Deus. Nunca se discutiu tanto sua existência. Livros,
apostilas, palestras, congressos, simpósios, cabe tudo no combate à existência
de Deus. Acabo de ler “Deus – Um Delírio”, do biólogo Richard Dawkins. Ele
pesquisou durante muitos anos a existência de Deus. Aliás, o título do livro,
que grafa Deus com “D” maiúsculo, já é um indicativo positivo de sua incerteza
sobre a não existência de Deus.
Como cristão convicto, gostei muito da obra de Dawkins.
Afinal, ele me fez ser mais cristão do que era. Fico interessado na literatura
ateísta. Nela, encontro respostas que me convencem cada dia mais sobre a
existência de Deus. É uma espécie de remédio que causa efeito contrário.
Numa era em que o chamado “orgulho ateu” se espande e
atinge mentes que outrora eram teístas, é muito importante a discussão no sentido contrário. Os ateus têm, em geral, argumentos carregados de um doutrinamento metafísico que chega a ser enfadonha uma leitura mais detalhada.Dawkins, do fundo de seu intelecto tenta, à toda prova
mostrar que suas teses se confirmam nas chamadas desavenças mentais, típicas,
na sua versão, dos “crentes” fervorosos. Diz ele, a religião é a prova da
irracionalidade. Crer em Deus, na concepção de Dawkins, é algo que denota falta
de inteligência, absoluta ignorância. Concordo, em parte, com o biólogo. Claro
que toda fé sem propósito, sem uma lógica, baseada em sentimentos provocados,
deve ser combatida.
Mas, em se tratando de ateísmo, tem algo que me fascina.
Fico impressionado como os ateus lutam, brigam, discutem, se esforçam para
provar que Deus não existe. Uma luta homérica se trava desde as civilizações
mais remotas.
Nos tempos do Pentateuco, essa discussão já era presente.
Sabemos pela bíblia que vários deuses foram criados e adorados. Haviam guerras
de deuses. A mitologia é rica em deuses. Porém, há um Deus que subsiste a todas
as guerras e discussões. Há um Deus que supera todas as discussões, todos os
desafios. É exatamente este Deus, que os cientistas, os ateus e os incrédulos de
forma geral querem desbancar.
O texto ateísta como disse, nos leva a crer cada vez mais
na potência e onipotência deste Deus. Tais textos são recheados de
questionamentos absurdos e contraditórios. Dawkins se indigna com a fé cristã
ou muçulmana. Ele escreve em 528 páginas argumentos que não se sustentam. Mais
do isso, tais argumentos são derrubados pela própria disposição de Dawkins em
escrever a obra. Ele, a exemplo de outros ateus, mantém a discussão sobre a
inexistência de Deus, manifestando verdadeira contrariedade pela existência
deste Ser.
Recentemente, lendo um jornal me deparei com um artigo
assinado por Henrique César Pinheiro. Para variar, Henrique, em seu artigo
contestava a existência de Deus. Ele deixava claro, que crê na existência do
céu. Ele diz: “Por minhas observações para o céu irão poucos”. Ora, crer no céu
e descrer na existência de Deus, com certeza, não é coerente. Mas, o simples
fato de crer na existência de um céu, com certeza irá levá-lo a crer no Dono do
céu.
O que chama a atenção, e
me faz crer ainda mais, em Deus, é o fato de haver tanta discussão em torno
dEle. Ninguém, em sã consciência, racional (como dizem ser os ateus) discute
algo que não exista. Seria ilógico e irracional perdermos anos de pesquisas
para discutirmos algo que não existisse. Se a não existência de Deus fosse uma
realidade, logo não precisaríamos discutir o assunto.
*Por: Jair Viana
*É jornalista e radialista em São José do Rio Preto – SP
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