Bem, depois de tantas incoerências encontradas no
Kardecismo, certamente está claro que você não pode ser cristão e kardecista
simultaneamente. Não é possível crer na Bíblia e nos escritos de Kardec a um só
tempo. Ademais, creio que provei que o Kardecismo é sofismático. Mas talvez
você ainda tenha algumas dúvidas. Neste caso, não troque o certo pelo duvidoso.
Aos kardecistas e simpatizantes desse sistema infernal
que, porventura, esbocem alguma dúvida, creio que posso ajudar, sugerindo as
seguintes medidas:
A) É Preferível confiar no sangue de Jesus, a crer em reencarnação; já que, se de fato existe reencarnação, por ela passarei inevitavelmente, visto que eu não
preciso crer em coisa alguma para me reencarnar. O mesmo, porém, não se dá, segundo a Bíblia, com a salvação em Cristo. De acordo com o Cristianismo bíblico, se eu não me “esconder” sob o sangue de Jesus nesta vida, serei um eterno desgraçado no além. Logo, optar pelo sangue de Cristo é uma questão de inteligência;
B) Quando cremos em Cristo dentro dos moldes bíblicos
(isto é, que ele é Deus; que Seu sangue purifica de todo pecado; e que Seus
mandamentos estão contidos na infalível Bíblia), recebemos um gozo inexplicável
(1Pe. 1:8). Não seria isto o cumprimento da promessa que Jesus nos fez, de nos
dar outro Consolador (isto é, o Espírito Santo), se nEle crêssemos segundo as Escrituras? (Confere: Jo. 7:38-39; 14:
16). João Batista recebeu o Espírito Santo antes de nascer; e por isto saltou
de alegria no ventre de sua mãe (Lc.1:15,44).
Já que nós, os cristãos bíblicos, sentimos este gozo inexplicável, não seria
isto uma prova tangível de que o Cristianismo é real e verdadeiro e que nós,
cristãos bíblicos, estamos no Caminho certo?
C) Para cedermos nosso corpo a um espírito que se diz,
por exemplo, o da mãe de um consulente, teríamos que estar seguros de não
estarmos sendo enganados. E, como vimos em 9.5, Kardec reconheceu que não é
possível se certificar com precisão da identidade dos espíritos. Ora, se somarmos
as proibições bíblicas à prática da mediunidade, às incertezas espíritas,
porventura não chegamos ao resultado de que é preferível não nos envolvermos
com isso? Alguns ex-católicos e ex-“evangélicos” respondem que nada puderam
fazer, pois se tornaram médiuns antes de crerem na mediunidade. Os espíritos
simplesmente se incorporaram neles sem mais nem menos. Porém, nenhum cristão
verdadeiro passa por essa amarga experiência. Seja um cristão de fato e você
jamais receberá espírito de “defunto”.
D) Ora, como posso me emocionar diante de um espírito
que se diz o de minha falecida mãe, se o próprio kardecismo adverte que eu
posso estar sendo enganado? Com a Bíblia garantindo que “não é mamãe”, e Kardec dizendo que não sabe
se é ou não, será que não é mais prudente corrermos disso?
E) Não encontramos em toda a Bíblia nenhum servo de
Deus incorporando as almas dos mortos. Não é isto digno de nota? (Embora
saibamos, como já fiz constar em 2.2.2.,§ 5, que os kardecistas atribuem a
mediunidade, às manifestações do Espírito Santo e dos anjos. Vimos lá que
o jornal espírita, de junho de 1991 asseverou que “No dia de Pentecostes todos os apóstolos foram envolvidos pelos
espíritos, ocorrendo a maior sessão coletiva de manifestação mediúnica na
história religiosa do mundo…” [e que] “os… estudiosos irão descobrir que o Espírito Santo nada mais é
que a alma dos homens que se foram…”.).
F) O espírito de Moisés se comunicou com Jesus (Mt.
17:3). Os kardecistas se sevem disso para engrossar seus argumentos em defesa
da mediunidade. Todavia, esse argumento é pobre pelas seguintes razões:
a) Como Jesus é Senhor não só dos vivos, mas também
dos mortos (Rm 14:9), esse argumento é fraco. Os mortos, especialmente os
salvos, podem ter livre acesso a Cristo, já que são seus servos;
b) Nem tudo que Cristo fez e faz, nós podemos fazer
também. Por exemplo, Ele aceita adoração (Mt. 8:2; 28:9,17; Hb. 1:6). Somos nós
também dignos de sermos adorados?;
c) Mt 17.3 registra que Moisés falava com “Ele”, e não com “eles”. Logo, Tiago,
Pedro e João não participaram do diálogo. A conversa se deu entre Moisés, Elias
(este não pode ser citado como exemplo, visto não ter morrido [2 Rs 2]) e
Cristo;
d) Cristo não atuou como médium, isto é, como
intermediário entre os discípulos e o espírito de Moisés, transmitindo a
aqueles a mensagem deste;
e) Os apóstolos e todos os cristãos do Século I não
viram nisso nada que favoreça a prática da mediunidade. A prova disso é o fato
de que nunca os encontramos comunicando com os mortos. Em todo o Novo Testamento
(nos evangelhos, nos Atos dos Apóstolos, nas epístolas paulinas às igrejas, na
Epístola a Filemom, na Epístola aos Hebreus, nas epístolas pastorais, nas
epístolas gerais, e no Apocalipse) não encontramos nada que nos induza a crer
que os cultos da Igreja Primitiva eram sessões mediúnicas. Quando os cristãos
primitivos se reuniam, não se manifestavam entre eles os espíritos de Abel, de
Noé, de Isaías, de Sara, de Abraão, de Débora, etc. Logo, se os kardecista
estão certos, então os apóstolos foram negligentes; e, se os apóstolos não
foram negligentes, então os kardecistas estão exagerando. Pensem nestas coisas
os sinceros!
Extraído do livro O ESPIRITISMO KARDECISTA, E SUAS INCOERÊNCIAS – Pr. Joel Santana
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Graça e Paz de Cristo, será um prazer receber seu comentário. Jesus te abençoe.