JÓ 1.5 – A PRÁTICA DE JÓ
OFERECER SACRIFÍCIOS POR SEUS FILHOS DÁ SUPORTE ÀS INDULGÊNCIAS?
Sucedia, pois, que, decorrido o
turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia
holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura
pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó
continuamente. Jó 1:5
Jó declara que oferecia sacrifícios em favor de seus filhos. Os católicos citam esta passagem para sustentar o
ensino referente ao “tesouro dos méritos”, através do qual uma pessoa pode obter a expiação de seus pecados através de outra, eliminando as consequências do purgatório.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esta passagem não apoia a doutrina católica do “tesouro
dos méritos” existentes no céu. Não existe no texto qualquer menção a respeito
de tal tesouro. Em nenhum lugar a passagem diz que Deus aceitou um ato tão
solícito de Jó a favor de seus filhos. A passagem é descritiva, e não prescritiva,
informando-nos o que Jó fez, e não se isso deveria ou não ser feito. Podemos
ver essa verdade através do registro do que disseram os amigos de Jó, que
expressava uma situação meramente descritiva, e não exprimiam realmente o
pensamento de Deus (Jó 42.7).
O intento da passagem é
nos mostrar o quão justo era Jó (Jó 1.1), e não se é possível fazer qualquer
expiação por pecados de outras pessoas. Certamente Deus ouve as orações de uma
pessoa justa (Jó 42.8; Tg. 5.16), mas isso de maneira alguma implica que possam
ajudar a expiar os pecados de outra pessoa. A virtude de um ser humano não é
transferível a outro. As Escrituras declaram que “a justiça do justo ficará sobre ele” (Ez.
18.20).
Mesmo que os atos de uma pessoa justa, como Jó, fossem de
algum modo eficazes em favor de sua família ou amigos na terra, de maneira
alguma dariam suporte à crença católica de que o mesmo é eficaz para os que já
partiram. Jó o fez em favor dos vivos e não dos mortos! Portanto, o apelo
católico a esse texto como apoio à ideia do “tesouro de méritos” beneficiar as
almas no purgatório é sem fundamento.
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Fonte: Resposta Às Seitas, Norman L. Geisler e Ron
Rhodes, CPAD, 2000 – Texto compilado e adaptado pelo Pr. Edison Miranda da
Silva. Bíblia Apologética, ICP, 2000.
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