As Bíblias tanto católicas como protestantes possuíam um mesmo conteúdo até que no concilio de Trento, em 1546, após o início da reforma protestante em 1517 a Igreja católica decidiu considerar alguns livros além dos 66 que já eram aceitos como canônicos (inspirados) para a base de sustentação de algumas doutrinas católicas que eram refutadas por Lutero e seus companheiros, com base nas Escrituras. A Igreja Católica, diante da dificuldade de responder as acusações levantadas pelos protestantes, decidiu adotar um conjunto de livros escritos no período intertestamentário (entre Malaquias e Mateus), sete ao todo (Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria e I, II Macabeus) e mais algumas partes inseridas nos livros de Daniel e Ester. As principais
SEJA BEM VINDO EM NOME DE JESUS.
sábado, 7 de fevereiro de 2026
terça-feira, 18 de junho de 2024
Oito características de um cristão genuíno
quinta-feira, 28 de dezembro de 2023
Dez motivos para o cristão não tomar bebida alcoólica
Dez Motivos de ordem bíblica, social e espiritual por que um cristão evangélico deve ser abstêmio ou por que não deve beber vinho, cerveja, cachaça, aguardente ou qualquer outro tipo de bebida alcoólica mesmo que de baixo teor alcoólico e de forma social ou moderada.
1º Motivo: Antecedentes Bíblicos.
A bebida alcoólica foi o motivo da queda de muitos servos de Deus levando-os ao fracasso na vida pessoal, familiar e ministerial. Noé depois de se embriagar com vinho portou-se de forma inconveniente, censurável e imprudentemente amaldiçoou um dos filhos (Leia Gênesis 9.20-25). Ló embriagado manteve
terça-feira, 27 de julho de 2021
Sete motivos porque o cristão não deve faltar o culto público no domingo
sábado, 20 de março de 2021
Católicos Romanos são cristãos
Católicos Romanos são cristãos? Eles são, se eles confiaram
somente em Jesus para o perdão de seus pecados. Porém, se eles acreditam que
eles são salvos pela graça de Deus e pelas suas obras, então eles não são
salvos – mesmo se eles acreditam que suas obras são feitas através da graça de
Deus — uma vez que assim eles negam a suficiência do sacrifício de Cristo.
Ser um cristão não significa ser um membro da Igreja Católica
Romana. Significa ser um membro do corpo de Cristo, através da fé e
confiança em somente Jesus para o perdão dos pecados. Significa que você não
adiciona obras à Sua obra. Sinceridade não perdoa pecados. Ser membro de uma
igreja não perdoa pecados. Fazer obras de penitência não perdoa pecados. Rezar
para Maria não perdoa pecados. O perdão é conseguido através da fé, confiança e
aceitação do sacrifício de Jesus na cruz. Você deve confiar Jesus, Deus
encarnado, para o perdão de pecados, e não em um ritual feito por homens, e não
em santos católicos. Apesar da Igreja Católica Romana afirmar a Trindade, a
divindade de Cristo e Sua ressurreição física, ela erra fortemente em sua
doutrina de salvação, adicionando obras à salvação.
A doutrina católica romana oficial sobre a salvação diz que a
graça de Deus é colocada em um bebê no batismo — fazendo-o justificado
perante a Deus.1 Essa justificação pode ser perdida através do pecado, e
deve ser reconquistada através da participação frequente em vários dos
sacramentos encontrados na Igreja Católica Romana. Esses sacramentos aumentam a
quantidade de graça em uma pessoa, através da qual essa pessoa consegue fazer
boas obras, que são por sua vez recompensadas com a alegria do céu:
“Podemos, portanto, esperar a glória do céu prometida por Deus
àqueles que O amam e fazem a sua vontade. Em todas as circunstâncias, cada
qual deve esperar, com a graça de Deus, permanecer firme até ao fim e alcançar
a alegria do céu, como eterna recompensa de Deus pelas boas obras realizadas
com a graça de Cristo.” (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1821)
“Sob a moção do Espírito Santo e da caridade, podemos,
depois, merecer para nós mesmos e para outros, as graças úteis para a
santificação…” (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 2010).
Ninguém pode dizer se um católico romano é um cristão verdadeiro
ou não, uma vez que não podemos conhecer de verdade o coração das pessoas. Mas,
se qualquer pessoa, católicos romanos incluídos, nega abertamente doutrinas
essenciais,2 então essa pessoa não é salva, e esse é o problema.
Aparentemente, a Igreja Católica Romana está negando a doutrina essencial da
justificação pela fé. Eles dizem:
“Se alguém disser que o ímpio é justificado somente pela fé,
entendendo que nada mais se exige como cooperação para conseguir a graça da
justificação, e que não é necessário por parte alguma que ele se prepare e
disponha pela ação da sua vontade – seja excomungado.” (Cânon 9, Concílio de
Trento)
“Se alguém disser que o homem é absolvido dos seus pecados e justificado
porque crê indubitavelmente que é absolvido e justificado; ou, que ninguém é
verdadeiramente justificado, senão quem crer que é justificado; e que somente
com esta fé se efetua a absolvição e a justificação — seja excomungado.” (Cânon
14, Concílio de Trento)
Para mais informações, por favor veja o Concílio de Trento –
Cânones sobre a justificação.
Note que justificação somente pela fé é negada, e o céu é uma
recompensa para quem faz boas obras. Esse é o problema. A Igreja Católica
Romana não ensina a doutrina bíblica de justificação pela fé. Ela ensina
justificação pela fé e obras. Se você quer saber mais sobre isso, leia o artigo
“A visão católica romana sobre justificação”.
Então, qual é a posição a respeito de
católicos romanos?
A posição é simples. Se um católico romano acredita na doutrina
católica romana oficial sobre salvação, então ele não é um cristão, uma vez que
a posição oficial da Igreja Católica Romana é contrária às escrituras. Logo, em
geral, católicos romanos precisam ser evangelizados. Eles precisam ouvir o
verdadeiro evangelho. Eles precisam ouvir que eles não são justificados perante
a Deus estando em uma igreja, ou sendo batizados, mas recebendo Cristo (João
1:12), crendo que Jesus foi ressuscitado dos mortos (Rm 10:9), e que justificação
é pela fé (Rm 5:1), e não pelas nossas obras ou serviços (Rm 4:5). Somente a fé
verdadeira resulta em obras verdadeiras (Tiago 2), e não o contrário. Católicos
romanos, como todas as outras pessoas, precisam confiar somente em Jesus para o
perdão dos seus pecados, e não nos sacramentos católicos, não nas palavras do
padre, não no papa, não em Maria, não nos santos, não nas penitências, não nas
indulgências, não no rosário, etc. Somente Jesus é o caminho, a verdade e a
vida (João 14:6).
Por fim, eu acredito que existem verdadeiros cristãos
regenerados na Igreja Católica Romana. Porém, eles são cristãos verdadeiros
apesar da teologia oficial da Igreja Católica Romana, e apesar das oferendas
ritualísticas dessa igreja antiga, que teve pessoas demais a modificando por
séculos, gradualmente se movendo para longe da ortodoxia e para perto da
apostasia. Sim, apostasia. A Igreja Católica Romana não representa mais o
verdadeiro Cristianismo.
Somente Jesus salva. Somente Jesus é Senhor. Somente o
sacrifício de Jesus pode nos purificar. Somente pela fé somos justificados
diante de Deus. Justificação é pela fé, e não por qualquer coisa que façamos.
1.”A justificação foi-nos merecida pela paixão de Cristo.
Foi-nos dada por meio do Baptismo. Conforma-nos com a justiça de Deus, que nos
faz justos. Tem como fim a glória de Deus e de Cristo e o dom da vida eterna. É
a obra mais excelente da misericórdia de Deus.” (Catecismo da Igreja Católica,
parágrafo 2020).
2.Resumindo, as doutrinas essenciais são: a divindade de Cristo,
Sua ressurreição física e justificação pela graça, através da fé. Relacionados
a estes estão: a Trindade, o nascimento virgem e, é claro, o evangelho em si.
domingo, 21 de fevereiro de 2021
Maioria dos cristãos que entram na universidade abandonam a igreja, diz professor
Dados de pesquisas incentivaram a idealização do “Encontro
Nacional de Universitários”, que irá preparar estudantes para lidar com
questionamentos da vida acadêmica. Cerca de 64% dos jovens que entram nas
universidades afirmando serem cristãos, concluem seus estudos abandonando
sua fé. Além disso, 83% dos jovens deixam de frequentar a igreja depois que são
graduados nas universidades.
Esses são dados de pesquisas realizadas dentro e fora do Brasil,
apresentadas em entrevista ao Guiame por Airton Dias, professor doutor da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Dias observa que os jovens são conduzidos a conflitos religiosos
por causa da divergência de ideias apresentadas no ambiente acadêmico. “Para o
universitário cristão, lidar com uma sociedade que tira Deus da história é
muito difícil. Ele tem que ter muito conhecimento sobre o que acredita e uma fé
muito bem estabelecida”, afirmou.
A fim de preparar estudantes para lidarem com os questionamentos
dessa jornada, foi idealizado o Encontro Nacional de Universitários, que irá
reunir pastores e cientistas entre 28 e 30 de julho em Sumaré, no interior
paulista.
Com o tema “A Razão da Fé”, o evento irá abordar conceitos
científicos e religiosos que servem para refutar qualquer argumento que
invalide as Escrituras Sagradas.
Mas diante de tantos conceitos acadêmicos, a Bíblia é suficiente
para preparar um cristão? “Do ponto de vista de caminho, verdade e vida, a
Bíblia é suficiente”, responde Dias. “Mas há um detalhe importante: a Bíblia
não é um livro de ciências e nem tem o objetivo de explicar a razão de algumas
coisas. A Bíblia tem o objetivo claro de nos salvar e nos levar até Deus”.
O professor observa que é válido buscar outras literaturas para
adquirir mais conhecimento, porém, sem a Bíblia, a fé perde seus fundamentos.
“Vá para a Bíblia e tenha as Escrituras enraizadas em seu coração. A sua fé é
estabelecida pela Bíblia, mas o seu conhecimento e as possibilidades de
defender a sua fé podem ser encontradas em outras literaturas”.
Dias ainda afirma que é possível um estudante identificar se o
ambiente acadêmico está, de fato, influenciando sua fé. “A partir do momento
que você começa a questionar aquilo que para você era tido como uma verdade
absoluta, você já entrou em uma área de risco”, ressalta.
“Sempre que você se encontrar diante de uma discussão que
invalida a sua fé, você precisa estar muito atento à sua argumentação e também
a aquilo que você ouve. É importante compreender que a área de risco é real em
qualquer ambiente universitário”, ele acrescenta.
Por Luana Novaes
sábado, 20 de junho de 2020
O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!” (João, 8:32)
1) Não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade. Todas as Bíblias que empregam estas expressões estão erradas e mal traduzidas. A palavra homossexual só foi criada em 1869, reunindo duas raízes linguísticas: Homo (do Grego, significando “igual”) e Sexual (do latim). Portanto, como a Bíblia foi escrita entre 2 e 4 mil anos atrás, não poderiam os escritores sagrados terem usado uma palavra inventada só no século passado. Elementar, irmão!
2) A prática do amor entre pessoas do mesmo gênero, porém, é muito mais antiga que a própria Bíblia. Há documentos egípcios de 500 anos antes de Abraão, que revelam práticas homossexuais não somente entre os homens, mas também entre Deuses Horus e Seth. Segundo o poeta e escritor Goethe, “a homossexualidade é tão antiga quanto a humanidade”. Certamente, cada tempo com sua experiência singular, mas com o mesmo direcionar de desejo: o igual.
3) No antigo Oriente, a homossexualidade foi muito praticada. Entre os Hititas, povo vizinho e inimigo de Israel, havia mesmo uma lei autorizando o casamento entre homens (1.400 antes de Cristo). Como explicar, então, que, entre as abominações do Levítico, apareça esta condenação: “O homem que dormir com outro homem como se fosse mulher, comete uma abominação, ambos serão réus de morte” (Levítico, 18:22 e 20:12). Segundo os Exegetas (estudiosos das escrituras sagradas), fazia parte da tradição de inúmeras religiões de localidades circunvizinhas à Israel, a prática de rituais homoeróticos, de modo que esta condenação visa fundamentalmente afastar a ameaça daqueles rituais idolátricos e não a homossexualidade em si. Prova disto é que estes versículos condenam apenas a homossexualidade masculina: teria Deus Todo Poderoso se esquecido das lésbicas ou, para Javé, a homossexualidade feminina não era pecado? Considerando que, do imenso número de leis do Pentateuco, apenas duas vezes há referência à homossexualidade (e só à masculina), concluem os exegetas que a supervalorização que os cristãos conferem a este versículos é sintoma claro e evidente de intolerância machista de nossa sociedade, um entulho histórico, e não um desígnio eterno de Javé, do mesmo modo que inúmeras outras abominações do Levítico, como os tabus alimentares (por exemplo, comer carne de porco) e os tabus relativos ao esperma e ao sangue menstrual, hoje completamente abandonadas e esquecidas. Por que católicos e protestantes conservam somente a negação contra a homossexualidade, enquanto abandonaram dezenas de outras proibições decretadas pelo mesmo Senhor?. Intolerância machista e ignorância que Freud explica!
4) Se a homossexualidade fosse prática tão condenável, como justificar a indiscutível relação homossexual existente entre David e Jônatas?! Eis a declaração do salmista para seu bem-amado: “Tua amizade me era mais maravilhosa do que o amor das mulheres. Tu me eras deliciosamente querido!” (II Samuel, 1:26). Alguns crentes argumentarão que se tratava apenas de um amor espiritual, ágape. Preconceito primário, pois só as coisas materiais são referidas com a expressão “delicioso”, e não resta a sobra da menor dúvida que David, em sua juventude, foi adepto do “amor que não ousava dizer o nome”. Não foi gratuitamente que o maior escultor de nossa civilização, Miguel Ângelo, ele próprio, também homossexual, escolheu o jovem Davi, nu, como modelo de sua famosa escultura de Florença, na Itália. Negar o amor homossexual entre estes dois importantes personagens bíblicos (“amizade mais maravilhosa que o amor (Eros) das mulheres”) é negar a própria evidência dos fatos. “Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvido, não ouvis?!” (Marcos, 8:18).
5) Pelo visto, embora o Levítico fosse extremamente severo contra a prática da cópula anal (determinando igualmente a pena de morte contra o adultério e o bestialismo), outros livros sagrados revelam maior tolerância face ao homoerotismo. O Eclesiastes ensina: “É melhor viverem dois homens juntos do que separados. Se os dois dormirem juntos na mesma cama se aquecerão melhor” (4:11). Num país quente como a Judeia, o interesse em dormir junto só podia ser mesmo erótico. Portanto, na teoria o Levítico era uma coisa e a prática, desde os tempos bíblicos, parece ter sido outra. “Deus nos fez ministros da nova aliança, não a da letra e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.” (II Coríntios, 3:6)
6) A destruição de Sodoma e Gomorra? Indagarão alguns. Oferecemos três informações fundamentais e cientificamente comprovadas que, em geral, são propositadamente escondidas e desconhecidas pelos cristãos: 1) não há evidência histórica ou arqueológica que confirme a real existência dessas cidades; 2) este relato é obra dos “Javistas” (escritores bíblicos do século X a.C.), que se apropriaram de relatos mitológicos de outros povos anteriores aos judeus; 3) a própria destruição da suposta intenção homoerótica dos habitantes de Sodoma em relação aos três visitantes de Abraão (anjos ou homens?) apresenta dificuldades sérias de interpretação, pois quando os habitantes de Sodoma declararam desejar conhecer os visitantes, maliciosamente se interpretou o verbo “conhecer” como sinônimo de “ato sexual”. Segundo os exegetas, das 943 vezes que aparece esta palavra no Antigo Testamento (“yadac” em hebraico), em apenas 10 ela tem significado heterossexual – nenhuma vez o sentido homossexual. A associação do pecado dos “sodomitas e gorromitas” com a homossexualidade é um grave erro histórico, que tem sua oficialização pela igreja católica apenas na Idade Média, a “idade das trevas”.
7) A própria Bíblia e o filho de Deus nos dão a chave para corrigir esta maliciosa identificação de Sodoma e Gomorra com a homossexualidade. Segundo os mais respeitados estudiosos das Sagradas Escrituras, o pecado de Sodoma é a injustiça e a anti-hospitalidade, nunca a violação homossexual. Prova disto, é que todos os textos que aludem à Sodoma no Antigo Testamento atribuem sua destruição a outros pecados e não ao “homossexualismo”: falta de justiça (Isaías, 1:10 e 3:9), adultério, mentira e falta de arrependimento (Jeremias, 23:14); orgulho, intemperança na comida, ociosidade e “por não ajudar o pobre e indigente” (Ezequiel, 16:49); insensatez, insolência e falta de hospitalidade (Sabedoria, 10:8; 19;14; Eclesiástico, 16:8). No Novo Testamento, não há qualquer ligação da destruição de Sodoma com a sexualidade e, muito menos, com a homossexualidade (Mateus,10:14; Lucas, 10:12 e 17:29). Só nos livros neotestamentários tardios de Judas e Pedro, é que aparece em toda a Bíblia alguma conexão entre Sodoma e a sexualidade (Judas, 6:7, Pedro, 2:4 e 6;10). Mesmo aí, inexiste relação com o “homoerotismo”.
8) Dirão, agora, os crentes mais intolerantes: e as condenações de São Paulo aos homossexuais? Autoridades exegetas protestantes e católicas – como Mcneill, Thevenot, Noth, Kosnik, e muitos outros -, ao examinarem, cuidadosamente, na língua original, os textos das Epístolas aos Romanos 1:2, I Coríntios 6:9, Colosences 3:5 e I Timóteo 1:10, concluíram que, até agora, os cristãos têm dado uma interpretação errada a estas passagens. Quando Paulo diz que certas categorias de pecadores não entrarão no Reino dos Céus – ao lado dos adúlteros, bêbados, ladrões etc… – muitas Bíblias incluem nesta lista os “efeminados” e “homossexuais”. Logo de início, há uma condenação injusta, pois muitos efeminados (como muitas mulheres masculinizadas no comportamento) não são necessariamente homossexuais. As mais modernas e abalizadas pesquisas exegéticas concluem que, se Paulo de Tarso quisesse condenar especificamente os praticantes do homoerotismo, teria empregado o termo corrente em sua época e de seu perfeito conhecimento, “pederastas”. Em vez desta palavra, Paulo usou as expressões gregas “malakoi”, “arsenokoitai” e “pornoi” – que as melhores edições da Bíblia em português traduzem por “pervetores”, “pervertidos” e “imorais”. Portanto, foram estes pecadores que Paulo incluiu na lista dos afastados do Reino dos Céus, e não os “pederastas”, e muito menos os “homossexuais”, palavra desconhecida na Antiguidade. Segundo os historiadores, vivendo São Paulo numa época de grande licenciosidade sexual – tempo de Calígula, Nero e de Satiricon -, esperando o próximo retorno do Cristo e o fim do mundo, ele condenou, sim, os excessos e abusos sexuais dos povos vizinhos, mas nunca o amor inocente e recíproco, tal qual o de David e Jônatas. Há teólogos protestantes que chegam a diagnosticar Paulo de Tarso como homossexual latente (alusão feita por ele próprio ao misterioso “espinho na carne” que tanto o preocupava, além de sua manifesta e cruel “misoginia” ou ódio às mulheres). E, se a condenação paulina inclui também os bêbados, corruptos, caluniadores, por que atirar tanta pedra somente nos homossexuais? Também aqui, Freud explica! E tem mais: o próprio Filho de Deus disse que “há eunucos que assim nasceram desde o seio de suas mães” (Mateus 19:12), ensinando, num sentido figurado, que faz parte dos planos do Criador que alguns homens tenham uma sexualidade não reprodutora biologicamente. Todos somos imagem de Deus!
9) O maior argumento para se comprovar que as Escrituras Sagradas não condenam o amor entre pessoas do mesmo gênero, é o fato de Jesus Cristo nunca ter falado nenhuma palavra contra os homossexuais! Se o “homossexualismo” fosse uma coisa tão abominável, certamente o Filho de Deus teria incluído esse tema em sua mensagem. O que Jesus condenou, sim, foi a dureza de coração, a intolerância dos fariseus hipócritas, a crueldade daqueles que dizem Senhor, Senhor!, mas esquecem da caridade e do respeito aos outros (Mateus, 7:21). E foi o próprio Messias quem deu o exemplo de tolerância em relação aos “desviados”, andando e comendo com prostitutas, pecadores e publicanos. E tem mais: Jesus Cristo mostrou-se particularmente aberto à homossexualidade, revelando carinhosa predileção por João Evangelista, “o discípulo que Jesus amava”, o qual, na última Ceia, esteve delicadamente recostado no peito do Divino Mestre. Há teólogos que chegam a sugerir que Jesus era homossexual, pois além de nunca ter condenado o homoerotismo, conviveu predominantemente com companheiros do seu próprio gênero, manifestou particular predileção pelo adolescente João e nunca se casou, além de revelar muita sensibilidade com as crianças e com os lírios do campo, comportamentos muito mais comuns entre homossexuais do que entre machões. O ensinamento do discípulo que Jesus amava não podia ser mais claro: “Filhinhos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e tudo o que é amor é nascido de Deus e conhece a Deus” (I João, 4:4).
10) A Bíblia é um livro muito antigo, repleto de imagens simbólicas, parábolas e figurações. Interpretar as Escrituras ao pé da letra é ignorância, fanatismo e até pecado, pois o próprio Filho de Deus garantiu: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora.
Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á a verdade” (João, 16:12). Do mesmo modo como Galileu ensinou-nos a verdade a respeito da Astronomia, corrigindo a Bíblia e opondo-se à crença dos cristãos de sua época, assim também hoje todos os ramos da Ciência garantem que a homossexualidade é um comportamento normal, saudável e tão digno moralmente como a orientação sexual da maioria das pessoas. Negar esta evidência científica é repetir a mesma ignorância intolerante do Papa que condenou Galileu. Não devemos temer a verdade que liberta, pois o próprio Jesus nos mandou imitar “o escriba instruído nas coisas do Reino dos Céus, que como um pai de família, tira de seu tesouro coisas novas e velhas” (Mateus, 13:52). Mesmo que o Papa ou os pastores continuem a negar os direitos humanos dos gays e lésbicas, mesmo que cristãos ignorantes continuem a repetir as ultrapassadas abominações do Velho Testamento, para os verdadeiros crentes o que vale é o exemplo do Filho de Deus, Jesus Cristo, que nunca condenou a prática da homossexualidade. “E conhecereis a verdade, a verdade vos libertará!” (João, 8:32).
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