1- Porque Deus repetidamente nos advertiu a não
acrescentar, nem diminuir e seguir fielmente sua Palavra (Dt 4.2; Js 1.7-8; Ap
22.18-19; 2 Ts 3.14). Qualquer que contrarie esta solene orientação divina peca
contra o Senhor Nosso Deus e denigre a Autoridade das Escrituras.
2- Porque Toda palavra de Deus é pura e não está aberta a
acréscimos (Sl 12.6; 119.140; Pv 30.5-6) . Quem rejeita este princípio denigre
a Suficiência da Palavra de Deus Escrita, fazendo de Deus mentiroso e maculando
a revelação divina. Na medida em que o homem imperfeito acrescenta seus
entendimentos não-inspirados naquilo que Deus perfeitamente inspirou, toda a
pureza do ensino bíblico é corrompida.
3- Porque a Escritura, como única regra infalível de fé, é o
padrão concedido por Deus à Sua igreja, tanto para que pudéssemos julgar os falsos mestres (1 Pd 3.1ss; Mt 7.15; At 20.29-30; Rm 16.17; 1 Tm 4.1; 1 Jo 4.1; Ap 2.2), como também, para que pudéssemos reconhecer a autoridade legítima conferida aos pastores do rebanho do Senhor na Terra (Ef 4.11; 1 Pd 5.1ss; Hb 13.17). De modo que, caso a revelação da Palavra de Deus nos dias atuais ultrapassasse o ensino bíblico, estaria aberto um fortíssimo precedente para que os apóstatas dos tempos pós-apostólicos impusessem dogmas anti-bíblicos como se fossem verdadeiros ou, até mesmo, formulassem para si novas revelações extra-bíblicas, como se fossem divinas, sem que pudessem sequer ser questionados.Este é um exemplo da importância da Escritura na Igreja,
no que tange ao exercício do seu governo. É uma prova de que a Igreja necessita
de uma regra infalível como padrão da verdade, e que esta regra não pode ser
ela própria. Este é o papel normativo que a Escritura exerce, como forma
autoritativa e final da verdade divina aos homens (Êx 34.27; Dt 29.29; 2 Rs
22.10-13; Is 8.20; Ap 1.3). Os apóstolos e profetas lançaram o fundamento da
Igreja Cristã (Ef 2.20), de modo que, embora ausentes, ainda podemos construir
o nosso viver nos ensinos registrados infalivelmente nas Escrituras Sagradas. A
Escritura é, portanto, o único padrão infalível para a verdade espiritual,
revelando tudo o que devemos crer para nossa salvação, fé e vida cristã,
anunciando tudo o que Deus requer de nós.
No entanto, é necessário esclarecermos que isto não é uma
negação à autoridade da Igreja de Deus e está muito longe de ser. Antes, isto
consiste [apenas] em um reconhecimento prático de que a autoridade da igreja só
pode ser absoluta quando é pronunciada biblicamente (cf. Is 8.20), ou seja,
apoiada na infalibilidade das Escrituras. É o reconhecimento verdadeiro de que
o Juiz Supremo pelo qual todas as controvérsias religiosas (Mt 22.29,31) e pelo
qual a Igreja deve se orientar (At 15.15), e todas as opiniões particulares (Sl
19.7-8; 119.105; 1 Co 4.6; 2 Ts 3.14), e em cuja sentença devemos nos firmar
não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura (At 28.25; cf.
Hb 3.7ss; 10.15-16).
4- Porque nenhum dos doze apóstolos originais está vivo;
mas a palavra de Deus escrita é viva e eficaz (Hb 4.12). Antes, quando ainda
estavam vivos, os apóstolos foram guiados pelo Espírito Santo (Jo 14.26; 16.13)
e escreveram tendo em vista a manutenção da doutrina (Fp 3.1; 2 Pd 1.15;
3.1-2).
Os inimigos do Sola Scriptura perdem muito tempo falando
acerca da existência da tradição nos tempos apostólicos, algo que não negamos e
jamais o fizemos (em relação à igreja iniciante, antes do fechamento do cânon),
se esquecendo de falar daquilo que realmente precisam provar. Os inimigos da
bíblia parecem não compreender que a questão não é se os ensinos orais deviam
ser obedecidos pelos cristãos, mas é onde estes ensinos foram infalivelmente
preservados para nós! Sendo assim, eles não precisam nos mostrar que a tradição
oral apostólica existiu (porque isso nós já sabemos), mas precisam demonstrar
que os apóstolos ensinaram que as suas instruções orais seriam necessárias para
suplementar as Escrituras para a igreja no decurso das épocas, e que esta
mensagem pregada oralmente é diferente daquela que está presente em todo o
conjunto das Escrituras (por seus mais diversos autores e não só por um autor
ou uma epístola), de modo que a bíblia não contenha sequer o suficiente para a
fé e a prática cristã, ao contrário do que ela mesma declara em 2 Tm 3.15-17- e
que haja evidências bíblicas que estes ensinos pregados pelos inimigos do Sola
Scriptura são os mesmos que apóstolos fizeram referência. Isto eles realmente
não podem nos mostrar, porque, de fato, nenhum dos apóstolos ensinou isto, e
nem a Bíblia como um todo nos ensina.
Quando converso com um dos inimigos do Sola Scriptura eu
tenho o costume de pedi-los: “Já que você insiste nisto. Faça-me um favor:
Chame aqui o Apóstolo Paulo para que ele nos tire esta dúvida”. Digo isto
porque, não havendo mais apóstolos em nossos dias, as Escrituras são a única
fonte de fé segura e infalível para que possamos determinar o que é de fato
apostólico e perseverar na doutrina dos apóstolos (At 2.42), tal como fazia a
igreja primitiva. A lógica é: Se não ouvimos atualmente os Apóstolos pregando
oralmente e temos seus escritos bíblicos, logo, temos contato com a doutrina
dos apóstolos atualmente Só pela mensagem que a Bíblia nos transmite.
Por outro lado, é bom que se diga que, ainda que um anjo
vindo do céu ou qualquer que reivindicasse ser apóstolo, se nos pregasse uma
mensagem diferente ou que fosse além do que hoje podemos encontrar na Bíblia
(e, com certeza, nenhum dos apóstolos o faria, porque há somente um Evangelho,
que está contido inteiramente nas Escrituras, cf. 1 Co 15.3,4; 2 Tm 3.15),
estaríamos autorizados a rejeitar tal ensino, por Gálatas 1.8. 5- Porque “tudo
quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito” (Rm 15.4). Sendo
a Bíblia a única fonte perfeita, fiel, reta e pura (Sl 19.7-8), devemos
aprender “a não ir além do que está escrito” (1 Co 4.6, um princípio muito
semelhante a Dt 29.29).
O apóstolo Pedro, sabendo que sua morte se aproximara,
conforme lhe fora revelado (2 Pd 1.14), fez questão de escrever aos cristãos (2
Pd 1.15; 3.1), buscando firmá-los na revelação que já havia sido dada (2 Pd
3.2), orientando-lhes a se apegarem à verdade das Escrituras (2 Pd 1.19-21) e
se acautelarem com os falsos profetas que viriam (2 Pd 2.1). Porém, nada disso
Pedro necessitaria fazer, se ele sequer imaginasse que haveria sucessores em
sua missão apostólica, que gozariam de uma infalibilidade. Tudo isto seria uma
perda de tempo, se Pedro houvesse ensinado àquelas comunidades cristãs a
seguirem incondicionalmente um “sucessor” infalível ou uma hierarquia situada
em determinada cidade (como Roma, Antioquia, Alexandria, Jerusalém, etc). Se
Pedro escreveu o seu ensino para que as futuras gerações lembrassem (2 Pd
1.13-15; 3.1-2), como nós lembramos atualmente do que os apóstolos ensinaram?
Será escutando a Roma? Será lendo o que dizem os denominados “pais da Igreja”?
Será lendo bulas e decretos papais? Não! Lendo o Novo Testamento, escrito pelos
próprios apóstolos!
Os opositores do Sola Scriptura caem em contradição
quando citam a existência da tradição apostólica, nas igrejas dos tempos
apostólicos – algo que jamais negamos-, usando alguns textos da Escritura, como
2 Ts 2.15. Eles argumentam que suas tradições não são tradições meramente
humanas (como aquelas que o Senhor Jesus condenou em Mt 15.1-3,9 e em Mc
7.5-13), mas são aquelas tradições que o apóstolo faz menção positivamente.
Porém, eles se equivocam porque falta-lhes um princípio básico: Como poderíamos
determinar nos dias atuais se uma tradição é apostólica ou meramente humana? A
resposta simples a esta questão é por demais óbvia: Só podemos determinar pelas
Escrituras! Ou, em outras palavras: Sola Scriptura! Esta é uma lógica
irrefutável da qual os inimigos da bíblia não podem fugir, sob pena de serem
anatematizados por Paulo, mediante as palavras de Gálatas 1.8, por estarem
pregando um outro evangelho. Aliás, a própria incapacidade de se estabelecer um
elo histórico para estas tradições, traçada desde os apóstolos, prova a
natureza espúria das reivindicações dos opositores do Sola Scriptura.
6- Porque a bíblia é a “palavra da verdade” (2 Tm 2.15)
pela qual nós fomos gerados para que fôssemos como que primícias das criaturas
de Deus (Tg 1.18). Pela pregação dela recebemos a fé (Rm 10.17), como o fim da
fé é a salvação do crente (1 Pd 1.9; cf. Jo 20.31; Ef 2.8-9) e “as sagradas
letras podem nos fazer sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (cf. 2
Tm 3.15), logo, ela é plenamente suficiente para nos transmitir a verdade
salvadora (cf. Jo 20.31).
Alguns inimigos do Sola Scritptura gostam de dar tiro em
espantalho quando citam passagens como João 21.25, que diz que nem tudo aquilo
que Jesus fez está escrito na bíblia. Ora, quem disse que negamos isto? Dizer
que algo é suficiente não significa dizer que algo contém todas coisas e sobre
tudo, mas é dizer que de todas as coisas e sobre tudo temos tudo aquilo que nos
é necessário. No caso em que se está tratado, aquilo que é suficiente para a fé
e a prática cristã (2 Tm 3.15-17). João, ao dizer que nem tudo o que Jesus fez
está na bíblia, de modo algum anula o Sola Scriptura. Do contrário os inimigos
da bíblia e do Sola Scriptura seriam obrigados a nos trazer todos os sermões do
Senhor Jesus e de Paulo pelas suas “tradições”, sob pena de rejeitarmos as tais
“tradições” por serem desgraçadamente “incompletas”!
Além do mais, temos boas razões para crermos na
Suficiência da Bíblia. Afinal, se Deus preservou tudo aquilo que foi de Sua
vontade e entendeu ser necessário para o nosso conhecimento acerca da revelação
veterotestamentária (Rm 15.4; 1 Co 10.11), fazendo chegar os ensinos orais à
forma escrita, a qual foi citada por Jesus como algo completado (cf. Lc 16.16;
24.44; Mt 7.12), o peso de provar que Deus rescindiu desses padrões cai sobre
os inimigos do Sola Scriptura, e não sobre nós.
7- Porque a messianidade de Cristo é baseada nas
Escrituras (Lc 24.27; At 13.27-41; At 18.28; Rm 1.2) e a Suprema Autoridade das
Escrituras foi provada por Jesus (Jo 5.45-47.10.35). Em Atos 17.10-12, com
efeito, os bereanos foram considerados mais nobres porque, após ouvirem a
pregação, iam conferir nas Escrituras para ver se as coisas eram de fato assim.
Três pontos nos chamam à atenção neste caso que a bíblia nos relata.
Primeiro, para os bereanos (que foram considerados pelo
autor inspirado como mais nobres), a Autoridade Final estava nas Escrituras.
Eles fizeram muitíssimo bem em receber as palavras dos mensageiros de Cristo,
mas fizeram ainda melhor em verificar se a doutrina [na qual estavam sendo
ensinados] era de acordo com a Palavra de Deus.
Segundo, este caso nos mostra que cada cristão deve se
submeter aos pastores que Cristo deu à Igreja, na medida em que estes sejam
fiéis às Sagradas Escrituras (isto é um princípio bíblico de autoridade, cuja
importância já vimos no item 3). Isto evidencia de modo inequívoco que o ensino
oral dos apóstolos podia ser testado pelas Escrituras, tornando, assim,
inválidos os argumentos dos grupos religiosos que advogam em favor de tradições
que jamais podem passar pelo crivo das Escrituras.
Terceiro, este caso nos mostra que a Palavra de Deus é
auto-autenticável, porque eles já tinham as Escrituras (ainda que não na sua
totalidade como na nossa Bíblia) às quais eles podiam apelar e as reconheciam
como Palavra de Deus- e isto antes de qualquer concílio decretá-las. O mesmo
ocorre com o povo cristão em relação aos escritos neo-testamentários, conforme
Jo 10.14,27, até porque, seria um terrível menosprezo à Soberania do Senhor
Deus afirmar que a Sua Palavra necessita ser confirmada pelo homem para ser
verdadeira ou considerada como tal (veja Hb 6.13). Do contrário, se a Palavra
do Senhor só pudesse ser crida como palavra verdadeiramente divina mediante um
testemunho humano, como creríamos em Gênesis 1, onde Deus relata dias da
criação anteriores à criação do homem? Isto é a prova da Auto-Suficiência da
Autoridade divina, devidamente expressa na auto-autentificação de Sua Palavra,
garantida por Sua providência e preservação.
Uma prova inconteste desta providência divina é que o
Antigo Testamento foi preservado, mediante a Soberania Divina, apesar da
falibilidade dos líderes judeus (Mt 15.1-4; 22.29-32; Lc 11.39-52) e de Israel,
como nação. Por que, então, seríamos levados a crer que Deus falharia na
preservação do Novo Testamento, que é o esplendor da revelação divina ao homem
(2 Co 3.6-18; Ef 3.1-7; Hb 1.2)? Cremos, no entanto, que o Cânon bíblico é
resultado da ação soberana de Deus, “que faz todas as coisas segundo o conselho
de sua vontade”(cf. Ef 1.11). Por analogia, João Batista não tornou Jesus o
Cristo por ter confessado que Ele o era, mas meramente reconheceu sua condição
gloriosa de Cristo. Assim também, posteriormente, a Igreja Cristã não fez a
Bíblia ser inspirada e nem a tornou Palavra de Deus, mas meramente reconheceu o
cânon, como as ovelhas reconhecem a voz do seu Pastor (v. Jo 10.4,16).8- Porque
frequentemente, quando uma controvérsia doutrinária era estabelecida, Jesus
Cristo apelava para as Sagradas Escrituras (Mt 22.29, “Errais não conhecendo as
Escrituras…”; Mc 12.10,24). E Ele mesmo nos deu exemplo ao resistir e refutar a
todo erro com a Palavra de Deus, exatamente como Jesus fez com Satanás (Mt
4.4,7,10, “Está escrito”…”também está escrito”… “porque está escrito”). Jesus
estava nos ensinando a nunca nos afastarmos daquilo que as Santas Escrituras
nos ensinam, para que assim não viéssemos a crer no erro, cair nas ciladas de
Satanás ou aceitar suas mentiras. Com efeito, todos os cristãos devem agir
assim (Ef 6.17), pois todos os verdadeiros servos de Deus estimam de maneira
especial a Palavra (Sl 119.140; Jo 14.23; Jo 10.27) e, através do conhecimento
da Bíblia, evitam pecar contra o seu Deus (Sl 119.11; Jo 10.27).
9- Porque à verdade de Deus, revelada em Sua palavra (v.
Jo 17.17; Sl 119.142,167), não se pode comparar às opiniões dos homens (Nm
23.19; Rm 3.4; 1 Jo 5.9a) ou tradições humanas que surgem no meio do povo de
Deus (Mt 15.3ss; Mc 7.7-9; Cl 2.8), visto que todos os homens são passíveis de
erro (Sl 116.11) e “mais leves que a vaidade” (Sl 62.9).
Por isso rejeitamos tudo que não está de acordo com esta
regra infalível (Is 8.20; Gl 1.8; At 17.11; At 24.14; Sl 119.105), a saber, a
Sagrada Escritura inspirada (2 Tm 3.16), conforme os apóstolos nos ensinaram:
“Provai os espíritos se procedem de Deus” (l Jo 4.1). E: “Se alguém vem ter
convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa” (2 Jo 10).
10- Porque “o que Deus diz, a Escritura diz”! A Suprema
Autoridade das Escrituras fica evidente ao analisamos as citações e as fórmulas
utilizadas pelos escritores neo-testamentários ao mencionarem as Escrituras:
“Deus diz”, “O Espírito Santo diz”, e tantas outras (cf.At 3.24, 25; 2 Co 6.16;
At 1.16). Percebe-se, por tais fórmulas, que “O que Deus diz” e “o que as
Escrituras dizem” é exatamente [e sempre] a mesma coisa. Daí o porquê de
algumas vezes a Escritura ser mencionada de forma personificada, tal como Deus
falando por si mesmo (Gl 3.8; Rm 9.17). E é por isso que a Escritura é
autoritativa (2 Pd 1.19-21)! O “Assim diz o Senhor”, que confirma nossa fé, bem
por esse motivo que expomos, só encontramos nas Escrituras.
Conclusão
Os cristãos evangélicos não aderem ao Sola Scriptura por
acaso, mas porque assim são orientados pelo ensino bíblico da Suprema
Autoridade das Escrituras. De fato, temos boas razões bíblicas para aceitarmos
tal posicionamento doutrinário, sem termos, por outro lado, nenhum motivo
razoável para o negarmos. Nas Escrituras, as igrejas cristãs podem encontrar
uma fonte segura para se firmarem na doutrina dos apóstolos, um guia infalível
e suficiente para todas as questões espirituais.
A aplicação correta de Sola Scriptura previne aos
cristãos de apoiarem sua fé na sabedoria e tradição dos homens, serem levados
por quaisquer ventos de doutrina e seguirem falsos profetas, ainda que sob
pretextos de infalibilidade por parte de alguns falsos mestres. Sola Scriptura
serve ao mesmo tempo de âncora da verdade para os crentes a fim de firmá-los na
sã doutrina e de uma bússola pela qual todos os cristãos podem conhecer a
direção de Deus para suas vidas.
Sola Scriptura oferece ao cristão uma segurança fiel e
verdadeira que os hereges, que rejeitam tal princípio, jamais poderão oferecer.
Os opositores do Sola Scriptura nunca podem ter a certeza de que aquilo que
eles crêem foi de fato ensinado pelos apóstolos do Senhor. Aliás, o próprio
conceito de apostolocidade da fé cristã e da Igreja pressupõe sola scriptura
(cf. 5). Haja visto que, enquanto nenhum de nós ouve atualmente as pregações
dos apóstolos de viva voz, todos encontramos seus ensinos infalivelmente
registrados e inspirados somente nas Escrituras; o que torna, inequivocamente e
irrefutavelmente, Sola Scriptura a única alternativa viável para seguirmos
fielmente a doutrina apostólica, sem perigos de ultrapassá-la, mesmo quando
estamos vivendo tempos de grande apostasia.
Desejando manter-me fiel à palavra de Cristo e aos ensinos dos seus santos apóstolos, sob inspiração do Espírito Santo, busco basear a minha fé nas Escrituras. Como o povo de Deus tem dito, digo também eu: Sola Scriptura!
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