça. A carta não nos revela que desgraça
fora essa, mas fica-se sabendo que o caso envolvera os dois filhos de Kate, os
meninos Purdy e Henry.
“O
ESPIRITISMO É UMA PRAGA”.
Em
seguida, sem maiores cerimônias, a fundadora do espiritismo confessa: “O
espiritismo é uma praga. Deus tem aposto sua marca contra ele. Chamo-o de
praga, pois é utilizada para encobrir pessoas sem coração…”. Na sequencia de
suas revelações, Margareth cita vários nomes de pessoas (inclusive, um
ex-ministro de Portugal) que vivem sendo constantemente enganados pelos
médiuns. (Segundo a concepção do espiritismo, médium é aquele ou aquela que
serve de intermediário nas comunicações entre vivos e mortos). Esses médiuns,
afirma a fundadora do espiritismo, “atiram loucamente as espetaculares fraudes
que inundam Nova Iorque.”
As
pessoas que procuram envolver-se com o espiritismo, continua Margareth,
“tornaram-se loucas, e sob a direção de seus fraudulentos “médiuns” são
induzidas a se despojar de todos os bens temporais ao mesmo tempo que do senso
comum, que, na intenção de Deus, deveriam conservar como coisa sagrada.”
Antes
de tecer algumas considerações sobre fanatismo e concluir a carta, Margareth
torna a afirmar: “Seja qual for a forma a qual se apresente, o espiritismo tem
sido e será sempre um a praga e uma armadilha para os que nele se metem. Homem
algum ou mulher alguma de bom juízo pode pensar de outro modo.”
UMA
REPORTAGEM ABALA O ESPIRITISMO.
Imediatamente,
milhares de cartas começaram a ser enviadas à redação do jornal New York
Herald, suplicando que Margarida desmentisse aquelas declarações. Outras pediam
que as duas irmãs demonstrassem publicamente a falsidade do espiritismo, e
lançassem por terra o renome de milhares de médiuns que estavam a se enriquecer
às custas do povo.
Quatro
meses após toda aquela agitação, Margareth voltou para os Estados Unidos. Ela
havia escrito a famosa carta durante o curto período que passara morando na
Inglaterra.
Logo
após sua chegada, um repórter do jornal visitou-a em sua casa, na West
Forty-Fourth Street, em Nova Iorque, e depois fez uma reportagem que mais uma
vez causou agitação entre os espíritas e leitores em geral, sob o título:
“Célebre médium declara que os espíritos nunca voltam”.
O
repórter descreveu Margareth como “uma pequena e magnética senhora de meia
idade, cujo rosto ostenta sinais muitos sofridos e de larga e universal
experiência”. A médium contou ao repórter “a história de uma vida das mais
estranhas e fantásticas que jamais foram narradas”.
KATE,
UMA ALCOÓLATRA.
Através
dessa reportagem, alguns pontos obscuros da carta foram esclarecidos. Ficamos
sabendo, por exemplo, que, por razões morais, a Sociedade para a Prevenção de
Crueldade às Crianças havia tirado os dois filhos de Kate de sua companhia, e
esta fora detida sob a acusação de “negligenciar o cuidado dos seus filhos
Purdy e Henry, devido à bebida e à preguiça”. Essa tinha sido “a tragédia que
se abateu sobre minha irmã e os meus sobrinhos”, segundo se expressava
Margareth na carta. Que belo exemplo dado por essas fundadoras do espiritismo!
Uma alcoólatra, e a outra (também alcoólatra), mentirosa, como veremos a
seguir.
Ao
saber do que ocorrera à sua irmã e aos seus sobrinhos, Margareth (que estava na
Inglaterra) fez algo que é marca registrada do espiritismo: enganou as
autoridades de Nova Iorque enviando-lhes um telegrama em nome de um tipo
paterno dos meninos, Edward Jencken (que estava na Rússia, e de nada sabia),
onde este “assumia” a responsabilidade sobre as crianças. As autoridades
acreditavam, devolveram os meninos à Kate e esta viajou com os filhos para a
Inglaterra, a fim de entregá-los ao “tio Edward”, que não era outra pessoa
senão a própria Margareth.
Eis
o belo testemunho de credibilidade e idoneidade moral dada por essa fundadora
do sistema religiosa que afirma ser a Verdade, a Terceira Revelação, “surgida
na Terra para corrigir os erros e as omissões de Moisés e Jesus Cristo”,
conforme afirmou Kardec! Diante desses fatos muitos esclarecedores são as
palavras proféticas do apóstolo Paulo: “Porque já o ministério da injustiça
opera com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira…”, (II Ts 2.7,9).
INICIADAS
DESDE CRIANÇA NO ESPIRITISMO.
Baseando-se
certamente nas declarações que Margareth fizera na famosa carta, o autor da
reportagem pergunta: “Uma vez que a senhora abomina o espiritismo, como é que
durante tanto tempo o praticou?” Em sua proposta, Margareth revela outros
detalhes esclarecedores de toda essa história. Léia, a irmã mais velha de Kate
e Margareth, as havia arrastado para as práticas enganosas do espiritismo, após
descobrir que as meninas faziam o uso de certas “habilidades” e truques em suas
brincadeiras para impressionar a mãe. “Ela é minha detestável inimiga”,
desabafa Margareth referindo-se à sua irmã. “Eu a odeio. Meu Deus! Eu a
envenenaria! Não, não faria isso, mas eu a açoitaria com a minha língua… Nossa irmã
serviu-se de nós em suas exibições; ganhamos dinheiro para ela… Oh, estou atrás
dela, sabe o senhor que se pode matar, às vezes, sem usar armas?”
Quem
poderia ter inspirado à fundadora do espiritismo esse impulso assassino, essa
propensão fratricida, senão o diabo, aquele que foi homicida desde o
princípio…? (Jo 8.44).
“OS
MORTOS NÃO VOLTAM”.
Dando
continuidade às suas revelações, Margareth declarou ao repórter: “Sabia, então,
que todos os efeitos por nós produzimos eram absolutamente fraudulentos. Ora,
tenho explorado o desconhecido na medida em que uma criatura o pode. Tenho ido
aos mortos procurando receber deles um pequeno sinal. Nada vem daí – nada,
nada. Tenho estado junto às sepulturas, na calada da noite, com licença dos
encarregados. Tenho me assentado sozinha sobre os túmulos, para que os
espíritos daqueles que repousavam debaixo da pedra pudessem vir ter comigo.
Nada! Não, não, não os mortos não hão de voltar, nem aqueles que caem no
inferno. Assim diz a Bíblia Sagrada, e eu digo também. Os espíritos não voltam.
Deus nunca o ordenou.”
Estas
afirmações estão de acordo com o que a Bíblia, o Livro da Verdade, declara:
“Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo”, (Hb
9.27). Se os mortos não voltam, quem é então responsável por esses fenômenos do
espiritismo, por essas manifestações de “espíritos de mortos” nas sessões
espíritas? É Satanás e seus “espíritos auxiliares”, os demônios. Para enganar a
todos, ele faz qualquer coisa, transformando-se em espírito de luz, (II Co
11.17).
Finalizando
a entrevista, Margareth surpreende o repórter demonstrando como “o fantasma
batedor” havia entrado em contato com sua irmã, e como elas, há 40 anos,
enganavam a todos. Subitamente uma pancada seca ecoa sob o assoalho, próximo ao
lugar onde o repórter se encontrava; outra pancada faz-se ouvir debaixo da
cadeira onde ele estava sentado, e outra debaixo da mesa. Várias pancadas
começam a ser ouvidas debaixo do piano, e próximo à porta da sala. “É tudo um
truque?” pergunta o jornalista. “Internamente”, responde Margareth. “Não é
fácil enganar?”
Diante
de certas perguntas do repórter, ela responde: “Sim, sim, atinou com a coisa. É
como diz, a maneira como as juntas do pé são empregadas sem levantá-lo do chão.
A capacidade de fazer isso só pode ser adquirida pela prática iniciada quando
ainda muito jovem.”
KATE
TAMBÉM FAZ SUAS DECLARAÇÕES.
Dezesseis
dias após a publicação dessa retumbante reportagem, o jornal New York Herald
publicou outra, sob o título: “A mais jovem das pioneiras dentre as médiuns vai
desmascarar.” Lendo-se esse documento jornalístico, fica-se sabendo que os
espíritas, aflitos diante das declarações de Margareth, haviam-lhe oferecido
uma vultosa quantia em dinheiro para que ela negasse o que dissera e se
calasse. Mas ela, indignada, não aceitaria o dinheiro, nem se calara.
Em
resumo, as declarações de Kate ao repórter que a entrevistou foram as
seguintes: “Não me importo com o espiritismo. No que me concerne, acabei com
isso. E direi: considero-o uma das maiores pragas que o mundo jamais conheceu…
Não hesitaria um momento em desmascará-lo. O espiritismo é fraude do princípio
ao fim. E é a maior impostura do século.”
“E
quanto às manifestações de Hydesville em 1848 e aos ossos encontrados na adega,
e o mais?” pergunta o repórter. “Tudo fraude, sem exceção”, afirma Kate.
O
GOLPE DE MORTE NO ESPIRITISMO.
Finalmente,
no dia 21 de outubro de 1888, Margareth cumpriu o que vinha prometendo já há
algum tempo: demonstrou na Academia de Música de Nova York, diante de milhares
de pessoas – entre elas, centenas de homens e mulheres declaradamente espíritas
-, que as batidas e toda aquela história que marcou o início do espiritismo não
tinham sido produzidas por nenhum fantasma, e sim por elas, as irmãs Margareth
e Kate Fox.
Eis
a notícia que o jornal World, de Nova Iorque, publicou no dia seguinte à
demonstração de Margareth:
“Um
simples tamborete ou mesinha de madeira, descansando sobre quatro pés curtos e
tendo as propriedades de uma caixa de ressonância foi colocada diante dela.
Tirando o calçado, colocou o pé direito sobre esta mesinha. Os assistentes
pareciam conter a respiração, e esse grande silêncio foi recompensado por uma
quantidade de estalidos breves e sonoros – os tais sons misteriosos que, por
mais de 40 anos, têm assustado e desorientado centenas de milhares de pessoas,
em nosso país e na Europa”.
“Uma
comissão, composta de três médicos convocados entre os assistentes, subiu então
ao palco e, examinando o pé durante o som das “pancadinhas”, concordou, sem
hesitar, que os sons eram produzidos pela ação da primeira junta do dedo grande
do pé.” (Jornal World, Nova Iorque, 22/10/1889).
O
TRISTE FIM DAS IRMÃS FOX.
Em
junho de 1892, morreu Margareth Fox, viúva, solitária, moralmente degradada e
afundada no vício do álcool. Após haver declarado e provado, a falsidade do
espiritismo, ela não procurou aquele que poderia ter libertado totalmente dele:
Jesus Cristo, Filho de Deus. “Se pois o filho vos libertar, verdadeiramente
sereis livres”, (Jo 8.36). Margareth confessara suas transgressões, não a Jesus
Cristo, mas aos seres humanos. Após confessá-las, ela não as abandonou, como
aconselha o livro de Provérbios (28.13), quando então alcançaria misericórdia.
Margareth partiu para a eternidade trilhando caminhos sombrios.
Sua
irmã Kate morreu nas mesmas condições deploráveis: moralmente degradas e vítima
do álcool.
Dias
antes de sua morte, o jornal Washington Darly Star (de 07/03/1983) descreveu-a
como uma “verdadeira ruína mental e física; essa mulher vive de caridade
pública e só tem apetite para os licores intoxicantes… Esses lábios que, hoje,
só articulam banalidades, promulgaram outrora a doutrina de uma ‘religião
nova’, que ainda seus aderentes e seus admiradores por dezenas de milhares”.
Fiel é a Bíblia ao afirmar que “o salário do pecado é a morte…” (Rm 6.23).
Quanto
à Leah, a terceira das irmãs pioneiras do espiritismo, seu fim não foi dos mais
honrosos. O escritor italiano Antonelli, no livro “Storia dello Spiritismo”,
página 10, afirma que Léia, alegando estar cumprindo ordem de um “espírito de
luz” abandonou o marido e foi viver com outro homem. Que “anjo de luz” é esse
que leva os seres humanos a praticarem as obras das trevas?
Esta
história das fundadoras do espiritismo moderno. Os líderes e doutrinadores
dessas práticas condenadas por Deus evitam fazer comentários sobre essa
história, pois ela fala mais alto do que qualquer argumento que possamos
utilizar para provar que o espiritismo foi inspirado pelo pai da mentira, (Jo
8.44).
Lamentavelmente
o Brasil é o país que possui o maior número de espíritas e praticantes de
cultos de origem africana em todo o mundo.
Portanto,
sobre os ombros da comunidade evangélica brasileira pesa a responsabilidade de
evangelizar, eficientemente, os milhões de pessoas que vivem aprisionadas por
essas práticas enganosas.
Cumpramos o Grande Mandamento (IDE) de Jesus,
segundo Marcos 16.15 “E ele
disse-lhes: Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (BKJ)

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