DezMotivosdeordembíblica,socialeespiritualporqueumcristãoevangélico deve ser abstêmio ou por que
não deve beber vinho, cerveja,cachaça,
aguardente ou qualquer outro tipo de bebida alcoólica mesmoque debaixoteoralcoólico edeformasocialou moderada.
1ºMotivo:AntecedentesBíblicos.
AbebidaalcoólicafoiomotivodaquedademuitosservosdeDeuslevando-os ao fracasso na vida pessoal,
familiar e ministerial. Noé depoisde
se embriagar com vinho portou-se de forma inconveniente, censurávele imprudentemente amaldiçoou um dos filhos
(Leia Gênesis 9.20-25). Lóembriagado
manteve
Lucas 7.33,34 “Porque
veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio.
Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e
bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores.”
VINHO:
FERMENTADO OU NÃO FERMENTADO?
Segue-se
um exame da palavra bíblica mais comumente usada para vinho. A palavra grega
para “vinho”, em Lc 7.33, é oinos. Oinos pode referir-se a dois tipos bem
diferentes de suco de uva: (1)suco não
fermentado, e (2) vinho
fermentado ou embriagante. Esta definição apoia-se nos dados abaixo.
(1) A palavra grega oinos era usada pelos autores
seculares e religiosos, antes da era cristã e nos tempos da igreja primitiva,
em referência ao suco fresco da uva (ver Aristóteles, Metereologica,
387.b.9-13). (a) Anacreontes (c. de
500 a.C.) escreve: “Esprema a uva, deixe sair o vinho [oinos]” (Ode 5). (b) Nicandro (século II a.C.) escreve a
respeito de espremer uvas e chama de oinos o suco daí produzido (Georgica,
fragmento 86). (c) Papias
(60-130 d.C.), um dos pais da igreja primitiva, menciona que quando as uvas são
espremidas produzem “jarros de vinho [oinos]” (citado por Ireneu, Contra as
Heresias, 5.33.3–4). (d) Uma
carta em grego escrita em papiro (P. Oxy. 729; 137 d.C.), fala de “vinho
[oinos] fresco, do tanque de espremer” (ver Moulton e Milligan, The Vocabulary
of the Greek Testament, p. 10). (e) Ateneu
(200 d.C.) fala de um “vinho [oinos] doce”, que “não deixa pesada a cabeça”
(Ateneu, Banquete, 1.54). Noutro lugar, escreve a respeito de um homem que
colhia uvas “acima e abaixo, pegando vinho [oinos] no campo” (1.54). Para
considerações mais pormenorizadas sobre o uso de oinos pelos escritores
antigos, ver Robert P. Teachout: “O Emprego da Palavra ‘Vinho’ no Antigo
Testamento”. (Dissertação de Th.D. no Seminário Teológico de Dallas, 1979).
(2) Os eruditos judeus que traduziram o AT do hebraico para o
grego c. de 200 a.C. empregaram a palavra oinos para traduzir várias palavras
hebraicas que significam vinho (ver o estudo VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO
TESTAMENTO). Noutras palavras, os escritores do NT entendiam que oinos pode
referir-se ao suco de uva, com ou sem fermentação.
(3) Quanto a literatura grega secular e religiosa, um exame
de trechos do NT também revela que oinos pode significar vinho fermentado, ou
não fermentado. Em Ef 5.18, o mandamento: “não vos embriagueis com vinho
[oinos]” refere-se ao vinho alcoólico. Por outro lado, em Ap 19.15 Cristo é
descrito pisando o lagar. O texto grego diz: “Ele pisa o lagar do vinho
[oinos]”; o oinos que sai do lagar é suco de uva (ver Is 16.10 nota; Jr
48.32,33 nota). Em Ap 6.6, oinos refere-se às uvas da videira como uma safra
que não deve ser destruída. Logo, para os crentes dos tempos do NT, “vinho”
(oinos) era uma palavra genérica que podia ser usada para duas bebidas
distintivamente diferentes, extraídas da uva: o vinho fermentado e o não
fermentado.
(4) Finalmente, os escritores romanos antigos explicam com
detalhes vários processos usados para tratar o suco de uva recém-espremido,
especialmente as maneiras de evitar sua fermentação. (a) Columela (Da
Agricultura, 12.29), sabendo que o suco de uva não fermenta quando mantido frio
(abaixo de 10 graus C.) e livre de oxigênio, escreve da seguinte maneira: “Para
que o suco de uva sempre permaneça tão doce como quando produzido, siga estas
instruções: Depois de aplicar a prensa às uvas, separe o mosto mais novo [i.e.,
suco fresco], coloque-o num vasilhame (amphora) novo, tampe-o bem e revista-o
muito cuidadosamente com piche para não deixar a mínima gota de água entrar; em
seguida, mergulhe-o numa cisterna ou tanque de água fria, e não deixe nenhuma
parte da ânfora ficar acima da superfície. Tire a ânfora depois de quarenta
dias. O suco permanecerá doce durante um ano” (ver também Columela: Agricultura
e Árvores; Catão: Da Agricultura). O escritor romano Plínio (século I d.C.)
escreve: “Tão logo tiram o mosto [suco de uva] do lagar, colocam-no em tonéis,
deixam estes submersos na água até passar a primeira metade do inverno, quando
o tempo frio se instala” (Plínio, História Natural, 14.11.83). Este método deve
ter funcionado bem na terra de Israel (ver Dt 8.7; 11.11,12; Sl 65.9-13). (b) Outro método de impedir a fermentação das
uvas é fervê-las e fazer um xarope (para mais detalhes, ver o estudo O VINHO
NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (2)). Historiadores antigos chamavam esse produto
de “vinho” (oinos). O Cônego Farrar (Smith’s Bible Dictionary, p. 747) declara
que “os vinhos assemelhavam-se mais a xarope; muitos deles não eram embriagantes”.
Ainda, O Novo Dicionário da Bíblia , observa que “sempre havia meios de
conservar doce o vinho durante o ano inteiro”.
O
USO DO VINHO NA CEIA DO SENHOR.
Jesus usou uma
bebida fermentada ou não fermentada de uvas, ao instituir a Ceia do Senhor (Mt
26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1Co 11.23-26)? Os dados abaixo levam à
conclusão de que Jesus e seus discípulos beberam no dito ato suco de uva não
fermentado.
(1) Nem Lucas nem qualquer outro escritor bíblico emprega a
palavra “vinho” (gr. oinos) no tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três
primeiros Evangelhos empregam a expressão “fruto da vide” (Mt 26.29; Mc 14.25;
Lc 22.18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente
natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação
destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho
fermentado não é produzido pela videira.
(2) Jesus instituiu a Ceia do Senhor quando Ele e seus
discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êx 12.14-20 proibia,
durante a semana daquele evento, a presença de seor (Êx 12.15), palavra
hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo,
era frequentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em
fermentação. Além disso, todo o hametz (i.e., qualquer coisa fermentada) era
proibido (Êx 12.19; 13.7). Deus dera essas leis porque a fermentação
simbolizava a corrupção e o pecado (cf. Mt 16.6,12; 1Co 5.7,8). Jesus, o Filho
de Deus, cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17). Logo, teria
cumprido a lei de Deus para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado.
(3) Um intenso debate perpassa os séculos entre os
rabinos e estudiosos judaicos sobre a proibição ou não dos derivados
fermentados da videira durante a Páscoa. Aqueles que sustentam uma
interpretação mais rigorosa e literal das Escrituras hebraicas, especialmente
Êx 13.7, declaram que nenhum vinho fermentado devia ser usado nessa ocasião.
(4) Certos documentos judaicos afirmam que o uso do vinho não
fermentado na Páscoa era comum nos tempos do NT. Por exemplo: “Segundo os
Evangelhos Sinóticos, parece que no entardecer da quinta-feira da última semana
de vida aqui, Jesus entrou com seus discípulos em Jerusalém, para com eles
comer a Páscoa na cidade santa; neste caso, o pão e o vinho do culto de Santa
Ceia instituído naquela ocasião por Ele, como memorial, seria o pão asmo e o
vinho não fermentado do culto Seder” (ver “Jesus”. The Jewish Encyclopaedia,
edição de 1904. V.165).
(5) No AT, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na
casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse
bebida embriagante (Lv 10.9 nota). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus do
novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1; 5.1-10).
(6) O valor de um símbolo se determina pela sua
capacidade de conceituar a realidade espiritual. Logo, assim como o pão
representava o corpo puro de Cristo e tinha que ser pão asmo (i.e., sem a
corrupção da fermentação), o fruto da vide, representando o sangue não corruptível
de Cristo, seria melhor representado por suco de uva não fermentado (cf. 1Pe
1.18,19). Uma vez que as Escrituras declaram explicitamente que o corpo e
sangue de Cristo não experimentaram corrupção (Sl 16.10; At 2.27; 13.37), esses
dois elementos são corretamente simbolizados por aquilo que não é corrompido
nem fermentado.
(7) Paulo determinou que os coríntios tirassem dentre
eles o fermento espiritual, i.e., o agente fermentador “da maldade e da
malícia”, porque Cristo é a nossa Páscoa (1Co 5.6-8). Seria contraditório usar
na Ceia do Senhor um símbolo da maldade, i.e., algo contendo levedura ou
fermento, se considerarmos os objetivos dessa ordenança do Senhor, bem como as
exigências bíblicas para dela participarmos.
O VINHO: MISTURADO OU INTEGRAL?
Os dados históricos
sobre o preparo e uso do vinho pelos judeus e por outras nações no mundo
bíblico mostram que o vinho era: (a) frequentemente não fermentado; e (b) em
geral misturado com água. O estudo anterior O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO
TESTAMENTO, aborda um dos processos usados para manter o suco da uva fresco em
estado doce e sem fermentação. O presente estudo menciona dois outros processos
de preparação da uva para posteriormente ser misturada com água.
(1) Um dos métodos era desidratar as uvas, borrifá-las
com azeite para mantê-las úmidas e guardá-las em jarras de cerâmica
(Enciclopédia Bíblica Ilustrada de Zondervan, V. 882; ver também Columella,
Sobre a Agricultura 12.44.1-8). Em qualquer ocasião, podia-se fazer uma bebida
muito doce de uvas assim conservadas. Punha-se lhes água e deixava-as de molho
ou na fervura. Políbio afirmou que as mulheres romanas podiam beber desse tipo
de refresco de uva, mas que eram proibidas de beber vinho fermentado (ver
Políbio, Fragmentos, 6.4; cf. Plínio, História Natural, 14.11.81).
(2) Outro método era ferver suco de uva fresco até se
tornar em pasta ou xarope grosso (mel de uvas); este processo deixava-o em
condições de ser armazenado, ficando isento de qualquer propriedade inebriante
por causa da alta concentração de açúcar, e conservava a sua doçura (ver
Columella, Sobre a Agricultura, 12.19.1-6; 20.1-8; Plínio, História Natural,
14.11.80). Essa pasta ficava armazenada em jarras grandes ou odres. Podia ser
usada como geleia para passar no pão, ou dissolvida em água para voltar ao
estado de suco de uva (Enciclopédia Bíblica Ilustrada, de Zondervan, V.
882-884). É provável que a uva fosse muito cultivada para produção de açúcar. O
suco extraído no lagar era engrossado pela fervura até tornar-se em líquido
conhecido como “mel de uvas” (Enciclopédia Geral Internacional da Bíblia, V.
3050). Referências ao mel na Bíblia frequentemente indicam o mel de uva
(chamado debash pelos judeus), em vez do mel de abelha.
(3) A água, portanto, pode ser adicionada a uvas
desidratadas, ao xarope de uvas e ao vinho fermentado. Autores gregos e romanos
citavam várias proporções de mistura adotadas. Homero (Odisséia, IX 208ss.)
menciona uma proporção de vinte partes de água para uma parte de vinho.
Plutarco (Symposíacas, III.ix) declara: “Chamamos vinho diluído, embora o maior
componente seja a água”. Plínio (História Natural, XIV.6.54) menciona uma
proporção de oito partes de água para uma de vinho.
(4) Entre os judeus dos tempos bíblicos, os costumes
sociais e religiosos não permitiam o uso de vinho puro, fermentado ou não. O
Talmude (uma obra judaica que trata das tradições do judaísmo entre 200 a.C. e
200 d.C.) fala, em vários trechos, da mistura de água com vinho (e.g., Shabbath
77a; Pesahim 1086). Certos rabinos insistiam que, se o vinho fermentado não
fosse misturado com três partes de água, não podia ser abençoado e contaminaria
quem o bebesse. Outros rabinos exigiam dez partes de água no vinho fermentado
para poder ser consumido.
(5) Um texto interessante temos no livro de Apocalipse,
quando um anjo, falando do “vinho da ira de Deus”, declara que ele será “não
misturado”, i.e., totalmente puro (Ap 14.10). Foi assim expresso porque os
leitores da época entendiam que as bebidas derivadas de uvas eram misturadas
com água (ver Jo 2.3 notas).Em resumo, o tipo de vinho usado pelos judeus nos
dias da Bíblia não era idêntico ao de hoje.
Tratava-se
de
(a) suco de uva recém-espremido;
(b) suco de uva assim conservado;
(c)suco obtido de uva tipo passas;
(d) vinho
de uva feito do seu xarope, misturado com água; e
(e) vinho
velho, fermentado ou não, diluído em água, numa proporção de até 20 para 1. Se
o vinho fermentado fosse servido não diluído, isso era considerado
indelicadeza, contaminação e não podia ser abençoado pelos rabinos. À luz
desses fatos, é ilícita a prática corrente de ingestão de bebidas alcoólicas
com base no uso do “vinho” pelos judeus dos tempos bíblicos. Além disso, os
cristãos dos dias bíblicos eram mais cautelosos do que os judeus quanto ao uso
do vinho (ver Rm 14.21 nota; 1Ts 5.6 nota; 1Tm 3.3 nota; Tt 2.2 nota).
A GLÓRIA DE JESUS MANIFESTA ATRAVÉS DO VINHO.
Em Jo 2, vemos que
Jesus transformou água em “vinho” nas bodas de Caná. Que tipo de vinho era
esse? Conforme já vimos, podia ser fermentado ou não, concentrado ou diluído. A
resposta deve ser determinada pelos fatos contextuais e pela probabilidade
moral. A posição desta Bíblia de Estudo é que Jesus fez vinho (oinos) suco de
uva integral e sem fermentação. Os dados que se seguem apresentam fortes razões
para rejeição da opinião de que Jesus fez vinho embriagante.
(1) O objetivo primordial desse milagre foi manifestar
a sua glória (2.11), de modo a despertar fé pessoal e a confiança em Jesus como
o Filho de Deus, santo e justo, que veio salvar o seu povo do pecado (2.11; cf.
Mt 1.21). Sugerir que Cristo manifestou a sua divindade como o Filho Unigênito
do Pai (1.14), mediante a criação milagrosa de inúmeros litros de vinho
embriagante para uma festa de bebedeiras (2.10 nota; onde subentende-se que os
convidados já tinham bebido muito), e que tal milagre era extremamente
importante para sua missão messiânica, requer um grau de desrespeito, e poucos
se atreveriam a tanto. Será, porém, um testemunho da honra de Deus, e da honra
e glória de Cristo, crer que Ele criou sobrenaturalmente o mesmo suco de uva
que Deus produz anualmente através da ordem natural criada (ver 2.3 nota).
Portanto, esse milagre destaca a soberania de Deus no mundo natural,
tornando-se um símbolo de Cristo para transformar espiritualmente pecadores em
filhos de Deus (3.1-15). Devido a esse milagre, vemos a glória de Cristo “como
a glória do Unigênito do Pai” (1.14; cf. 2.11).
(2) Contraria a revelação bíblica quanto a perfeita
obediência de Cristo a seu Pai celestial (cf. 4.34; Fp 2.8,9) supor que Ele
desobedeceu ao mandamento moral do Pai: “Não olhes para o vinho, quando se
mostra vermelho… e se escoa suavemente”, i.e., quando é fermentado (Pv 23.31).
Cristo por certo sancionou os textos bíblicos que condenam o vinho embriagante
como escarnecedor e alvoroçador (Pv 20.1), bem como as palavras de Hc 2.15: “Ai
daquele que dá de beber ao seu companheiro!… e o embebedas” (cf. Lv 10.8-11; Pv
31.4-7; Is 28.7; Rm 14.21).
(3) Note, ainda, o seguinte testemunho da medicina
moderna.
(a) Os maiores médicos especialistas atuais em defeitos
congênitos citam evidências comprovadas de que o consumo moderado de álcool
danifica o sistema reprodutivo das mulheres jovens, provocando abortos e
nascimentos de bebês com defeitos mentais e físicos incuráveis. Autoridades mundialmente
conhecidas em embriologia precoce afirmam que as mulheres que bebem até mesmo
quantidades moderadas de álcool, próximo ao tempo da concepção (c. 48 horas),
podem lesar os cromossomos de um óvulo em fase de liberação, e daí causar
sérios distúrbios no desenvolvimento mental e físico do nenê.
(b) Seria teologicamente absurdo afirmar que Jesus haja
servido bebidas alcoólicas, contribuindo para o seu uso. Afirmar que Ele não
sabia dos terríveis efeitos em potencial que as bebidas inebriantes têm sobre
os nascituros é questionar sua divindade, sabedoria e discernimento entre o bem
e o mal. Afirmar que Ele sabia dos danos em potencial e dos resultados
deformadores do álcool, e que, mesmo assim, promoveu e fomentou seu uso, é
lançar dúvidas sobre a sua bondade, compaixão e seu amor.
A única conclusão
racional, bíblica e teológica acertada é que o vinho que Cristo fez nas bodas,
a fim de manifestar a sua glória, foi o suco puro e doce de uva, e não
fermentado.
1) – Cristãos que bebem um golinho estão em pecado? Por quê?
Bem, a problemática do assunto não gira nessa direção, mas se beber edifica ou não a vida de um cristão. Paulo disse – “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” (I Co. 10.23).
De acordo com o texto de Levítico (Lv 10.8-10) nenhum sacerdote deveria beber bebidas alcoólicas a fim de desempenhar suas funções sacerdotais diante de Deus. A questão é: Isto é também para a Igreja de Jesus? Leiamos: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (IPe 2.9). O apóstolo Pedro está falando a respeito da Igreja de Jesus e notem que ela é chamada de “sacerdócio real”. Deus levantou uma Igreja sacerdotal, ou seja, intercessora que ora em favor do mundo. E é claro que o nosso Deus, que da Lei trouxe a Graça, não mudou seus padrões de santidade e requer de nós as mesmas coisas. Vejamos ainda: “…e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a Ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém” (Ap 1.6).“…e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Ap 5.10). Quando aceitamos o Senhor Jesus, como sendo nosso único Salvador nos tornamos sacerdotes de Deus e como tais, devemos observar a orientação da sua Palavra.
2) – O que a Bíblia diz a respeito?
Há pontos que podem ser interpretados como favoráveis a tal prática, mas há muitos outros extremamente contrários a esse costume. Veja, não é que haja contradição na Palavra de Deus, mas precisamos sempre analisar a questão exegeticamente e de maneira sociológica (embora, não é aqui a proposta).
Se fizermos um apanhado geral, descobriremos que a bebida fez mais mal do que bem as pessoas que dela fizeram uso, é só pesquisar. Agora, será que por que certo homem de Deus se embriagou no VT nós devemos imitá-lo? Será que alguém vai querer imitar a obtusidade de Sansão ao revelar seu segredo a Dalila? Ou será que alguém vai querer enveredar pelo caminho do adultério pelo fato do Rei Davi, homem segundo o coração de Deus, ter cometido tal pecado? Poderíamos citar vários exemplos, mas o quero que o leitor entenda é que a Bíblia registra vários fatos e acontecimentos para que deles aprendamos.
Acho relevante citar outro texto para combater aqueles que usam algumas passagens da Velha Aliança para defender a pratica do alcoolismo. Em Deuteronômio 24, encontramos a Lei dando liberdade ao marido para dar carta de divórcio a sua esposa, entretanto, em S. Mateus 19, o Senhor Jesus muda esse paradigma e o condena, dizendo que divórcio só em caso de adultério.
Com certeza, temos muitos textos que condenam o ato de se envolver com a bebida alcoólica. Vejam:
“O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio” (Provérbios 20.1). O sábio mostra que há um perigo no vinho e que ele é enganador. “Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem” (Provérbios 23.19-21). “Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber” (Provérbios 23.29-35). Que cena patética a do homem que se deixou vencer pelo álcool. “Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que ti direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargu-rados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lebrem mais” (Provérbios 31.1-7). O vinho não serve para os reis, mas sim para os que não têm nada por que viverem. “Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!” (Isaías 5.11). “Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte” (Isaías 5.22). “O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito.” (Isaías 19:14). “Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo. Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia” (Isaías 28.7-8). Junto com a vergonha da embriaguez, as Escrituras geralmente frisam o efeito causado sobre a mente. Quando sacerdotes, profetas e juízes bebem, eles desviam os homens de Deus. O texto a seguir ressalta o mesmo pensamento: “A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento” (Oséias 4.11). “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e ignomínia cairá sobre a tua glória” (Habacuque 2.15-16). “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-10). “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam” (Gálatas 5.19-21). “Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão” (1 Pedro 4.3-4). A embriaguez é um pecado condenado.
3) Na ceia o vinho representa o sangue de Jesus derramado em favor de nós. Estamos pecando quando tomamos vinho na Santa Ceia?
No tocante à Ceia do Senhor os três primeiros escritores dos Evangelhos empregam a expressão “fruto da vide” (Mt 26.19; Mc 14.25; Lc 22.18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é produzido pela videira.
O Senhor instituiu a Ceia quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êx 12.14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de “seor” (Êx 12.15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo, era frequentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, todo o “hametz”, ou seja, qualquer coisa fermentada era proibida (Êx 13.7; Êx 12.19). Deus dera esta lei por ser a fermentação o símbolo da corrupção e pecado (ICo 5.7-8), sendo exatamente isso o que causa a bebida alcoólica no Homem. No Antigo Testamento, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv 10.8-9). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus no novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1). Sendo Ele Sacerdote e conhecedor da Lei de Deus é lógico que podemos entender que ele não tomou nenhuma bebida alcoólica e que o vinho da Ceia era puro e sem álcool. (Fonte: Bíblia Pentecostal com algumas alterações).
4) O que na sua opinião explica o crescimento no número de pessoas cristãs que bebem bebidas alcoólicas?
Os fatos e acontecimentos cotidianos aliados às profecias bíblicas a respeito das últimas coisas nos levam a crer que estamos no fim dos tempos. Um único seguimento segura essa degeneração, tentando de alguma forma manter as coisas dentro de uma ética e dos princípios de Deus, estamos falando da Igreja Cristã no mundo. Entretanto, o que assistimos nestes finais dos tempos é tão forte e corrupto que essa degeneração está entrando dentro das Igrejas. Está tentando deturpar o último reduto de seriedade e sobriedade que nos resta. Estão tentando tirar a força doutrinária da cristandade no que se trata da moral, ética e principalmente da santidade que Deus pede para que o homem cultive. – Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). – Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação (Its 4.13). – E o próprio Deus de paz vos santifique completamente ; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (Its 5.23).
5) Jesus Cristo não bebia vinho?
O exemplo mais citado pelos defensores da bebida alcoólica é a passagem de João capítulo dois.
Que tipo de vinho era esse usado nas bodas de Caná? A resposta deve ser determinada pelos fatos contextuais e pela probabilidade moral. Acreditamos piamente que Jesus fez o mesmo vinho da Ceia, sem nenhum álcool e que era esse o vinho que ele ingeria. O objetivo desse milagre foi manifestar a sua glória (Jo 2.11), de modo a despertar a fé pessoal e a confiança no Senhor Jesus como filho de Deus, santo e justo, que veio salvar o seu povo do pecado (Mt 1.21). Sugerir que Cristo manifestou a sua divindade como filho Unigênito de Deus (Jo 1.14), mediante uma festa de bebedeira, visto que cada talha (Jo 2.6) comportava por volta de 120 litros (vezes seis, teríamos a quantia de 720 litros), sem contarmos o que já havia sido consumido. Se o vinho fosse embriagante seria mais que suficiente para todo mundo sair embaraçando as pernas e caindo pelas ruas, o que não ocorreu.
6) O senhor acha que as igrejas deveriam combater essa questão? Ou o Espírito Santo de Deus é quem deve entrar em ação?
Sim. O Espírito Santo precisa de vasos para levar sua mensagem e manter a pureza da Igreja. Ele só vai agir mediante o ensino da Palavra de Deus impetrado por homens e mulheres tementes as verdades bíblicas.
7) O pastor pode ser “dado ao vinho”?
Sobre pastores que bebem; só posso corroborar com o profeta Isaías, que diz: “Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte; erram na visão, e tropeçam no juízo” (Is 28.7).
A Bíblia Pentecostal faz um comentário relevante sobre a problemática do pastor e a bebida em I Tm 3.3: … esta expressão (o pastor não deve ser dado ao vinho) em I Tm 3.3 (Grego me paroinon, formada de “me”, que significa “não”, e “ao lado do vinho”, “perto do vinho” ou “com o vinho”). Aqui, a Bíblia requer que nenhum pastor ou presbítero fique “sentado ao lado do vinho” ou “esteja com o vinho”. Noutras palavras, não deve SE ENVOLVER COM O VINHO.
Quero dar aqui uma dica, como um ex-ébrio e pastor que sou, se seu líder evangélico bebe e gosta da caninha, meu humilde conselho, procure outra igreja pra você congregar. Deus exterminou dois sacerdotes que foram ministrar bêbados diante dele (Lv 10.9) e penso que isso ainda deva desagradar muito ao Senhor!!! Que o seu pastor seja “Não dado ao vinho…” 1 Timóteo 3.3.
8) Em Eclesiastes 9.7 está escrito: “Vai, pois, come com alegria o teu pão e BEBE COM BOM CORAÇÃO o teu VINHO (yayin), pois já Deus se agrada das tuas obras”. O que você pensa sobre o versículo?
O Dr. Stamps (autor da Bíblia Pentecostal) comenta que a palavra yayin é a mais genérica usada para vinho. Ela ocorre 141 vezes no Antigo Testamento. Essa palavra pode indicar bebida fermentada ou não-fermentada. Tanto isso é verdade que o profeta Jeremias chama de yayin o suco ainda dentro da uva (Jr 40.10-12) e é lógico que ninguém defenderia a ideia de que esse suco estaria fermentado! Por isso, pelo contexto, se entendermos que yayin refere-se ao suco doce da uva, recém espremido, não haverá problemas nessa conjectura.
9) Se é questionado a presença do álcool no vinho naquela época. Como pode a bíblia ter o registro de casos de pessoas que se embebedaram?
Como diz certo axioma: “Aprender com os erros é bom, mas aprender com os erros alheios é sabedoria”. Acredito que a intenção de Deus é sempre mostrar e instruir o seu povo no caminho certo. Se muitos erraram ao se embriagar, nós podemos nos instruir com isso e seguir outro caminho.
10) O BEBER e o EMBRIAGAR são diferentes?
Realmente, beber e embriagar são duas coisas diferentes. Mas não podemos nos esquecer que uma coisa leva a outra! Quem entra para o caminho do “beber socialmente”, não tem como garantir que nunca vai exceder e acabar tornando-se um alcoólatra!
Interessante observar também que os defensores da maconha raciocinam da mesma maneira, a linha de raciocínio é idêntica. Afinal de contas, a maconha pode até ser usada contra a depressão! Será que os pastores, padres e os defensores cristãos “do beber socialmente” aceitariam o fumar maconha socialmente? Ou o uso da maconha em certos tratamentos médicos? E olhem que a Bíblia não arvora nada contra a maconha como fala contra a bebida! A verdade é que a ética de certos naturalistas cristãos é extremamente perigosa!
Guardo sempre a palavra de um senhorzinho, presidente do AA de minha cidade – ele me disse – “Meu filho, de todas as drogas a mais perigosa é o álcool, ela é a porta pra todas as desgraças na vida de um ser humano… a maior mentira da sociedade é o beber socialmente“… ele aponta pros seus colegas e conclui – “Aqui todos éramos consumidores sociais do álcool e acabamos no fundo do poço, pois acreditamos nessa mentira“.
11) Suas conclusões finais.
É bom observar que os judeus bebiam socialmente, isso é uma constatação factual e histórica, mas o sacerdote (no dia da expiação) e o Nazireu, não deveriam se envolver com a bebida forte. O cristão deve sempre ser zeloso e exemplo diante de uma sociedade corrupta e decaída. Paulo explicita que se comer escandaliza (I Co 8.13), ele então se isentaria de tal produto alimentício pra não escandalizar a sociedade. Há um consenso em toda a discussão – embriagar-se é pecado (Ef 5.18). A problemática se agrava pelo fato de que no Brasil temos uma legislação razoavelmente rigorosa sobre isso. O Bafômetro indica uma pessoa como bêbada com apenas um copo de cerveja – diante dessa constatação, e do fato que hoje a bebida é uma epidemia destrutiva e de fácil acesso – diferente da época antiga – nós deveríamos nos abster desse mal social e sermos paradigmas para nossos conterrâneos.
ANTES DE BEBER O PRÓXIMO GOLE, PENSE NISSO…
1) Trará isto toda honra e glória a Deus? Somente glória e honra a Deus? Com toda certeza?
2) Poria Cristo o Seu próprio nome nisto? Estarei eu representando-O dignamente? Posso eu agradecer e pedir a bênção de Deus nisto?
3) Fez Cristo isto? (ou tenho eu absoluta certeza de que o faria?)
4) Gostaria eu que Cristo me encontrasse nisto, ao vir me arrebatar para Si?
5) Ganharei eu recompensa por isto, no Bema, o Tribunal de Cristo para galardoamento dos salvos?
6a) Estou eu lembrado de que o Espírito de Deus habita em mim? De que Ele estará no meio do que estarei fazendo?
6b) Estou eu absolutamente certo de que isto deleitará, muito agradará ao Espírito de Deus que habita em mim?
7) É isto apropriado para um filho do Rei?
8) Tenho eu certeza de que estou semeando para o Espírito e não para a minha carne? E não para o mundo?
9) Irá isto, sem dúvida alguma, influenciar positivamente o descrente e/ou o meu irmão mais fraco? Ou há uma ponta de risco de escandalizar ao menos um deles?
10) Sinceramente, ante Deus, tenho eu absoluta certeza sobre o assunto, ou tenho eu, ainda, uma pontinha de dúvida?
11) Tenho eu certeza de que isto não dará a ninguém a APARÊNCIA de que estou pecando?
“Porque todas
as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do
Senhor, até que venha” (1Co 11.26)
Quando o povo
de Israel saiu do Egito, Deus mostrou o Seu poder por intermédio das 10 pragas
que recaíram sobre aquela nação (Êx 7.14; 12.51). Após 430 anos (Êx 12.41),
dentre os quais houve 150 anos de escravidão, Deus ordenou que Moisés
instituísse a “Páscoa” (Êx 12.1-20). Seria uma cerimônia simples, em família,
quando comeriam pão sem fermento, carne assada do cordeiro da Páscoa (cujos
ossos não poderiam ser quebrados) e ervas amargas, como lembrança do tempo da
escravidão, no Egito. Eles deveriam comer prontos para viagem, com a mudança
embalada para saírem da terra da escravidão.
Todo o
simbolismo da Páscoa se traduz na “nova aliança em Cristo”. Jesus é o “cordeiro
pascal” (1Co 5.7-8), como também é o pão sem fermento (sem impurezas ou
pecado). Por meio de seu sangue derramado no Calvário, Ele nos redime da
escravidão do pecado e nos conduz à “terra prometida”, simbolizando a nova
vida, guiada pelo Espírito Santo. A Bíblia diz: “Chegou, porém, o dia dos
ázimos, em que importava sacrificar a páscoa.” (Lc 22.7). “E disse-lhes:
Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça.” (Lc 22.15). “E,
tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu lho, dizendo: Isto é o
meu
corpo, que
por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice,
depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é
derramado por vós.” (Lc 22.19-20).
Jesus
instituiu a Ceia como um “memorial” para que os seus seguidores se lembrassem
de sua morte na cruz em nosso favor e de seu retorno à Terra para implantar o
seu reino glorioso entre nós (1Co 11.23-26). Num cerimonial muito simples,
foram usados o pão e o vinho. O pão simboliza a morte vicária (ou substitutiva)
do Senhor, pagando o alto preço da nossa redenção. O pão é feito de trigo e
água que, misturados, tornam-se uma massa que, por sua vez, é levada ao fogo
para assar. O trigo, na parábola do joio (Mt 13.24-30; 36-43) representa os
filhos de Deus; no caso da Ceia, simboliza Jesus, o Filho de Deus. A água é a
“Palavra de Deus” (Jo 15.3) e também representa o Espírito Santo (Jo 7.38-39).
O mestre
também disse aos discípulos, quando vieram para buscá-lo e apresentá-lo aos
gregos: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na
terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12.24).
Portanto, a Ceia nos fala da morte de Jesus e também nos lembra que, como seus
discípulos (seguidores), também temos de “tomar a nossa cruz cada dia” (Mt
16.24; Lc 9.23; 14.27). Ser cristão não é apenas viver por Cristo, mas estar
pronto a morrer por Ele. Isto é uma realidade entre os nossos irmãos nos países
onde há perseguição, entre os novos convertidos que vieram do Islamismo, por
exemplo. Muitos são presos, maltratados, torturados e até mesmo mortos, por
causa da Palavra de Deus e do seu testemunho.
O vinho ou o
suco da uva, outro item importante da Santa Ceia simboliza a vitória do Senhor
e o seu retorno à Terra para reinar. O pão passou pelo fogo, mas o vinho surge
da fermentação do suco extraído das uvas esmagadas. Ou seja, da morte vem a
vida. O vinho é a ressurreição, a esperança do cristão. Portanto, ao tomarmos o
vinho, na celebração da Ceia, estamos anunciando a ressurreição de Jesus e a
sua volta gloriosa como “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, aleluia!
Nós também
ressuscitaremos gloriosamente para reinar com Ele (1Jo 3.1-3). Esta é a fé
cristã e a esperança dos salvos (1Co 15.12-54).
Pastor Silas Malafaia afirma que evangélico não deve ingerir bebida
alcoólica “para não dar lugar à carne e ao pecado”.
Bebidas alcoólicas são um tema tabu
entre evangélicos e boa parte das denominações repudia, em suas doutrinas, a
ingestão destas. Entre lideranças evangélicas há quem discorde e defenda a
liberdade de escolha, mas sempre ressaltando o perigo do vício.
No meio cristão protestante, existemtrês linhas principais de opiniãoa respeito do assunto: os abstêmios,
que bebem eventualmente e não combatem quem pensa diferente; os temperantes,
que também identificados como moderacionistas, e assumem
beber com moderação em determinadas situações; e os proibicionistas,
que condenam abertamente o consumo de álcool em qualquer circunstância.
O pastorSilas Malafaiapublicou um artigo sobre o assunto
enfatizando casos específicos na Bíblia de reprovação ao consumo e explicou o
motivo pelo qual considera imprópria a ingestão de álcool:
Pr. Silas, por que os evangélicos, de um modo geral, não ingerem
bebidas alcoólicas? Na Bíblia, há alguma proibição ou restrição à ingestão
delas?
Em Levítico
10.9-11, lemos:
E falou o
SENHOR a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus lhos contigo não
bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais;
estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazer diferença
entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, e para ensinar aos lhos
de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado pela mão de Moisés.
Fomos
separados para Deus. Como reis e sacerdotes do Altíssimo, não devemos ingerir
bebidas alcoólicas para não dar lugar à nossa carne e ao pecado. Além disso, em
Provérbios 20.1, é dito o vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora;
e todo aquele que por eles é vencido não é sábio. O álcool compromete nossos
reflexos e nosso bom senso, e prejudica a nossa saúde.
Essa droga
psicotrópica, que atua no sistema nervoso central, pode causar dependência e
mudança de comportamento. Além da euforia e desinibição, ela provoca falta de
coordenação motora, sono e descontrole. Após alguns anos, os efeitos agudos do
álcool são sentidos no fígado, no coração, nos vasos sanguíneos e no estômago.
Somos templo
do Espírito Santo (1 Coríntios 3.16,17). Devemos, portanto, cuidar dele. Além
de exercício físico e repouso adequado, precisamos adotar uma alimentação mais
saudável e abster-nos de bebidas alcoólicas, fumo e do uso irresponsável e sem
prescrição médica de medicamentos.
Mesmo um copo
de cerveja antes de dirigir pode ser fatal. Você sabia que um copo de cerveja
demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo? Uma dose de
uísque, que é bem mais forte do que a cerveja, demora mais tempo ainda. Por isso,
a nova lei de trânsito não admite qualquer teor alcoólico ao motorista, uma vez
que, ao diminuir seus reflexos, a probabilidade de acidentes aumenta muito.
O uso do
álcool a longo prazo também pode produzir dependência química e cirrose
hepática, bem como causar problemas nos relacionamentos interpessoais,
atrapalhando o convívio na família e no trabalho.
Em Romanos
6.16, Paulo exortou: Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos
para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a
morte, ou da obediência para a justiça?
Não devemos
ser escravos de nada nem de ninguém, quanto mais de bebidas alcoólicas, que
nada de bom acrescentam à nossa vida!
Há aqueles
que contra-argumentam: “Ué, mas Jesus não bebeu vinho? Por que os cristãos
também não podem?” Jesus e os judeus, de um modo geral, bebiam um tipo de vinho
que era resultante da fermentação natural do sumo da uva. Além disso, a questão
não é poder ou não poder beber; é não dever. Como Paulo disse em 1 Coríntios
6.12: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as
coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.
Para evitar
problemas e mau testemunho, há muitas coisas com aparência de mal de que o
cristão deve abster-se. Jesus disse a seus discípulos: É inevitável que venham
escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm! (Lucas 17.1). Não podemos
escandalizar ninguém, tampouco ser pedra de tropeço à fé de ninguém. Foi isso o
que Paulo armou em Romanos 14.13 — Bom é não comer carne, nem beber vinho,
nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se
enfraqueça — e em 1 coríntios 8.13 — Pelo que, se o manjar escandalizar a meu
irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.
São pelas
razões acima expostas que nós, evangélicos, não ingerimos bebidas alcoólicas e
condenamos essa prática, que pode levar ao vício do alcoolismo, trazer danos à
saúde e aos relacionamentos, acarretando a destruição de vidas.
Sugestões de
leitura:
Levítico 10;
Provérbios 20; Romanos 14; 1 Coríntios 6; 8
GRIFO MEU:
EM I CORÍNTIOS 10-31 DIZ “PORTANTO, QUER COMAIS QUER BEBAIS,
OU FAÇAIS QULAQUER COISA, FAZEI TUDO PARA GLÓRIA DE DEUS.”
PARA VOCÊ QUE ACREDITA EM DEUS E QUE A BÍBLIA É A SUA PALAVRA, PENSE
SOBRE O ASSUNTO DA MATÉRIA E VEJA SE VOCÊ ESTÁ AGRADANDO A DEUS BEBENDO.