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domingo, 19 de abril de 2026

Islã – Quando mentir é uma teologia!

 

No islamismo existe um conceito frequentemente discutido chamado Taqiyya (árabe: taqiyyah), que significa dissimulação ou ocultação da fé para proteção ou benefício da religião. Em certas correntes, especialmente no islamismo xiita, essa prática foi desenvolvida historicamente como forma de preservar a vida ou proteger a comunidade em contextos de perseguição. Entretanto, alguns intérpretes ampliaram essa ideia para justificar dissimulação estratégica em benefício da causa islâmica.

 

Abaixo estão referências textuais frequentemente citadas nesse

debate.


1. Alcorão – Permissão para ocultar a fé sob coerção

Um dos textos mais citados é:

Qur’an – Surata 16:106

“Quem renegar Allah depois de ter crido — exceto quem for compelido enquanto seu coração permanece firme na fé — mas aqueles que abrem o peito para a descrença, sobre eles cairá a ira de Allah.”

Esse versículo é interpretado por exegetas islâmicos como autorização para negar ou ocultar a fé externamente em situações de perigo.

 

Outro texto:

Alcorão 3:28

“Que os crentes não tomem os incrédulos por aliados em vez dos crentes; quem fizer isso nada terá com Allah, a menos que seja para vos proteger deles (tuqatan).”

 

A palavra árabe tuqatan é frequentemente associada à raiz de taqiyya.


2. Hadith e literatura islâmica

Na literatura de tradição islâmica (Hadith), existe a ideia de que mentir pode ser permitido em certas circunstâncias.

 

Exemplo clássico:

Sahih Muslim 2605

“Não é considerado mentiroso aquele que reconcilia pessoas dizendo algo bom ou transmitindo algo bom.”


Outro hadith frequentemente citado:


Sahih Muslim 2605 (variações) menciona que a mentira pode ser tolerada em três situações:

1 - Na guerra

2 - Para reconciliar pessoas

3 - Entre marido e esposa para manter a harmonia

No contexto de guerra ou conflito, isso tem sido interpretado como permissão para estratégia e engano contra inimigos.


3. Tradição Xiita sobre Taqiyya

Entre os xiitas, vários escritos clássicos reforçam a importância dessa prática.

Exemplo:

Ja’far al-Sadiq (imã xiita do século VIII) teria dito em tradições registradas:


“A taqiyya é minha religião e a religião de meus antepassados; quem não pratica taqiyya não tem fé.”

Essa frase aparece em obras xiitas como:

- Al-Kafi


4. Interpretação acadêmica

Acadêmicos de estudos islâmicos geralmente explicam que:

- Originalmente, a taqiyya estava ligada à sobrevivência em perseguição (principalmente dos xiitas sob governos sunitas).

- Não significa uma licença universal para mentir.

- Porém, em contextos de conflito religioso ou político, alguns movimentos ou pregadores  interpretaram o conceito de forma mais ampla, incluindo dissimulação estratégica.


Resumo

Há três bases usadas para essa ideia:

1 -Alcorão 16:106 e 3:28 — ocultar a fé sob ameaça.

2 - Hadiths (Sahih Muslim) — mentira permitida em contextos específicos (guerra, reconciliação etc.).

3 - Doutrina xiita da Taqiyya — ocultação da verdade para proteger a religião ou os fiéis.


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