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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A salvação incompleta do Adventismo


Uma análise bíblica, histórica e documental do Juízo Investigativo.

Ellen Gould White (1827–1915), considerada profetisa pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, desenvolveu um sistema doutrinário no qual a obra expiatória de Cristo não foi plenamente concluída na cruz, sendo supostamente finalizada por meio do chamado Juízo Investigativo, iniciado no ano de 1844.


O ensino de Ellen G. White sobre a Expiação

Expiação iniciada na cruz, mas não concluída

Ellen G. White afirma que a cruz foi apenas o início da expiação, e não sua consumação. Segundo ela, Cristo teria entrado no Lugar Santíssimo do santuário celestial em 1844 para realizar a parte final da expiação.

Ela escreve:

“Nosso grande Sumo Sacerdote entrou no lugar santíssimo para efetuar a última parte de Sua obra — purificar o santuário” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 421, Casa Publicadora Brasileira).

E ainda:

“A obra da expiação não estava completa quando

Cristo ofereceu Sua vida no Calvário”
(Ellen G. White, Manuscript Releases, vol. 10, p. 157).

Essas afirmações são teologicamente devastadoras, pois negam a suficiência do sacrifício de Cristo na cruz. Tal ideia é uma das heresias mais luciféricas da cristandade!


O Juízo Investigativo e a expiação continuada

Definição adventista

Segundo Ellen G. White, em 22 de outubro de 1844:

 - Cristo teria iniciado um juízo celestial;

- Os registros dos crentes estariam sendo examinados;

- A expiação estaria sendo aplicada ou completada apenas aos que forem considerados dignos.

 

Ela afirma:

“Enquanto o juízo investigativo prossegue no céu, os pecados dos crentes arrependidos estão sendo removidos do santuário” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 483).

E também:

“Cristo entrou no lugar santíssimo… para realizar a obra final da expiação, preparatória para Sua vinda”
(Ellen G. White, Christ in His Sanctuary, p. 95).

 

Confronto direto com o ensino bíblico

A Bíblia afirma expiação completa e definitiva

A Escritura ensina de forma inequívoca que a obra expiatória foi concluída de maneira plena e final na cruz:

 

 - “Está consumado” (João 19:30)

- “Tendo feito por si mesmo a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade” (Hebreus 1:3)

 - “Com uma única oferta aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hebreus 10:14)

- “Entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, havendo efetuado eterna redenção” (Hebreus 9:12)

O autor de Hebreus é explícito ao afirmar que não existe qualquer expiação posterior, nem processo investigativo complementar.

 

Implicações heréticas da doutrina de White

Negação prática da obra consumada de Cristo

Ao afirmar que a expiação continua após a cruz, Ellen G. White:

- Nega a suficiência do sangue de Cristo;

- Introduz uma expiação progressiva;

- Substitui a certeza da salvação por um sistema de incerteza e medo.

O CACP corretamente afirma:

“O Juízo Investigativo transforma a cruz em um evento provisório e a salvação em algo condicional e instável” (CACP, Juízo Investigativo — Um Juízo Condenatório, cacp.app.br).

 

Salvação condicionada ao comportamento humano

White ensina que, durante o Juízo Investigativo, mesmo depois das suas mortes em Cristo, os nomes podem ser apagados do Livro da Vida, dependendo da conduta do crente:

“Os nomes dos que não vencerem serão apagados do livro da vida” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 71).

Isso resulta em:

- Salvação dependente de obras;

- Mérito humano no juízo;

- Negação prática da justificação pela fé.

 

Isso contradiz diretamente:

- Efésios 2:8–9

- Romanos 5:1

- Romanos 8:1

 

Dependência de revelação extra-bíblica

A doutrina do Juízo Investigativo não existiu na Igreja durante os primeiros 1800 anos. Ela surgiu para justificar o fracasso profético do movimento milerita em 1844.

O próprio adventismo reconhece que:

- A doutrina depende da autoridade profética de Ellen G. White;

- Não pode ser sustentada exclusivamente pela Bíblia.

(Fontes históricas: George Knight, A Brief History of Seventh-day Adventists, Review and Herald; White Estate, Investigative Judgment, egwwritings.org).

 

Conclusão apologética

À luz:

- Das Escrituras;

- Da teologia cristã histórica;

- Das próprias declarações de Ellen G. White;

 

Conclui-se que:

 A Bíblia ensina expiação completa, perfeita e definitiva na cruz


Ellen G. White ensina expiação progressiva e incompleta


O Juízo Investigativo é uma doutrina sem base bíblica clara


Trata-se de uma heresia soteriológica, pois altera o fundamento da salvação

 

Portanto, o ensino de Ellen G. White sobre a expiação e o Juízo Investigativo não é apenas um erro secundário, mas um ataque direto ao coração do Evangelho.

 

Fontes (todas primárias e verificáveis)

 - Ellen G. White, O Grande Conflito, CPB

- Ellen G. White, Primeiros Escritos, CPB

- Ellen G. White, Christ in His Sanctuary, Review and Herald

- Ellen G. White, Manuscript Releases, White Estate

- White Estate, Investigative Judgment, egwwritings.org

- CACP, Ellen G. White e a expiação incompleta, cacp.app.br

- CACP, Juízo Investigativo — Um Juízo Condenatório, cacp.app.br

- Bíblia Sagrada, João, Romanos, Hebreus, Efésios


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