SEJA BEM VINDO EM NOME DE JESUS.

Mostrando postagens com marcador Elias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Elias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Algumas distorções que te ensinaram da Escritura Sagrada


( I, II ) Pedro e ( I, II, III ) João é correto dizer “a” ou “de”

A Escritura Sagrada no Novo Testamento tem 27 livros escritos por autores diferentes, que estão divididos assim, “4 evangelhos, 1 livro histórico, 21 epístolas e 1 profético”. Neste artigo vou falar sobre as epístolas dos apóstolos Pedro e João. Vejo as pessoas se referindo a essas epístolas de forma incorreta, quando dizendo, “a Pedro” ou “a João”. Antes de entrar neste assunto vejamos como foi definido no Cânon Bíblico para os 4 evangelho, usaram o nome dos autores da carta, “Mateus, Marcos, Lucas e João”. Quando referimos aos evangelhos, dizemos, simplesmente o nome do autor ou “evangelho de”. O livro de Tiago, foi escrito por ele mesmo, não foi direcionado a alguém, também usamos como nos 4 evangelhos, usamos o nome do escritor. Vou citar algumas cartas escritas por

terça-feira, 25 de maio de 2021

João Batista e Elias

 

O Espiritismo tem usado alguns textos bíblicos sobre João Batista e Elias, como prova de que a reencarnação faz parte das doutrinas cristãs.   Embora o tema já por diversas vezes tenha sido abordado, em matérias diversas, julguei conveniente tratá-lo separadamente.

Os principais textos bíblicos em torno do assunto são os seguintes:

(a) “Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor” (Malaquias 4.5).

(b) “E, se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que havia de vir” (Mateus 11.14).

(c) “Os discípulos O interrogavam: Por que dizem, pois, os escribas que é mister que Elias venha primeiro? Jesus lhe respondeu: Certamente Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim, farão eles também padecer o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara a respeito de João Batista”. (Mateus 17.10-13).

(d) “Pois [João Batista] será grande diante do Senhor…será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe; e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos…” (Lc 1.15-17).

Em muitos casos a Bíblia se explica a si mesma. Quando algumas passagens se apresentam como de difícil entendimento, devemos buscar auxílio na própria Bíblia. Em primeiro lugar, consideremos que Jesus, na qualidade de Deus Filho, participou da inspiração da Escritura. Vejamos: (a) “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Tm 3.16-17). (b) “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58). Aqui Jesus falou de Sua eternidade, de Sua existência que não teve começo nem terá fim, da Sua condição de Ser não criado, mas Criador. Sua preexistência absoluta significa igualdade com Deus. Os judeus compreenderam tão bem essa declaração de eternidade, que ficaram enfurecidos e tentaram apedrejar Jesus (Jo 8.59). A mesma expressão lemos em Êxodo 3.14,15, quando Deus fala de Sua eternidade a Moisés. Essas considerações introdutórias ao exame do caso Elias/João Batista, por si, já criam dificuldades aos kardecistas “cristãos” que rejeitam a divindade de Jesus. Em razão disso, precisamos admitir que a Bíblia não pode contradizer-se, por exemplo, dizer em Hebreus 9.27 que o homem morre apenas uma vez, e depois dizer que João Batista é a reencarnação de Elias. O “Eu Sou”, que existiu antes de Abraão, permeia toda a Escritura, faz parte dela, participou da elaboração de cada doutrina, cada ensino, cada profecia.

Primeiro – Comecemos Lucas 1.15-17. Ali, de maneira alguma se lê que João Batista seria uma reencarnação de Elias. Não se encontra nessa passagem qualquer confirmação da esdrúxula tese reencarnacionista. Nem direta, nem indiretamente, o anjo Gabriel declara que Elias reencarnaria em João, mas que este teria virtudes idênticas às daquele; desenvolveria um ministério muito semelhante ao de Elias em termos de perseguição, de garra, de ousadia, de consagração, unção e poder.   Comparemos: (a) como iniciaram seus ministérios (1 Rs 17.1 – Mt 3.1); (b) forma ousada de repreender uma autoridade: Elias repreendeu a Acabe (1 Rs 18.17-18); João, a Herodes (Mt 14.3-4); (c) Elias foi perseguido por Jezabel (1 Rs 19.2-3); João Batista, por Herodias (Mt 14.6-8); os dois viviam de forma austera e discreta.

Segundo – Quando Jesus falou “Elias já veio” (Mt 17.12) e “ele é o Elias que havia de vir” (Mt 11.14), estava em suma dizendo que Elias não ressuscitara como todos esperavam, mas que João Batista desempenhara o papel de precursor do Messias, com a mesma coragem, virtude e espírito de Elias. Com estas palavras, Jesus confirmava Lucas 1.17.   Situação análoga vamos encontrar   em 1 Reis 2.15, assim: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu”. Esta declaração foi proferida pouco tempo depois de Elias ter sido arrebatado ao céu num redemoinho (v.11). Pode-se interpretar de forma literal essa passagem? Não. Não se tratava de reencarnação porque Eliseu já possuía o seu desencarnado nele encarnado, se fosse o caso. Os dois viveram numa mesma época. Um não podia ser encarnação do outro; não se trata de possessão mediúnica, ou seja, Eliseu não havia incorporado o espírito de Elias, por óbvias e irrefutáveis razões.

Terceiro – Ainda em nossos dias usamos esse estilo de expressão: – Nunca mais surgirá um Rui Barbosa. – O Ronaldinho é um verdadeiro Pelé. São termos comparativos. – Se acreditais na vinda de um Elias, “e, se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que havia de vir” (Mateus 11.14). Por suas mensagens vibrantes e seu corajoso desempenho diante de situações difíceis, Elias tornou-se símbolo dos profetas. Moisés, por exemplo, era símbolo da Lei (Lc 16.31). As profecias sobre a vinda de Elias não se contradizem. Muito pelo contrário. Vejam: Malaquias 4.5: “Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; e converterei o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição”. Lucas 1.15-17: “Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto”. Logo, as profecias da vinda de Elias se cumpriram em João Batista. Portanto, Elias veio na pessoa de João Batista. É esta a real interpretação de Mateus 11.14 e 17.10-13.

Quarto – O francês Hippolyte Leon Denizart Rivail soube ser ele a reencarnação dum poeta celta chamado Allan Kardec. Ora, se a crença da reencarnação fosse assim tão difundida e aceita; se Jesus fosse um médium, como diz o kardecismo; se vivessem os apóstolos nesse clima de experiências espirituais, João Batista, como aconteceu com Kardec, seria o primeiro a saber que ele não era ele mesmo. Mas vejam: “Perguntaram-lhe [a João Batista]: Então quem és? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Não”. E como insistissem para saber quem ele era, respondeu com as palavras do profeta Isaías: “Eu sou a voz do que clama no deserto. Endireitai o caminho do Senhor. Perguntaram-lhe: Então por que batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está alguém que não conheceis. Este é aquele que vem após mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias” (João 1.21-27). João responde aos kardecistas: EU NÃO SOU ELIAS. João era bastante sincero e firme em suas declarações. Se ele realmente tivesse dúvidas ou não soubesse, certamente responderia: EU NÃO SEI SE SOU ELIAS. Ora, um profeta que anuncia a vinda de um Salvador até então desconhecido (“alguém que não conheceis”); que teve a humildade de sair de cena no momento em que Jesus iniciou seu ministério (Jo 3.30); que conhecia a missão que lhe fora confiada, a de preparar os corações para receber as Boas Novas (Is 40.3), um profeta assim cheio do Espírito Santo (Lc 1.15) só poderia responder com absoluta convicção. Devemos crer nas suas palavras, ou seja, ele não era nem nunca foi Elias. Poderíamos parar por aqui, mas vamos prosseguir.

Quinto – Por ocasião da transfiguração de Jesus, quando apareceram Moisés e Elias (Mt 17.3) João Batista já havia morrido, pois fora decapitado por ordem de Herodes (Mt 14.10). Ora, João era quem deveria aparecer ali, e não Elias, segundo a tese reencarnacionista. Na questão 150 do Livro dos Espíritos lê-se que a alma “tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que REPRESENTA A APARÊNCIA DE SUA ÚLTIMA REENCARNAÇÃO” (o realce é meu). Então, a última aparência daquela alma, que em determinado momento recebeu um corpo humano e se chamou Elias, seria a de João Batista. O que significa dizer que os próprios “espíritos” de Kardec fazem coro com João Batista: ele não era Elias. Eu concordo.

Sexto – A teoria da reencarnação fundamenta-se no ciclo “morrer-renascer-morrer”, ou seja, sucessivas mortes e sucessivos renascimentos. No monumento sobre o túmulo de Allan Kardec, no cemitério de Pére Lachaise, em Paris, está escrito: “Nascer, morrer, renascer ainda é progredir sempre: esta é a lei”. Para um espírito retornar à vida corpórea, é preciso que tenha desencarnado, isto é, que o corpo haja descido ao pó, exceção somente admitida no caso da primeira encarnação, no estado em que a alma é “simples e ignorante” – tudo isso conforme a doutrina kardecista. Como Elias não morreu, mas foi trasladado ao céu (2 Rs 2.11), não há como os kardecistas admitirem que ele tenha reencarnado em João Batista. Seria um contrassenso. Alegar que a história da trasladação de Elias não merece crédito, não convence, porquanto o kardecismo usa a Bíblia na busca de apoio às suas doutrinas. Seria outro contrassenso.

Pastor Airton Evangelista da Costa



domingo, 28 de fevereiro de 2021

Algumas distorções que te ensinaram da Escritura Sagrada


( I, II ) Pedro e ( I, II, III ) João é correto dizer “a” ou “de”

A Escritura Sagrada no Novo Testamento tem 27 livros escritos por autores diferentes, que estão divididos assim, “4 evangelhos, 1 livro histórico, 21 epístolas e 1 profético”. Neste artigo vou falar sobre as epístolas dos apóstolos Pedro e João. Vejo as pessoas se referindo a essas epístolas de forma incorreta, quando dizendo, “a Pedro” ou “a João”. Antes de entrar neste assunto vejamos como foi definido no Cânon Bíblico para os 4 evangelho, usaram o nome dos autores da carta, “Mateus, Marcos, Lucas e João”. Quando referimos aos evangelhos, dizemos, simplesmente o nome do autor ou “evangelho de”. O livro de Tiago, foi escrito por ele mesmo, não foi direcionado a alguém, também usamos como nos 4 evangelhos, usamos o nome do escritor. Vou citar algumas cartas escritas por Paulo, I e II Coríntios , Gálatas (Galácia), Filipenses (Filipos) I e II Timóteo  e Tito, todas essas tinha um destino certo, por isso usamos,  “a” igreja de Corinto, “a” um conjunto de igrejas da Galácia, “aos” Filipenses, “a” Timóteo e “a” Tito.

As cartas de I e II de Pedro, I,II e III de João, as pessoas tem usado a expressão errada, “a Pedro” ou “a João”. Como já relatado acima nas cartas do apostolo Paulo nelas tinha um destinatário, quando falamos destas cartas, temos que usar “a”, “aos”.  Ao referirmos a Pedro e João não podemos usar as mesmas expressões usados para as cartas de Paulo, estas cartas não foram destinadas a alguém, por isso não podemos usar “a Pedro”  ou “a João”.  Usando “a Pedro”  ou “a João” estaremos dizendo que Pedro e João escreveu as cartas direcionada a eles mesmo, isso não é cabível. O correto é dizer Primeiro “de” Pedro,  Segundo “de” João e assim com as outras deles.

Por tudo isso exposto acima, peço-te, que a partir de agora quando for citar as cartas de Pedro e João use corretamente “de” e não”a”.


Elias foi arrebatado em uma carruagem de fogo?

Quanto a Elias, é dito que ele foi arrebatado aos céus em uma carruagem de fogo, mas não é isso que costa na Escritura Sagrada. Em II Reis 2:11  “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” Veja que o texto diz que a carruagem (carro) veio para separar os dois. Leia versículos anteriores a este e vera que Eliseu sempre dizia a Elias, que não separaria dele por nada. Nos versículos 8 e 9 diz “ 8 - Então Elias tomou a sua capa e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. 9 - Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.” Então Deus usou este carro para separa um do outro, porque Eliseu não separava de Elias, neste momento Elias subiu no redemoinho como consta na Escritura Sagrada.


Tudo posso Naquele que me fortalece.

Outra expressão que tem me incomodado muito quando as pessoas dizem “tudo posso Naquele que me fortalece”. Em Filipenses “4:11- Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. 12 - Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. 13 - Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” Veja que nos versículos acima Paulo fala dos sofrimentos que ele passou e passa na sua caminhada em pregar a Palavra de Deus. Hoje em dia os pregadores não pregam como esta na Escritura Sagrada. É ensinado que podemos tudo em Deus, ou seja, somente que conseguiremos as melhores coisas deste mundo, menos o sofrimento como Paulo citou nos versículos. Paulo apesar de passar por tudo isso ele diz sem sofrimento que ele pode tudo em Deus, assim também temos que fazer, nos alegrar nos momentos de sofrimento e dizer “tudo posso Naquele que me fortalece” como consta na Escritura Sagrada.


Judas foi enforcado ou não.

Antes de responder esta duvida que deve ter surgido agora para você, vamos entender algumas coisas antes. Um costume antigo e muito comum até hoje, quando uma pessoa quer acabar com sua vida, buscam o mais fácil de fazer, o enforcamento. Agora vamos para a Escritura Sagrada para ver que sempre isso foi usado, vejamos em alguns versículos, “II Samuel 21:9 E os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o SENHOR; e caíram estes sete juntamente; e foram mortos nos dias da sega, nos dias primeiros, no princípio da sega das cevadas. Ester 7:10  Enforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou. Ester 9:14  Então disse o rei que assim se fizesse; e publicou-se um edito em Susã, e enforcaram os dez filhos de Hamã. Em Mateus 27: 5  E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.” Aqui é relatado por Mateus que Judas foi enforcar, pois isso é o costume da época como relatado acima nos versículos.

Antes de entrar se Judas enforcou ou não, vamos analisar uma passagem da Escritura Sagrada que está em Marcos 5:13 “E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar.” Quero focar na palavra “precipitou”, vamos entende o significado de “precipitar” no dicionário, que diz “jogar(-se) de cima para baixo; despenhar(-se), lançar(-se).”  Agora vamos entender se Judas realmente se enforcou ou não, em Atos 1 diz “15 - E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse: 16 - Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus; 17 - Porque foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério. 18 - Ora, este adquiriu um campo com o galardão da iniquidade; e, precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.” Veja que no versículo 18 diz, Judas “precipitando-se”, então Judas não enforcou, ele se atirou de um precipício, certo?. Caso você ainda não aceita, deixo uma pergunta para sua reflexão, você já viu o ouviu alguém dizer que uma pessoa ao se enforcar fica neste estado que Judas ficou “rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram” como consta no versículo 18?

Conclusão

Espero que todas as explicações citadas acima possam te ajudar entender melhor as passagens Bíblicas como também passar a usa-las corretamente. Peço a Deus que possa abrir cada vez mais o seu entendimento da Escritura Sagrada. Jesus te abençoe.

Escrito por Roberto Wagner


domingo, 21 de fevereiro de 2021

Algumas questões sobre a Transfiguração no monte

 

Jesus se transfigura diante de Pedro, Tiago e João no monte — Jesus cura um lunático, fala de Sua morte que se aproxima e paga os tributos de uma forma milagrosa.

Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, e Tiago, e João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,

E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.

E estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E eis que uma voz da nuvem disse: Este é o meu amado Filho, em quem Me comprazo; escutai-o.

E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto, e tiveram grande medo.

E Jesus, aproximando-se, tocou-os, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo.

E erguendo eles os olhos, a ninguém viram senão unicamente a Jesus.

E descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem seja ressuscitado dos mortos.

Temos três concepções dessa passagem de Mateus 17.1-9:

A primeira (mais aceita pela maioria dos teólogos), acredita que realmente a visão foi real, tendo ali Jesus se transfigurado aparecendo Moisés e Elias – sendo que Elias apareceu com seu corpo físico (II Rs 2.11) e Moisés em forma espiritual, pois o mesmo havia morrido em Dt 34.5,6.

Aqui uns acreditam que foram Moisés e Elias que vieram e outros acreditam que Jesus quem foi ao mundo espiritual, ou seja, uma janela espiritual se abriu e Jesus vai ao mundo espiritual.

A segunda, acredita que foi apenas uma visão (horama), ou seja, a ideia era uma pedagógica, mostrando assim a glória de Jesus. Moisés e Elias não teriam aparecido literalmente ali, mas apenas as suas imagens como figura para que ambos apontassem para Jesus.

A terceira, ensina que realmente Moisés e Elias apareceram, ambos com corpos glorificados, ou seja, ensinam que já houve uma ressurreição e Moisés teria sido o primeiro dentre os mortos ressurretos para nunca mais morrer.

O QUE É COMUM EM TODAS AS VISÕES:

Todas as concepções acreditam que a ideia era apontar para Jesus, sendo que Moisés representaria a Lei e Elias, os profetas. Então, Jesus seria a consumação de tudo, da Lei e dos profetas.