Nunca os livros cristãos estiveram tão facilmente
disponíveis à média dos cristãos e também nunca o perigo espiritual, associado
a tais livros, foi tão grande. Infelizmente, a média dos membros das igrejas
crentes na Bíblia não sabe se proteger nem proteger a família desse tipo de
perigo.
Três verdades indispensáveis da Bíblia podem proteger o filho de Deus nestes
tempos do fim.
A primeira é que estes últimos dias são caracterizados pela
apostasia, não pelo reavivamento.
Desse modo, não é surpresa estarmos nos confrontando hoje com uma vasta quantidade de heresias e comprometimentos espirituais. Nunca houve um tempo em que o
povo de Deus precisasse tanto de conhecimento e cautela, como o de hoje.
“Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando
e sendo enganados” (2 Timóteo 3:13).
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias
concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2
Timóteo 4:3-4).
A segunda é que Deus admoesta o Seu povo a examinar tudo pelas
Escrituras.
“Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21).
“Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica,
porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se
estas coisas eram assim” (Atos 17:11).
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos
são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1
João 4:1).
A terceira é que o erro espiritual se apresenta sob o disfarce de
verdade e justiça.
Ele
é sutil e pode nos enganar se não estivermos biblicamente embasados e não
formos excessivamente cautelosos.
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós
vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7:15).
“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua
astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e
se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Coríntios
11:3).
“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos,
transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio
Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros
se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas
obras” (2 Coríntios 11:13-15).
Neste artigo vamos mostrar alguns dos perigos que se encontram nas livrarias
cristãs, sob os mais variados títulos. Não vamos entrar aqui nas áreas das
versões modernas da Bíblia, da música contemporânea, da história da igreja e
das missões evangélicas. Existem muitos perigos nestas áreas, mas não temos
aqui espaço suficiente para mostrá-las. (Já mostramos isto em muitos livros e
vídeos, os quais poderão ser adquiridos na Way of Life Literature).
O PERIGO DA FILOSOFIA DO POSITIVISMO NEO-EVANGÉLICO
Um dos maiores perigos que os
cristãos fundamentalistas enfrentam, hoje em dia, é o da nova filosofia
evangélica, a qual tem-se infiltrado no Evangelicalismo nos últimos 50 anos.
Ela é particularmente perigosa, porque, à primeira vista, parece ser
biblicamente saudável. O âmago do perigo do novo Evangelicalismo não é o erro
que ele prega, mas a verdade que ele negligencia. Ele focaliza o que é positivo,
evitando totalmente a controvérsia teológica considerando-a impopular (por
exemplo, assuntos como a separação bíblica e o inferno).
O novo Evangelicalismo resume sua mensagem apenas a uma parte de “todo o conselho de Deus” (Atos 20:27). Isto
dá a impressão de que muito do que o novo Evangelicalismo prega é
espiritualmente bíblico e benéfico. Ele pode pregar muito sobre salvação, sobre
o viver cristão, o amor pelo Senhor, o casamento, a educação dos filhos, a
santificação, a divindade de Cristo e até sobre a infalibilidade da Escritura.
Mas, ao ser encarado com a exigência de condenar o erro e denunciar os líderes
cristãos populares, ele se recusa a tomar uma posição e, mais provavelmente,
vai se voltar contra quem o estiver forçando, taxando-o de “extremo fundamentalista”,
“separação do segundo grau”, ou algo assim.
Billy Graham é o rei do positivismo e do não julgamento. Seus livros estão nas
prateleiras da vasta maioria das livrarias cristãs. Ele é por demais influente
e sua mensagem tem sido descrita como “áspera no centro, porém macia nas
bordas”. Ele diz que o seu ofício é apenas pregar o evangelho e que não foi
chamado para se envolver em controvérsias doutrinárias.
Em 1965, o United Church Observer, jornal oficial da Igreja Unida do Canadá, cujo moderador Bill
Phipps afirmou (em 1997) que “Jesus Cristo não é Deus”, fez a Graham uma série de
perguntas. Suas respostas demonstram o estilo neo-evangélico positivo do
não julgamento.
Pergunta – Em seu
livro, o senhor fala dos ‘falsos profetas’. O senhor diz que o esforço de tempo
integral de muitos intelectuais é se desviar do plano de Deus e cita Paul
Tillich. O senhor considera Paul Tillich um falso profeta?
Resposta – Resolvi usar a prática de não
fazer julgamento de outros eclesiásticos.
Pergunta – O senhor acha que igrejas como a Igreja Unida do Canadá e as grandes igrejas
liberais do Estado Unidos, ativas no movimento ecumênico e cujos ministros
estudam e respeitam a obra de Paul Tillich, e de outros grandes mestres
modernos, são apóstatas?
Resposta – Provavelmente, eu não poderia
fazer tal julgamento contra igrejas individuais ou contra os clérigos da Igreja
Unida do Canadá. Meu conhecimento desta igreja é inadequado e minha capacidade
para tal discernimento é por demais limitada. Meus livros e escritos são do
conhecimento público, mas amo a comunhão e a obra de muitos cristãos que não
concordam teologicamente comigo em tudo. Quanto a chamar apóstata quem lê e
recebe ajuda de Paul Tillich, isto é absurdo. Existem muitas sombras nas
opiniões teológicas das grandes denominações a serem esclarecidas pelos
liberais, neo-ortodoxos, conservadores, fundamentalistas, ou quem quer que seja.
Pergunta – Sua organização está firme conosco
numa tentativa moderna, esclarecida e erudita de explicar às pessoas o que “a Bíblia
diz”? Ou está do lado dos que nos descrevem como uma igreja apóstata, que
espalha a descrença?
Resposta – Nossa Associação Evangelística
não está preocupada em fazer julgamento – favorável ou adverso – sobre qualquer
denominação em particular. Não pretendemos nos envolver nas diversas
divisões dentro da igreja. Somos apenas pregadores do evangelho, não teólogos
eruditos… Embora haja alguns membros em nossa equipe com grau de doutorado…
Sentimos que o nosso chamado é especialmente… para levar pessoas a um
compromisso pessoal com Cristo! Não queremos permitir que sejamos mal vistos
pelos muitos concorrentes religiosos. (“Billy Graham – Answers 26
Provocative Questions”, United Church Observer, 01/07/1966).
Trata-se de puro neo-evangelicalismo. Ele prega contra o erro em termos
gerais; porém, raramente o faz de maneira clara e específica.
A recusa de Graham em pregar qualquer coisa além dos aspectos mais básicos do
evangelho (ou até do que é mais questionável) é que o torna aceito tanto pelos
católicos como pelos teólogos modernistas. Charles Dullea, Superior do
Instituto Bíblico Pontifício, em Roma, disse: “Porque ele está pregando o
Cristianismo básico, não entra nos assuntos que hoje dividem os cristãos. Ele
não toca nos Sacramentos da Igreja, de modo algum… O católico não escuta
qualquer desconsideração à autoridade do ensino da Igreja, nem às prerrogativas
papais ou episcopais, nem palavra alguma contra a Missa, os sacramentos e as
práticas católicas. Graham não tem tempo para isso. Ele está pregando somente Cristo e um compromisso total com
Ele. Em minha opinião, os católicos vão ouvir pouco, se alguma coisa, com que
eles não concordem” (Dullea, “A Catholic Looks at Billy
Graham”, Homiletic & Pastoral Review, Janeiro, 1972).
Billy Graham é apenas um exemplo da multiplicidade de outros evangélicos, cujos
livros enchem as prateleiras das livrarias cristãs de hoje.
A ênfase dos livros disponíveis nestas livrarias não é sobre uma sólida
pregação e ensino da Bíblia, nem sobre uma clara exposição dos erros que estão
corrompendo a obra e o povo de Deus, hoje em dia. Em vez disso, a ênfase é
sobre “uma proclamação positiva da verdade” e sobre os escritos que façam as
pessoas se sentirem bem. Conforme diz J. I. Packer a respeito de Richard Foster
e os livros da Renovare, eles são “suaves sobre o pecado e firmes
sobre a graça”.(Capa traseira do livro de Foster, “Life With God”). Packer quis fazer um elogio, mas
acabou fazendo uma acusação, porque a Bíblia é tão firme sobre o pecado como o
é sobre a graça. Ninguém pode ter uma perspectiva apropriada da graça sem uma
apropriada ênfase sobre o pecado, pois o horror do pecado, comparado à grandeza
e santidade de Deus e à Sua terrível justiça, é que nos permite ver a graça
numa perspectiva apropriada. De outro modo, a graça se torna uma “graça
barata”, um assunto que ocupa as prateleiras da média das livrarias cristãs.
Tem-se, por exemplo, de Robert Schüller – “Turning Hearts Into Halos” –
(Transformando Feridas em Alegrias); de Kay Arthur – “Lord, Heal My Hurts”,
(Senhor, Cura Minhas Feridas); de Charles Stanley – “The Source of My Strenght –
Healing Your Wounded Heart (O Tamanho de Minha Força – Curando Meu
Coração Ferido); de David Jeremiah – “A Bend in the Road” – Experiencing
God When Your World Caves In) (Uma Curva na Estrada -Experimentando Deus,
Quando o Seu Mundo Desaba).
2 – O PERIGO DO MOVIMENTO ECUMÊNICO
As livrarias cristãs de hoje
estão repletas de volumes promovendo a filosofia ecumênica, a qual ensina
que a unidade e a comunhão são mais importantes do que a doutrina, o zelo pela
verdade e a exposição do erro. Vejamos alguns exemplos.
Em sua popular autobiografia, “Just As I Am” (Exatamente
Como eu Sou), Billy Graham elogia o papa e conta como
devolve todos os seus convertidos à Igreja Católica. Ele descreve sua íntima
associação com os teólogos modernistas por causa do “evangelismo”.
Chuck Colson – Seu popular livro “The Body” afirma que a doutrina protestante e a
católica convergem e que ambas fazem parte do mesmo “corpo”.
John Maxwell – em seu livro “Failing Forward” , promove as missões católicas
como sendo genuína forma de Cristianismo.
Phillip Yancey – em seu livro “Where is God When It Hurts” , afirma que as
missões católicas romanas são parte do “corpo de Cristo”.
Jim Cymbala – em seu livro “Fresh Power”, diz
que Jesus orou para que o Seu povo se tornasse um, quer fosse evangélico,
carismático, batista ou luterano.
Max Lucado – em seu livro “Grip of Grace”, ele louva a Deus pela Igreja de Cristo (a qual ensina a heresia da
regeneração batismal), os neopentecostais, Anglicanos, Batistas do Sul,
Presbiterianos e Católicos Romanos.
A popular autora Elisabeth Elliot, a qual é episcopal e ecumênica na filosofia,
falou na Universidade Católica Romana Franciscana, em 1989, e na Notre Dame, em
1998. Ela nada falou negativamente, quando o seu irmão Thomas Howard se juntou
à ICAR. Em seu livro “Taking Flight”, ela diz:
“Àqueles que recebem a Cristo é dado não apenas um ‘reino agora’,
mas ‘o direito de se tornarem filhos de Deus’. Isto não quer dizer que Deus os
torna filhos, imediatamente, mas que lhes dá o direito de se tornarem filhos de
Deus” (p. 12). Isto, é claro, é uma heresia, no que se refere
ao legítimo Evangelho.
3 – O PERIGO DO ANTIFUNDAMENTALISMO
Outra filosofia popular
encontrada na média dos livros cristãos da atualidade é o espírito do
antifundamentalismo. Os autores populares raramente denunciam a ICAR ou o
modernismo teológico, ao mesmo tempo em que são muito ousados em denunciar o
fundamentalismo bíblico.
Jerry Bridges, por exemplo, em seu livro
impropriamente chamado “Transforming Grace”, diz que o “legalismo” se
preocupa em que haja uma assídua frequência à igreja, proibindo o comprimento
dos cabelos dos homens, pregando contra o mundanismo, etc. Ele diz que os
“legalistas” têm exposto “férreas opiniões”, vendo essas coisas como preto e
branco, como se fossem coisas horríveis.
Chuck Swindow – Em seu popular livro “The Grace Awakening”, afirma que ‘a graça’
inclui uma ausência de imposição, de argumentação e dogmatismo bíblico e
admoesta contra os ministérios estritamente fundamentalistas.
4 – O PERIGO DO MOVIMENTO CARISMÁTICO
A
média das livrarias cristãs de hoje está repleta de livros escritos por
neopentecostais e carismáticos, os quais promovem suas doutrinas antibíblicas.
Jack Hayford, por
exemplo, é um autor muito popular nos círculos evangélicos, mesmo ensinando que
se deve falar em “língua infantil”, antes de falar em língua adulta, e afirma
que Deus lhe disse para não julgar a ICAR (Ver artigo “Beware of Jack Wayford”, no site da Way of Life)
5 – O PERIGO DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA DO CRESCIMENTO DA IGREJA.
A média das livrarias cristãs
apresenta também livros dos gurus mais populares sobre o crescimento da igreja,
como Rick Warren, da Igreja de Saddleback, e Bill Hybels, da Willow Creek.
Em seu livro “Uma Igreja Com Propósito”, Rick Warren diz: “Rejeito a idéia de que os estilos musicais possam ser julgados
como ‘bons’ ou ‘maus’. As igrejas precisam admitir que nenhum estilo particular
de música é ‘sagrado”’.
No livro “Uma Vida Com Propósito”, Warren diz: “Deus nos admoesta, continuamente, a não criticar, comparar ou
julgar um ao outro… Sempre que eu julgo outro crente, logo acontecem três
coisas: perco a comunhão com Deus; exponho meu próprio orgulho; coloco-me na
posição de ser por Deus julgado e prejudico a comunhão na igreja” (p.
164). Nesta herética declaração, Warren não faz distinção entre julgar
hipocritamente (o que é proibido em Mateus 7), julgar na base da
preferência pessoal em assuntos não ensinados na Escritura (o que é proibido em
Romanos 14) e julgar na base bíblica (o que é por Deus exigido).
A Associação Willow Creek de Hybels diz que sua pregação não consiste de “fogo
e enxofre”, nem de “ataque bíblico”, mas simplesmente de “mensagens práticas e
inteligentes”. Willow Creek usa a música rock, tem muitas mulheres pastoras e
apoia falsos mestres, como Robert Schüller.
6 – O PERIGO DA PSICOLOGIA CRISTÃ
Muitos dos livros enfileirados
nas prateleiras das livrarias cristãs promovem o erro da “Psicologia cristã”. Os
livros de James Dobson, por exemplo, são muito populares. Ele admite que tem
uma grande audiência católica romana e se recusa a admoestar contra as heresias
de Roma. Madre Teresa foi louvada em sua revista “Clubhouse”. Ele
aceitou uma grande comenda honorária da Universidade Católica Romana
Franciscana. Foi apresentado na capa da revista “Roman Catholic New Covenant”, a
qual ensina a oração a Maria.
7 – O PERIGO DO MOVIMENTO CONTEMPLATIVO
O Movimento Contemplativo tem-se
espalhado dentro do Evangelicalismo como fogo silvestre na última década. Ele
tem os seus próprios gurus evangélicos, tais como Richard Foster, porém os seus
métodos e princípios se originam no misticismo católico romano.
Alguns dos populares místicos católicos são encontrados em muitas livrarias
evangélicas, tais como Julian Norwick, Teresa D´Àvila, João da Cruz, Francisco
de Assis e Inácio de Loyola (fundador da Ordem Jesuíta, a qual esteve na
vanguarda do movimento da Contra Reforma papal), Tomás de Aquino, Bernardo de
Clairvaux, Madame Guyon, Henri Nouwsen, Irmão Lawrence, Thomas Ryan, John Main,
Peter Kreeft, John Michael Talbot, Basil Pennington, Tomas Keating e Thomas
Merton.
Alguns dos gurus contemplativos mais populares são os seguintes:
Richard Foster – afirma que através da meditação
passiva pode-se penetrar profundamente no íntimo e “certamente encontrar o Cristo
vivo” e “ser orientado pela sua voz” (Celebração da Disciplina, p. 26). Ele diz ainda
que o praticante da meditação “pode entrar em profunda
comunicação com o Pai, na qual olha para Ele e Ele olha para você” (p.
27). Foster promove a prática da visualização, na qual o indivíduo deixa o seu
corpo e penetra profundamente no espaço exterior, na exata “presença do Criador eterno” e ali escuta,
diligentemente, e recebe instruções diretamente de Deus (Celebração da
Disciplina, edição de 1978, pp. 27-28).
Foster é um ecumenista radical, cuja visão é assim descrita:
”Sou um monge católico dos morros do Kentucky, o qual ficou com um
evangelista batista das ruas de Los Angeles, para juntos oferecerem sacrifícios
de louvor. Vejo um povo” (Streams of Living Water, 1988,
p. 274).
Ken Blanchard – Encoraja os empréstimos das
religiões pagãs. Ele diz: “Nosso povo deve escutar as palavras de sabedoria dos grandes
profetas e líderes espirituais, como Buda, Maomé, Yogananda e o Dalai Lama”. (Introdução
do“What Would Buddha Do at Work?”, 2001). Blanchard
tem fortes laços com a Nova Era e recomenda muitos livros novaerenses. Por
exemplo, ele escreve o prefácio da edição de 2007 do livrinho “Little Way and Old Swell”, de John Ballard, o
qual é inspirado no guru hindu Paramahansa Yogananda. Este livro se
destina a ensinar às crianças que Deus está em tudo e que o homem é um com
Deus. No prefácio, Blanchard faz uma declaração surpreendente: “Yogananda amava Jesus e Jesus iria amar Yogananda”.
Fui um discípulo de Yogananda, antes de ser salvo, e tenho certeza de que ele
jamais iria amar o Jesus da Bíblia!
Robert Webber – apelava a um ecumenismo muito
radical. Ele disse:
“Um objetivo para os evangélicos no mundo pós-moderno é aceitar a
diversidade como uma realidade histórica e buscar a unidade no meio da mesma…
Esta perspectiva nos permite ver a ICAR, bem como as igrejas ortodoxas e
protestantes como as várias formas de uma única igreja verdadeira”
(Ancient-Future Faith, p. 85). (www.dwillard.org/articles/artview.asp?artID=14).
Thomas Merton – Foi um monge trapista
católico, o qual entrelaçou as práticas religiosas pagãs com as práticas
contemplativas dos “santos” católicos. Merton não apenas estudou o Budismo e o
Sufismo (Islamismo místico), como disse:
“Estou profundamente impregnado de Sufismo” (Rob
Baker, “Merton and Sufism”, p. 109), e mais: “Não vejo contradição alguma entre o Budismo e o Cristianismo… Pretendo
me tornar um budista tão bom quanto possível” (David
Steindel-Rast, “Recollection of Thomas Merton’s Last Days in the West”, Monastic
Studies, 7:10, 1969). Merton disse ainda: “Ásia, Zen, Islam, etc., tudo
isto se junta em minha vida. Seria loucura eu tentar excluir todos estes em
minha vida” (Merton and Sufism, Baker. P. 41).
Basil Pennington – ensinou que o homem
compartilha a natureza divina. “Estamos ligados a todos os
demais em nossa natureza humana e em NOSSO COMPARTILHAMENTO DE UMA NATUREZA
DIVINA, de modo que nunca estamos realmente sozinhos, mas temos todos esta
união e comunhão”. (Entrevista com Mary NurrieStearns, “Transformoing Suffering”, 1991, Personal
Transformation Website). (Centered Living, p. 104). www.personaltransformation.com/Pennington.ht5m
Thomas Keating – diz: “A oração contemplativa é a abertura da mente e do coração, de
todo o nosso ser, para Deus, o mistério final, ALÉM DOS PENSAMENTOS, PALAVRAS E
EMOÇÕES. É um processo de purificação interior, o QUAL CONDUZ, SE CONSENTIMOS,
À DIVINA UNIÃO.” (Keating Interview with Kate Olson, “Centering Prayer as Divine Therapy”, Trinity
News, Trinitiy Church in the city of New York, vol. 42, edição 4, 1995).
Keating até recomenda a ioga ocultista kundalini.
Henri Nouwen – disse: “Hoje eu creio pessoalmente que, como Jesus veio abrir a porta da
casa de Deus, todos os seres humanos podem atravessar essa porta, quer conheçam
ou não conheçam Jesus. Vejo isto, hoje, como o meu chamado para ajudar cada
pessoa a declarar o seu próprio caminho para Deus”. (Sabbatical Journey, 1998, p. 51).
John Michael Talbot – diz: Maria “intercede a Deus em meu favor” e
testifica: “tenho sentido a presença de Maria se tornar importante em minha
vida” (Contemporary Christian Music Magazine,Novembro, 1984, p.
47). Em seu livro“Simplicity” ele diz: “Descobri que rezar o rosário
é uma das mais poderosas ferramentas que eu possuo, para obter a meditação
simples e infantil sobre a vida de Cristo”.
8 – O PERIGO DE MISTURAR-SE COM OUTRAS RELIGIÕES E COM HEREGES
Consideremos o popular autor C.
S. Lewis. Ele (1) promoveu o ecumenismo. (No seu livro “Mere Christianity”, ele disse que o Cristianismo
é uma grande casa com salas muito diferentes e aceitáveis, tais como
Catolicismo, Protestantismo, etc.); (2) Ele negou a reparação vicária de
Cristo; (3) Ele acreditava numa evolução teísta; (4) Ele rejeitava a Bíblia
como a infalível Palavra de Deus; (5) Ele negava a doutrina do eterno inferno
de fogo; (6) Ele acreditava na oração pelos mortos e confessava seus pecados a um
padre; (7) Ele afirmava que os seguidores de religiões pagãs podem ser salvos
sem a fé em Jesus Cristo : “Existem pessoas em outras religiões que estão sendo dirigidas
pela secreta influência de Deus… Muitos dos bons pagãos, muito antes do
nascimento de Cristo, podem ter estado nesta posição”. (C. S.
Lewis,Mere Christianity, edição Harper San Francisco, 2001,
pp. 64, 208, 209).
As Crônicas de Nárnia de Lewis interligam alguns
vagos temas bíblicos com a mitologia pagã: ninfas, faunos, (parte homem, parte
cabrito), anões, centauros (parte homem, parte cavalo), dríades (três mulheres)
e naiadas (ninfas do poço). Todas estas criaturas são descritas como servindo a
Aslan, uma suposta figura de Cristo. Lewis apresenta uma obra profundamente
herética de magia branca. Ele chama o poder de Aslan de “Profunda Magia” e o
poder do pai de Aslan como “Magia do Imperador”. Ele apresenta o deus Baco e
suas orgias como sendo algo desejável. Ele apresenta o mito de “Pai Natal” e
ensina que a primeira esposa de Adão não foi Eva, mas uma mulher chamada
Lilith, que era uma feiticeira.
Norman Vincent Peale – Ele faleceu em 1994,
mas seus livros ainda são populares. Numa entrevista com Phil Donahue, em 1984,
Peale disse: “Não é necessário nascer de novo. Você tem o seu próprio caminho
para Deus; eu tenho o meu” .(Hugh Pyle, “Sword of the Lord”, 14/12/1984).
Numa entrevista com a revista Modern Mature, edição
Dez/Jan. 1975/76, a Peale foi indagado se as pessoas são inerentemente boas ou
más. Ele respondeu: “Elas são inerentemente boas… as más reações não são básicas. Cada
ser humano é um filho de Deus e tem em si mais o bem do que o mal; porém, as
circunstâncias e coisas associadas podem maximizar o mal e reduzir o bem. Tenho
alimentado grande fé na bondade e decência… Vocês podem falar da bondade… do
ser humano”.
Robert Schüller – Em seu livro “Self Esteem New Reformation”, Schüller diz: “É triste e insultante definir o pecado como rebelião contra
Deus”. E “O Cristianismo Positivo não sustenta a depravação humana, mas a
incapacidade humana”;“Inferno é a perda do orgulho, a qual conduz à separação
de Deus”; “Jesus jamais chamou alguém de pecador” (Ver
artigo “Os Evangélicos e o Herege Robert Schüller”, no
site Way of Life, para documentação).
Bruce Wilkinson – Sua obra “Uma Oração de Jabez” transformou-se numa bonança
de mercado. Existe uma oração de Jabez para mulheres e uma para os
sobrecarregados. Existem ursinhos, marcadores de livros, pulseiras, capas de
Bíblias, pôsteres, moedas e xales oração de Jabez. Neste livro, Wilkinson diz: “Quero lhe ensinar a fazer uma oração ousada, a qual Deus sempre
responde. Ela é curta… Apenas uma sentença de quatro partes… alimentada na
Bíblia, mas creio que ela contém a chave para uma vida de grande favor divino.
Milhares de crentes que estão aplicando suas verdades estão vendo milagres
acontecerem numa base regular” (Prefácio do livro).
Rod Bell – autor do “Velvet Elvis”. Ele afirma que Jesus já está com
o Seu povo, até mesmo nas falsas religiões e que, portanto; “o caso não é tanto levar Jesus às pessoas que não O têm, mas ir
aos lugares e mostrar às pessoas o Deus criativo e doador da vida, o qual está
presente no meio delas”. (Velvet Elvis, p.
88). Bell diz que Cristo deu autoridade aos crentes para fazerem novas interpretações
da Bíblia (Ibid, p. 50). Ele diz ainda que as epístolas do Novo Testamento “não são as verdades antigas mais importantes” (Ibid,
p. 62) e que os apóstolos “não afirmaram possuir a absoluta Palavra de Deus.” (Ibid,
p. 57).
Leslie Newbigin – (1909-1998). Era um bispo
muito liberal da Igreja do Sul da Índia, secretário geral associado do
radicalmente herético Concílio Mundial de Igrejas. Em sua obra “The Gospel in a Pluralist Society”, Newbigin
nega que a Bíblia seja a verbal e plenamente inspirada Palavra de Deus e diz
que os defensores da fé, do século 18 estavam errados, quando ensinaram que a
Bíblia é uma coleção de verdades eternas. Newbigin afirmava, erroneamente, que
Jesus não viveu “segundo um livro, um credo, um sistema de pensamento, uma regra
de vida”. (p. 20). Ele escreveu:“Todos os chamados fatos são
fatos interpretados… o que vemos como fatos depende da teoria que trazemos para
a observação.”(p. 21). Ele classificou como trágica a divisão entre
os liberais e os fundamentalistas. (p. 24). Ele disse que existe uma
possibilidade de salvação fora de Cristo.
Brennan Manning – É um ex-padre católico
romano, que nega a reparação vicária de Cristo, acredita que Cristo está em
todos os homens e zomba da posição unilateral da Bíblia. Ele diz: “Fico profundamente desgostoso pelo que só poso chamar de nossa
cultura cristã de idólatras das Escrituras. Para muitos cristãos, elas não são
o caminho para Deus, mas o próprio Deus. Numa palavra – isto é bibliolatria…
Fico enjoado com pessoas que falam como se o simples escrutínio de suas páginas
pudesse revelar o que Deus pensa e o que Ele exatamente deseja” (The Signature of Jesus). [N. T. – Nos
anos 1980, o Pr. Neemias Marien costumava me chamar “bibliólatra”, porque eu
afirmava crer literalmente em tudo que lia na Bíblia].
Os crentes bíblicos não adoram a Bíblia, mas aceitam o que ela afirma ser, a
exata Palavra de Deus, e, portanto, sabem que encontrarão em suas páginas o que
Deus pensa.
Tony Campolo – Ele acredita na teoria da
evolução e rejeita a inspiração da Escritura. Ele diz que “vê em cada um de nós uma natureza divina”. (Partly Right, p. 118). Durante o Charlie Rose
Show, Campolo disse: “Não estou convencido de que Jesus viva somente nos cristãos” (Calvary Contender, 01/10/1999) e quando indagado por
Bill Moyers, em 1996, se os evangélicos deveriam converter os judeus, ele
respondeu: “Não quero fazer julgamentos sobre meus irmãos judeus nem sobre
meus irmãos e irmãs muçulmanos.” Campolo odeia o
dispensacionalismo e rejeita a doutrina da iminente volta de Cristo. Ele chama
isto de “uma forma bizarra de fundamentalismo”. Falando
no encontro anual da Cooperative Baptist Fellowship, ele disse: “Todo o sentido de que o arrebatamento pode acontecer a
qualquer momento é usado como um engodo para se opor a um compromisso com os
principados, os poderes e as estruturas políticas e econômicas de nossa era”.
(“Oposition to Women Preachers, Evidence of Demoniac Influence” –
Baptist Press, 27/06/2003). Campolo acredita que os
homossexuais já nasceram assim.
Donald Miller – Autor do “Blue Like Jazz”. Seu livro popular é uma rígida
denúncia contra o tradicional Cristianismo evangélico e, frequentemente, ele se
volta contra o dogmatismo doutrinário. Discutindo o seu envolvimento com a
igreja, na juventude, ele escreve: “Eu gostaria de ter apoiado
alguns aspectos do Cristianismo, mas não todo ele.” (P. 30).
Ele diz ainda: “Para acreditar no Cristianismo, é preciso reduzir enormes
absurdos teológicos (isto é, o Jardim do Éden e o dilúvio universal), histórias
infantis, ou então ignorá-los”. (p. 31). Ele quisera acreditar
os evangelhos “longe da percepção dos contos de fada” (p. 35).
Ele afirma ser errado ter “regras e leis e princípios de julgar uma pessoa contra a outra”.
Erwin McManus – Autor da obra “The Barbarian Way”. Ele convoca os crentes a viverem
uma vida “de maneira bárbara”, ao contrário do modo bíblico tradicional, o qual
ele descreve como “civilizado”. Ele diz que os do caminho bárbaro “tem pouca paciência com as instituições” e não
se detêm em “exigências” (p. 6). Ele diz que a fé não deveria ser restrita e
domesticada. (p. 10). Dos que seguem o caminho bárbaro, não se exige nem se
espera que andem “na linha”, nem existe uma “conformação forçada” (p. 71). Ele
diz que os que andam no caminho bárbaro seguem a voz de Cristo e que esta voz
não é necessariamente encontrada na Bíblia. (p. 84).
G. K. Chesterton (1874-1936) – Este escritor
católico romano continua a exercer influência. Ele aceitava a evolução teísta (Ortodoxy, p. 30). A edição de 2001 do seu livro “Ortodoxy” traz uma introdução de Phillip Yancey,
a qual explica a atração de Chesterton para esta geração. Yancey diz: “Chesterton parece sentir, instintivamente, que um profeta de
peso raramente passa por uma sociedade repleta de “eruditos desprezadores” da
religião. Ele preferia o papel de desportista… Num tempo em que a cultura e a
fé tem se afastado cada vez mais, podemos usar o seu brilho, o seu
espírito generoso e alegre. Quando uma sociedade se torna
polarizada, como a nossa, é como se os dois lados ficassem numa grande divisão
e gritassem um contra o outro. Chesterton tem outra proposta: Ele andou até o
centro de uma ponte balouçante, fez um desafio a um único lutador do combate e
em seguida fez com que os dois lados caíssem na gargalhada.” (“Ortodoxy”,Image Books, 2001, p. XIX).
A verdade é que este não é o tipo de profeta nem o tipo de fé que encontramos
na Escritura, mas um tipo que recebe total apoio da igreja emergente.
Brian McLaren – Seu livro “A New Kind of Christian” ganhou uma Comenda do Mérito da Christianity Today, mesmo
estando repleto de heresias. Ele trata de um pastor evangélico que tem uma
crise de fé e se submete à direção de um episcopal liberal, o qual o conduz ao
“Cristianismo Pós-moderno”. O livro ensina que a Bíblia não é a infalível
Palavra de Deus e que nenhuma de todas as doutrinas e teologias é absoluta,
para que precisemos nos aproximar da Bíblia “em termos definitivos” (p. 56).
Ele ensina que “a Bíblia não é a única autoridade, mas que deveria ser apenas uma
das autoridades, pois as outras incluem tradição e razão, pessoas exemplares e
instituições, nas quais se pode confiar, além da experiência espiritual”.
p. 54-55) Ele ensina ser errado e farisaico ver a Bíblia como a Enciclopédia de
Deus, o Livro Guia de Deus e o Livro Resposta de Deus”. (p. 52).
Conclusão
Poderíamos dar muitos outros
exemplos dos perigos nas livrarias cristãs, mas estes devem ser suficientes
para os sábios. Mais uma vez, devemos lembrar que estes últimos dias são
caracterizados pela apostasia e não pelo reavivamento e que Deus admoesta o Seu
povo a testar tudo pelas Escrituras e que o erro espiritual está disfarçado sob
a aparência de verdade e justiça.
“Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em
Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas
Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11).
“Examinai tudo. Retende o bem.” (1
Tessalonicenses 5:21).
““Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando
e sendo enganados” (2 Timóteo
3:13).
““Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias
concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2
Timóteo 4:3-4).
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos
são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1
João 4:1).
Autor: David Cloud – Traduzido por Mary Schultze

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