Uma Reflexão Crítica
Em defesa da eleição incondicional, alguns calvinistas recorrem a analogias para ilustrar a soberania de Deus na escolha de quem será salvo. Uma das analogias mais usadas é a da “lixeira”, que descreve a humanidade como lixo merecedor de estar na condenação. A analogia sugere:
“Uma lixeira cheia de lixo. O lixo merece estar na lixeira. Qual é o problema se eu quiser pegar alguma coisa da lixeira para restaurar e deixar o resto lá? O lixo não merece estar lá? Mesmo assim é Deus. Deus escolhe salvar quem ele quiser e deixar o resto condenado. Não há problema nenhum na doutrina da eleição incondicional, e a analogia da lixeira representa bem ela.”
Essa metáfora, embora possa parecer simples, contém diversas implicações problemáticas teológicas, lógicas e éticas, que merecem ser analisadas. Neste artigo, abordaremos esses problemas e questionaremos se essa analogia realmente representa o