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sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Cristão, a eutanásia e o suicídio.

Cada dia que nasce é uma nova oportunidade. Se transgredimos é uma chance para corrigir o erro, se não, é uma ocasião favorável para reafirmarmos a confiança na providência divina. Também nos momentos extremos de nossa vida, temos a oportunidade de reafirmar a fé e a crença nas promessas registradas na Palavra de Deus.

A vida é dom de Deus concedido ao homem. Toda concessão continua sendo de domínio do seu proprietário. Por isso não é de competência humana, decidir o momento em que a vida será extinta. Além disso, o conceito de misericórdia aplicado à eutanásia é equivocado, pois o exercício daquele implica em prestar socorro até as últimas consequências. O ser humano sentindo-se incapaz de lidar com suas próprias frustrações busca refugio na morte.

A palavra “eutanásia” vem de dois termos gregos: eu, com significado de “boa” e thánatos, que significa “morte”. Do que resulta o termo eutanásia, surgindo a idéia de “boa morte”. Tal conceito é aplicado aos casos de “morte misericordiosa”, seja por autorização da família do enfermo, ou pela sua própria autorização.

Em 1 Coríntios 15.26, Paulo escreve dizendo que o “último inimigo que será aniquilado é a morte. Sabemos que o homem era imortal desde sua criação, porém o pecado trouxe em consequência a morte, de acordo com a palavra do próprio Deus que avisou Adão e Eva, que se pecassem desobedecendo eles morreriam (Gênesis 2.17).

O posicionamento bíblico quanto o uso da eutanásia é claro e preciso. Encontramos nos mandamentos de Deus a ordem dizendo “não matarás” (Êxodo 20.13). Daí a ação do médico, tirando a vida do paciente, equipara-se a um assassinato; a um homicídio. A eutanásia é um crime contra a vontade de Deus, conhecido tradicionalmente, e contra o direito de vida do ser humano. “O Senhor é quem tira a vida e quem a dá; faz descer à sepultura e faz tronar a subir dela” (1 Samuel 2.6).

Há uma possibilidade de cura milagrosa através da fé em Cristo e da perseverante oração. E se Deus quiser realizar um milagre? “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem. Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho” (Hebreus 11.1,2). A fé passa por cima de todas as impossibilidades e “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6).

O juramento de Hipócrates, proclamado pelos médicos, deve ser considerado, pois os mesmos não devem “dar remédio letal a quem quer que peça, tampouco… fazer alguma alusão a respeito”. Qualquer argumento em favor da eutanásia, alegando que deixar alguém sofrendo sem a mínima perspectiva de sobrevivência é menos moral do que acelerar a morte para tal pessoa é falacioso e não tem base bíblica. Além disso, levamos em consideração que o consentimento da vítima não exclui a intenção criminosa.

Nas Escrituras, encontramos o registro de alguns casos de suicídio. Em todos eles, vemos que seus protagonistas foram pessoas que deixaram de lado a voz do Senhor, e desobedeceram a sua palavra:
O exemplo de Saul. Foi rei fracassado, que deixou o Senhor, e foi em busca de uma médium espírita (1 Samuel 28.1-19).

O exemplo de Aitofel. Foi um conselheiro de Absalão, orgulhoso, que se matou por ver que sua palavra fora suplantada por outro (2 Samuel 17.23).

O exemplo de Zinri. Um rei sem qualquer temor de Deus, que usurpou o trono por traição e matança, e que por fim se matou, quando se viu derrotado pelo exército inimigo (1 Reis 16.18,19).

O exemplo de Judas Iscariotes. Após trair Jesus, foi dominado por um profundo remorso, e, ao invés de pedir perdão ao Senhor, se enforcou.

A vida é Sagrada e somente Deus pode dar vida e tirar a vida. Moisés pediu a Deus que tirasse sua vida (Números 11.15). O profeta Elias também fez o mesmo pedido a Deus (1 Reis 19.4) e da mesma forma o profeta Jonas (Jonas 4.8). Deus não atendeu a nenhum destes pedidos.

Não há conforto algum na morte sem Deus. Pelo contrário, a morte do ímpio representa uma condenação eterna. Somente a confiança em Deus e a convicção da eterna redenção em Cristo poderá nos trazer conforto.

Os motivos que condenais nas Sagradas Escrituras são:

Devemos amar a nós mesmos (Mateus 22.39; Efésios 5.29).

É falta de confiança em Deus, visto que Ele pode resolver tudo (Romanos 8.38,39).

Devemos lançar as nossas ansiedades sobre o Senhor, e não na morte (1 Pedro 5.7).

Autor: Michael Caceres
Fonte: Shemá

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