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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Dificuldades na criação e educação dos filhos são males do século 21?


Super Nanny e outros especialistas orientam pais cristãos; Confira


                                                           Cris-Poli

Dar casa, comida, lazer, cuidados médicos, educação formal, apoio sentimental e orientação espiritual não são tarefas simples, mas fazem parte do processo de educar um filho. E, de acordo com especialistas, essas tarefas não são as únicas que os pais terão pela frente ao verem nascer uma criança.

O tempo escasso, as pressões da sociedade, necessidades particulares e outras exigências que a vida moderna impõe parecem conspirar para o surgimento de um relacionamento prejudicado entre pais e filhos.
O pastor e escritor Amauri Costa de Oliveira, autor do livro Arrume Sua Casa (Editora Betânia) e líder da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, MG, foi entrevistado pela revista Cristianismo Hoje sobre o tema.

Na publicação, Amauri Oliveira usa as dificuldades enfrentadas por Jacó na criação de seus filhos como pano de fundo para falar sobre problemas de relacionamento, crises emocionais, desvios morais, entre outros, e também para mostrar a importância da sabedoria na busca de soluções. “Não podemos negligenciar as obrigações da paternidade achando que Deus vai remendar nossas falhas, pois não vai mesmo”, alerta o pastor. “A definição de papéis dentro da família está ficando cada vez mais negligenciada. Se os pais não souberem quem são na vida de seus filhos, não saberão como educá-los no caminho cristão”, acrescenta.

Segundo Oliveira, muitos pais acreditam que os problemas se resolvem num passe de mágica e que o erro mais comum é “acreditar que levar os filhos para a igreja resolve todos os possíveis problemas”. “Deus não vai fazer o que é nossa obrigação. Levar os filhos para igreja é uma obrigação do pai cristão; viver o Evangelho em casa, ensinando os filhos no caminho em que devem andar, é outra coisa”, pontua.
O professor de teologia Claudio Ernani Ebert, pastor da Comunidade do Amor – Igreja Evangélica Livre e pós-graduado em terapia familiar optou por priorizar a família, em vez do ministério: “Eu e minha mulher compreendemos que não podíamos ser apenas amigos dos nossos filhos, mas pais presentes e ativos em seu desenvolvimento”, conta.

Pai de Jeison, 29 anos, dentista e pastor; Jeise, 27, professora de inglês e integrante do ministério de louvor da igreja; e Jamine, 20, coordenadora do trabalho com adolescentes, o pastor Ebert entendeu que seus filhos eram diferentes entre si, e adaptou o relacionamento entre eles conforme suas características: “Chamo a isso de discipulado dinâmico. A palavra que sempre me vinha à mente era investimento. Se investisse nos meus filhos, colheria resultados”, relata.

Para isso, Ebert revela que contou com a parceria da esposa: “Em conjunto, buscávamos a concordância na aplicação de limites e disciplina. Uma boa herança que pais podem dar aos filhos é o exemplo de um relacionamento romântico, estável e seguro”.

A professora Cris Poli, 67 anos, especialista conhecida através do programa Super Nanny, no SBT, é evangélica e congrega na Igreja Cristã da Flórida, em São Paulo. Mãe de três filhos e avó de cinco netos, a especialista diz que os pais precisam ter objetivos claros: “O que vejo hoje nos pais em geral, inclusive os evangélicos, é muita incerteza com relação ao que realmente querem para os filhos. Não sabem como agir, e isso os deixa muito confusos”, diz. “Para não entrar em conflito e não terem de ouvir choros, eles deixam os filhos fazerem o que querem, até o momento que não aguentam mais”, observa, apontando que a escolha pela solução mais imediata é equivocada.

A especialista resume seu ponto de vista sobre educação usando o texto de Provérbios 22.6 como base: “Ensinar o filho no caminho em que deve andar significa também impor limites, valores e princípios”, define.
Segundo o psicólogo Ageu Heringer Lisboa, membro do Conselho Consultivo do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC), os filhos vivem numa busca pelo exemplo, e se a fala não é coerente com a prática, surgem paradigmas: “As crianças, inicialmente, aprendem pela imitação. Desde pequenos, os filhos incorporam atitudes, hábitos, expressões verbais e emocionais e a visão de mundo daqueles que os criam”, explica.

Lisboa reitera, porém, que pais desequilibrados não significa sentença de vida desajustada para os filhos: “Aqueles que convivem com situações familiares adversas, como pais agressivos ou separados, não estão condenados ao fracasso existencial. Apenas terão de enfrentar mais obstáculos e encontrar outros recursos de crescimento. Junto a pessoas confiáveis e que proporcionam encorajamento, essas pessoas podem ter um apoio vital”, afirma, fazendo referência à vida em comunidade em igrejas, por exemplo, como forma de reparar danos.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+
 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

QUEM TEM BOCA “VAIA” ROMA?


Esta é uma lenda que tudo indica ser recente, fruto da sabichonice que corre solta na internet, mas isso não a impede de enganar um grande número de pessoas.

Naquele afã de corrigir o mundo que leva à disseminação de bobagens como “risco de morte” para substituir a tradicional locução “risco de vida” (leia mais sobre isso aqui), começou a circular há algum tempo a tese de que o provérbio “Quem tem boca vai a Roma” está simplesmente errado.

O correto seria, uau, “Quem tem boca vaia Roma”. É o que garantem, muitas vezes com cômica gravidade, sites amadorísticos como este:

Hoje, na nossa cultura, é comum vermos pessoas dizendo, equivocadamente: “Quem tem boca vai a Roma”. É um adágio que tem seus méritos. Valoriza as pessoas esforçadas e que não se envergonham de perguntar. Afinal, quem pergunta e questiona consegue ir aonde bem quiser. Todavia, não podemos deixar de dizer que a forma correta desse ditado é: “Quem tem boca vaia Roma”. É justamente isso que as pessoas faziam em relação aos “deslizes” dos imperadores e as formas de governo que definhavam o império: vaiavam Roma.
Em alguns desses textos, atribui-se indevidamente a tese da vaia ao professor de português Pasquale Cipro Neto. Este já a rejeitou com veemência, mas a sabichonice não esmorece tão facilmente.

Dito existente há séculos, “Quem tem boca vai a Roma” é registrado em numerosos dicionários portugueses e brasileiros. Apenas um exemplo: em seu “Dicionário de Provérbios”, Raimundo Magalhães Jr. afirma o seguinte:

O sentido desse provérbio é o de que não é difícil ir a um lugar longínquo e desconhecido pela primeira vez, quando não se tem acanhamento de pedir informações constantemente sobre o rumo a seguir.

Há dois caminhos para provar que se equivocam aqueles que, sem nenhuma base histórica, tentam corrigir o velho provérbio. O primeiro é um passeio até o português antigo, no qual encontramos esta variante: “Quem língua tem, a Roma vai e vem”. Como se vê, a vaia não tem vez aqui.

O segundo caminho nos afasta do português e nos põe diante de provérbios equivalentes em outros idiomas, todos com o mesmo sentido que Magalhães Jr. expõe acima. Por exemplo: o espanhol tem “Preguntando se va a Roma” e o francês, “Qui langue a, à Rome va”.

Fonte: Revista Veja (30-10-2013)
  

domingo, 24 de novembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

10 mandamentos para as redes sociais.


Pastor escreve os 10 mandamentos para as redes sociais.

Ed René Kivitz fala sobre a construção do perfil, o tipo de mensagens que devem ser passadas e os perigos de usar a rede para caluniar pessoas.

                       Pastor escreve os 10 mandamentos das redes sociais.

O pastor Ed René Kivitz escreveu em seu Facebook algumas regras para que cristãos utilizem melhor a web e principalmente as redes sociais.

O texto postado no dia 8 de novembro recebeu o nome de “Os dez [e alguns outros] mandamentos para o mundo virtual e as mídias sociais” e já foi compartilhado por mais de 2.800 pessoas.

Os mandamentos escritos pelo pastor da Igreja Batista da Água Branca ensinam logo de primeira que o mundo virtual não pode ser substituído pelo real e que a imagem passada nessas redes não pode ser “fake”, ou seja, falsa.

“Não manipularás as pessoas para que pensem de ti mais do que convém”, diz o terceiro mandamento pedindo que as pessoas construam uma identidade verdadeira e consciente no mundo virtual.

Entre as dicas, o pastor ensina que é necessário respeitar as barreiras da intimidade para não tornar público assuntos privados que deveriam ser tratados apenas com quem realmente faz parte de sua vida.

Kivitz também fala sobre ter em mente o que realmente se quer das redes sociais “Não te tornarás o assunto das tuas mídias. Não falarás apenas de ti mesmo. Aliás, quase nunca falarás de ti mesmo. Oferecerás conteúdo.”

O texto segue pedindo que os usuários não protagonizem “barracos” no mundo virtual e nem agridam pessoas com fofocas e calúnias. “Debaterás ideias, não pessoas. Não serás melindroso: lembre-se que quem fala o que quer, ouve o que não quer, inclusive bobagens”, escreveu.

Os últimos mandamentos falam sobre plágio, direitos autorais e o uso das redes de relacionamentos.

Leia:
OS DEZ [E ALGUNS OUTROS] MANDAMENTOS PARA O MUNDO VIRTUAL E AS MÍDIAS SOCIAIS.

1. Não viverás no mundo virtual, apenas farás incursões. Não substituirás o mundo real pelo mundo virtual.

2. Não venderás a alma para ganhar seguidores. Evitarás factóides e fugirás das polêmicas pelas polêmicas.

3. Não construirás de ti mesmo uma imagem fake no mundo virtual. Não manipularás as pessoas para que pensem de ti mais do que convém. Conscientemente construirás tua identidade no mundo virtual.

4. Não te confundirás com o teu avatar. Não permitirás que tua identidade seja determinada pelo que dizem a teu respeito nos comentários das tuas postagens.

5. Não serás displicente, negligente e descuidado a respeito das fronteiras da tua intimidade. Cuidarás das dimensões pública (o que qualquer um pode saber), privada (o que apenas as pessoas com quem você se relaciona sabem), e íntima (o que apenas as pessoas para quem você revela sabem). Isso vale também para a vida dos outros.

6. Saberás claramente as razões porque estás presente no mundo virtual e utilizas as redes sociais. Não te tornarás o assunto das tuas mídias. Não falarás apenas de ti mesmo. Aliás, quase nunca falarás de ti mesmo. Oferecerás conteúdo.

7. Não protagonizarás barracos no mundo virtual. Não agredirás pessoas com fofocas, calúnias e difamações. Debaterás ideias, não pessoas. Não serás melindroso: lembre-se que quem fala o que quer, ouve o que não quer, inclusive bobagens. Não serás covarde, dizendo no mundo virtual o que não dizes olhos nos olhos.

8. Não plagiarás. Respeitarás os direitos autorais.

9. Não usarás as mídias sociais para destruir, mas para construir. Não serás apenas contra, mas dirás do que és a favor e farás propostas.

10. Não cairás na armadilha embutida na expressão “rede de relacionamentos”. Relacionamento virtual é uma contradição de termos.

Por Leiliane Roberta Lopes 

Fonte Gospel Prime