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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Calvinismo versus Arminianismo


O termo Calvinismo é dado ao sistema teológico defendido por João Calvino (1509-1564). Seu sistema de interpretação bíblica pode ser resumido em cinco pontos, conhecidos como “os 5 pontos do Calvinismo” (TULIP em inglês):

1 – Total Depravity (Depravação total) – Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais;

2 – Unconditional Election (Eleição incondicional) – Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito, obra ou fé prevista neles;

3 – Limited Atonement (Expiação limitada) – Jesus Cristo morreu na cruz para pagar o preço do resgate somente dos eleitos;

4 – Irresistible Grace – (Graça Irresistível) – A Graça de Deus é irresistível para os eleitos, isto é, o Espírito Santo acaba convencendo e infundindo a fé salvadora neles;

5 – Perseverance of Saints (Perseverança dos Santos) – Todos os eleitos vão perseverar na

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Soberania Divina e Responsabilidade Humana

 

A relação entre a soberania divina e a responsabilidade humana pelo pecado é um tema de intenso debate na teologia cristã, especialmente no Calvinismo. R.C. Sproul, um dos mais respeitados apologistas calvinistas, defende em seu livro Eleitos de Deus que Deus preordenou todos os eventos, inclusive o pecado, e que a permissão divina para o mal é, em certo sentido, “boa”. Contudo, esse ponto de vista enfrenta críticas consideráveis de teólogos e filósofos cristãos como William Lane Craig, que argumentam que essa perspectiva transforma Deus em autor do pecado e levanta dúvidas quanto à responsabilidade humana.

Este artigo examina essa questão à luz das Escrituras, baseando-se nas afirmações de Sproul e na crítica de Craig, e explora se o

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Livre-Arbítrio, Ateísmo e Calvinismo: Uma análise crítica

  

A questão do livre-arbítrio tem sido objeto de debates intensos na filosofia, na teologia e no pensamento científico. As visões sobre o livre-arbítrio frequentemente colidem com correntes de pensamento como o ateísmo materialista, que nega a existência de uma mente imaterial, e o calvinismo rígido, que defende a predestinação absoluta. Em ambos os casos, surgem questionamentos sobre a liberdade humana e a responsabilidade moral. Este artigo examina as implicações do livre-arbítrio a partir da perspectiva teológica e filosófica, argumentando que a ausência de livre-arbítrio levaria a contradições profundas no que se refere ao amor, ao mal e à verdade.

1. O Livre-Arbítrio e o Amor

A crença no livre-arbítrio está diretamente ligada à possibilidade do amor genuíno. Sem liberdade para escolher, o amor seria forçado ou programado, o que o esvaziaria de significado. O amor, por sua natureza, requer uma escolha voluntária. Se não houvesse liberdade, o mandamento de Deus para que amemos uns aos outros seria contraditório. O amor só pode ser

sábado, 17 de fevereiro de 2024

FACTS: Os cinco pontos do Arminiano



Embora a famosa expressão “os cinco pontos do arminianismo” tenha a ver com Jacó Armínio, ela só surgiu depois da morte desse exímio teólogo através de um documento que levou o nome de Remonstrância escrito por “quarenta e seis ministros e leigos holandeses respeitados”1 chamados de Remonstrantes. Nesse documento, havia e há, 5 artigos que, fizeram e fazem, oposição aos ensinos do teólogo francês João Calvino (o sistematizador da doutrina Calvinista), contidos, por exemplo, nas Institutas da Religião. Vejamos:

Art. I

Que Deus, por um decreto eterno e imutável em Cristo, antes que o mundo existisse, determinou eleger para a vida eterna, dentre a raça caída e pecadora, aqueles que,

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

A doutrina da Eleição

 

Existem duas visões principais sobre o que a Bíblia ensina acerca do conceito de eleição para salvação: se ela é condicional ou incondicional. A eleição ser incondicional significa que a escolha de Deus por aqueles que ele salvará não tem nada a ver com eles, que não foi nada sobre eles que contribui para a decisão de Deus em escolhê-los, o que parece tornar a escolha por Deus de qualquer indivíduo em detrimento de qualquer outro arbitrária. Isto também implica reprovação incondicional e arbitrária, a escolha por Deus de não salvar certos indivíduos mas daná-los pelos seus pecados por razão nenhuma a ver com eles, o que parece contradizer o espírito de numerosas passagens que enfatizam o pecado humano como razão para divina condenação bem como o

domingo, 17 de dezembro de 2023

Arminianos, versículos que todos deveriam saber

 

Versículos que demonstram a Eleição Condicional

Mateus 11: 28-30 – A salvação é um convite para aqueles que virão .

“Vinde a mim todos os que andais em trabalho e vos achais carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave, e o meu fardo leve.”

João 3:16

“Pois assim amou Deus ao mundo, que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.”

João 4:42

“e diziam à mulher: Não é mais pelas tuas palavras que nós cremos; mas porque nós mesmos temos