SEJA BEM VINDO EM NOME DE JESUS.

terça-feira, 15 de junho de 2021

05 provas irrefutáveis que uma mulher casou com um menino

 

Uma das maiores reclamações das mulheres quanto aos homens relaciona-se ao fato de que muitos destes não amadureceram. Na verdade, a impressão que se tem é que ainda que o tempo passe e os anos avancem, boa tarde dos homens continuam comportando-se de forma infantilizada.  Outro dia  eu escrevi um texto que trata de algumas características daquilo que eu chamo de um homem "meninão", o que por si só trouxe uma grande repercussão principalmente entre as mulheres (leia aqui) Hoje, seguindo o mesmo raciocínio, pretendo de tratar de cinco provas irrefutáveis de que uma mulher casou com um menino, senão vejamos.

  1. Um homem menino não assume o seu papel de líder do lar, comportando-se de forma subserviente, sendo incapaz de liderar, servir e cuidar da sua família.
  2. Um homem menino é machista e acha que não pode ajudar a esposa nas tarefas domésticas. Para ele, fazer o almoço, lavar a louça ou mesmo cuidar do bebê é absurdo e inadmissível. Outro dia por exemplo, li nas Redes Sociais a história de que muitos homens tem defendido a causa de que um genuíno homem não pode lavar louça. 
  3. Um homem menino é chorão, reclamão, se considera uma vítima da esposa e um eterno injustiçado.
  4. Um homem menino não gosta de trabalhar, sempre tem uma desculpa para não permanecer num emprego, é acomodado e se deixar, aceita ser sustentado pela mulher.
  5. Um homem menino adora um rabo de saia, não valoriza a esposa que tem, e sempre que tem oportunidade, joga sua cantada de eterno adolescente à uma outra mulher.

Isto posto, se seu marido age assim isso aponta para o fato de que ele não cresceu. E se você é homem e reconhece alguns destes comportamentos, está na hora de amadurecer e crescer.

Renato Vargens 


O triste comportamento de homens casadas nas redes sociais


Doutra feita eu escrevi sobre os lobos que se aventuram na internet na expectativa de "pegar" algumas moças cristãs. (aqui) Hoje, quero me ater ao triste comportamento de alguns homens, cristãos e casados, que tem usado as redes sociais para "seduzir" mulheres. 

Pois é, parece loucura, mas é verdade. Volta e meia eu ouço algumas irmãs reclamando do fato de terem sido abordadas no chat do facebook, ou mesmo pelo direct do Instagram por homens casados. Na verdade, para a nossa vergonha, inúmeros homens tem usado as Redes Sociais com charme e conversa fiada, visando com isso um caso extraconjugal. 

Ora, se você se é casado e se diz cristão e age desta forma, permita-me lhe dizer que você não nasceu de novo, mesmo porque, homens regenerados por Cristo, não desenvolvem comportamentos deste naipe. Alias, vamos combinar uma coisa? Esse tipo de comportamento até mesmo entre os solteiros cristãos é repulsivo, quanto mais homens casados, não é verdade?

Quanto as moças, sugiro que ao serem abordadas pelo "lobo casado", que o bloqueie ou se necessário for o denuncie, lembrando que pessoas deste tipo podem ter cara de crente, linguagem de crente, roupagem de crente, teologia de crente, mas no fundo não passam de lobos devoradores que precisam ser resistidos. Ademais, como já escrevi anteriormente (aqui),  homens "galinhas" pecam contra Deus e contra os irmãos, causando profundas feridas no coração das moças que porventura caíram no conto do vigário.

Isto posto, se você é homem e se encaixa nesse tipo de comportamento, arrependa-se dos seus pecados, honre as calcas que veste, seja decente e respeite acima de tudo a sua esposa.

Renato Vargens 


Cabala, uma interpretação oculta da Bíblia

 

O poder da propaganda é algo indiscutível. Quando se deu notícia, em nossos dias, da publicação do livro O CÓDIGO DA BÍBLIA, do escritor Michael Drosnin e do matemático Eliyahu Rips, informando que havia uma linguagem em código nos livros da lei, conhecido como o Pentateuco (a Torah), o mundo religioso que lê a Bíblia ficou estupefato. É que as notícias espalhadas diziam que os cinco primeiros livros da Bíblia seriam um intrincado computador, que contém uma série de profecias codificadas, que revelavam o futuro do mundo. Esse código, diziam os escritores, pode ser decifrado através de operações matemáticas decodificadas por eles. Com isso, diziam que havia uma mensagem secreta da Bíblia, oculta há quase três mil anos. Ora, teria Deus inspirado um livro cuja mensagem estava oculta da humanidade, e que só alguns privilegiados poderiam decifrar essa mensagem? O que dizer de textos frequentemente usados pelos leitores da Bíblia, que encontravam nela a mensagem de Deus na leitura literal do texto?

A ORIGEM DA CABALA

Qualquer pessoa que investigue a História da Igreja verá que esse tipo de interpretação ocultista da Bíblia já existiu antes. Uma delas é a Cabala. Afirma-se que etimologia da palavra Cabala é formada do prefixo ‘kab’, que em língua semita significa “osso de calcanhar” e do sufixo Alá, que significa Deus (A Maçonaria e o Livro Sagrado, p. 93). Com isso se dá o sentido de ‘a estrutura óssea‘, a ‘carcaça’ do conhecimento divino.

Os cabalistas explicam a origem da cabala dizendo que Enoque (Gênesis 5.21-24) ensinou ao patriarca Abraão uma doutrina oculta, que este transmitiu oralmente aos seus filhos e netos. Posteriormente, Moisés redigiu por escrito esses ensinamentos no livro da Lei ou Pentateuco. Segundo ainda os cabalistas, Moisés previu que a sua mensagem, pura como era, não se conservaria nas mãos do povo, que peregrinava pelo deserto, tencionou evitar falsas interpretações, confiando as chaves do entendimento de seus escritos a homens seguros, de fidelidade comprovada, entregando-lhes de viva voz os esclarecimentos necessários para uma autêntica compreensão da Torah.

Os discípulos de Moisés confiaram esses ensinamentos secretos a outros homens, que os passaram adiante. Para se conservar inalterado o texto sagrado, os profetas ditaram normas aos leitores e copistas, normas estas derivadas do esoterismo de Israel, e que hoje se chamam “Massorah”. Esta, juntamente com outras tradições secretas (Michná, Gemará, Targum), constituem a chamada ‘Cabala Judaica’.

Alguns cabalistas dignos de nota são Moses de Leon, Isaac Ben Salomão, Ashkenazi Luria e H. Vital.

A MENSAGEM OCULTA

Os fundadores da Cabala tratam cada letra, número e acento do livro da Lei, conhecido como a Torah ou Pentateuco, como se fossem um código secreto, contendo alguma profecia ou significado profundo, mas oculto, colocado lá por Deus com algum propósito. O ponto central está em desvendar os segredos da maravilha e da majestade de Deus e sua criação divina. Dizem que esse código secreto contém um mistério, que só pode ser descoberto pelos iniciados em Artes Iniciáticas. Abrange o hermetismo, cromoterapia, numerologia, astrologia, magia, angelologia, comunicação com espíritos dos mortos, curandeirismo etc. É essencialmente um envolvimento com o ocultismo em quase todas as suas modalidades. Procura, assim, oferecer soluções prontas, por vias sobre humanas, a pessoas desanimadas ou que colocam a razão de lado para atender à curiosidade com relação aos poderes tidos como extra sensoriais, ou que fogem aos cinco sentidos.

OBRAS IMPORTANTES

Duas obras importantes surgiram na Babilônia que são: 1) O Sefer Yetzirah (o Livro da Formação), um estudo sobre os poderes criativos das letras e dos números. 2) O Shiur Komah (A Medida de Altura), uma obra antropomórfica sobre as dimensões da deidade. O maior texto da Cabala, que contém a maior parte da tradição, é Sefer Hazohar (“O Livro do Esplendor”), escrito por Simeão Ben Jochai “sob ordem vinda do alto”.

DOUTRINAS

A Cabala pode ser teórica ou prática. A teórica ensina algo sobre o mistério da divindade. Declara então que o propósito da Cabala, aparentemente, é ler a mente divina e assim tornar-se unitário com Deus. Abrange também a criação e a queda dos anjos, a origem do mundo em sete dias, a criação e a queda do homem, os caminhos para a restauração, adotando para isso a reencarnação. A Cabala prática ou mágica é conservada no manuscrito As Clavículas de Salomão. Procura orientar o comportamento do homem observando símbolos sagrados, especialmente as letras hebraicas, às quais é atribuídos valor numérico e valor quantitativo. Em consequência, foram criados baralhos ou séries de cartas, portadores de imagens simbólicas e números. Essas cartas, tiradas segundo certas regras, devem definir o caráter e o comportamento das pessoas interessadas. O mais importante de tais baralhos é o tarô, que consta de 22 símbolos (Arcanos Maiores). Em períodos de enfermidades a pessoa pode mudar seu nome, a fim de procurar beneficiar-se da mudança de letras e de seus valores numéricos, usa Amuletos, formas de Adivinhação, etc.

IDENTIDADE COM A MAÇONARIA

Dicionário de Maçonaria, Editora Pensamento, de Joaquim Gervásio de Figueiredo, na p. 89, sob os verbetes cabalistas cabalísticos declara:

CABALISTAS ou CABALÍSTICOS. Denominação dada aos maçons; sistemas, ordens, ritos e obras dedicados à cabala ou dela derivados”.

CABALÍSTICA. 1) Título atribuído à 4ª das séries em que se divide o Rito de Misraim. Tal série se subdivide em três grupos ou classes, que são: 15ª, 16ª e 17ª e estas compreendem os graus superiores, ou sejam, os dos graus 78º ao 90º; 2) A mesma denominação tem a 4ª série dos 90º da Ordem dos Sofisios, que vai do grau 78º ao 90º“.

No livro A Maçonaria e o Livro Sagrado, p. 93: “A Maçonaria está eivada de aplicações numéricas, quer nos graus simbólicos, quer nos filosóficos”.

ENTRE OS CRISTÃOS

A Cabala não apenas tem ligação íntima com a Maçonaria, como também entre os cristãos. Devido ao relacionamento entre o Judaísmo e o Cristianismo, os líderes e eruditos cristãos deixaram-se influenciar pela Cabala. Isso ocorreu durante a Idade Média. Dizem os cabalísticos que os livros de Ezequiel, Daniel e Apocalipse são puramente alegóricos e cabalistas.

POSIÇÃO BÍBLICA

Analisando alguns dos ensinos e práticas da Cabala à luz da Bíblia, apresentamos as seguintes contestações:

1.      A Cabala tem como propósito central conhecer ou ler a mente divina, procurando tornar o homem um com Deus. Em linguagem atual, esse propósito de integrar-se à divindade é conhecido como o Panteísmo (tudo é Deus). Esse desejo de atingir a divindade já foi objeto de um ser criado perfeito por Deus, mas que deu lugar ao orgulho e tornou-se o sedutor da humanidade. Hoje é conhecido pelos nomes de diabo ou Satanás. Seu propósito, ao cair da posição honrosa que ocupava no céu, foi levar esse mesmo intento ao casal no Éden. Disse ele: “Sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal” (Gênesis 3.1-5). Por três modos Deus se deixou ser conhecido pelo homem: a) pela criação (Romanos 1.19-20); b) pela própria Bíblia (Hebreus 1.1); e c) por seu Filho Jesus Cristo (João 5.39).

Quando o homem procura conhecer a vontade de Deus, deve aceitar os meios que Ele dispôs para isso, e se O buscarmos de todo o coração certamente O encontraremos. Não do modo do homem, pois o homem natural não conhece as coisas de Deus, porque lhe parecem loucura. E então se cumpre o que disse Paulo em Romanos 7.22: “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus”.

Deus diz em sua Palavra: “Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás” (Jó 38.2-4).

2.      A preocupação da Cabala é ler a Bíblia, e através de normas cabalísticas, entender a mensagem de Deus para os homens. Esse modo singular de entender a mensagem da Bíblia não é próprio. A Bíblia tem uma linguagem literal, que pode ser entendida pelas pessoas humildes como afirmou Jesus (Mateus 11.25). Paulo, por sua vez, declara que os homens pela sua inteligência não conseguiram conhecer Deus, e por isso aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação do evangelho. A mensagem central do evangelho foi apontada pelo mesmo escritor bíblico, dizendo: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (ICoríntios 15.3-4). Isso contraria outro ensino fundamental da Cabala.


3.      Dentro das normas cabalísticas, a restauração do homem se dá pela reencarnação. Tal teoria é condenada na Bíblia, que não ensina a reencarnação como o modo de se alcançar a meta final de tornar-se um espírito puro, reencarnando quantas vezes forem necessárias, em cada uma das vezes deixando de lado os erros cometidos na vida anterior. Ora, estudar a Bíblia para conhecer a mente de Deus, e integrar-se à divindade por esforços próprios é algo impossível. Primeiro, porque tentar igualar o Criador com a criatura é algo descabido. E segundo, o método para uma intimidade com Deus está em recebermos gratuitamente o perdão dos nossos pecados, que podem ser apagados mediante a aceitação do plano de Deus para o homem. Dentro do plano divino para a salvação do homem está a dádiva do seu Filho Jesus Cristo, para propiciação pelos nossos pecados (IJoão 1.9 e 2.1-2,12). Adotar a reencarnação para o progresso espiritual do homem é contar com o impossível. É tentar levantar-se puxando os cadarços do sapato. Não sai do lugar. Mas podemos sentar nas regiões celestiais por aceitar o que Deus nos oferece na pessoa de Jesus Cristo (Efésios 2.1-5).


4.      Com relação à prática, a Cabala faz uso de baralhos e adivinhações para conhecer o futuro de cada pessoa, e traçar caminhos para um bom relacionamento familiar e social. Deus condena na Bíblia de modo claro e inequívoco a busca de conhecimentos fora do revelado literalmente na sua Palavra, de modo a não deixar dúvidas sobre haver uma interpretação oculta revelada para poucos.

“Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (Isaías 8.19-20).

E, pior, o exercício de tais práticas esotéricas conduz à perdição: “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte” (Apocalipse 21.8).

“Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós; porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra” (Deuteronômio 6.14-15).

“Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do SENHOR; e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai” (IReis 11.6).

“Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso” (Provérbios 30.5-6).

“Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8).

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8.44).

“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” (IICoríntios 11.3-4).

Por Pr. Natanael Rinaldi


Analisando as doutrinas do Judaísmo

 

Pecado

O judaísmo não enfatiza o pecado original, mas a virtude e retidão originais. Embora no judaísmo seja reconhecido que o homem comete atos e pecado, não há o senso de que o homem é totalmente depravado e indigno, segundo se vê na teologia cristã. No judaísmo, a expiação pelo pecado é obtida por meio da retidão pessoal, o que inclui o arrependimento, orações e boas obras. Não havendo, assim, necessidade de um Salvador.

Vejamos o que Trude Weiss Rosmarin disse:

O judaísmo exalta a justiça como um dos alicerces do Universo (p. 66).

A rejeição até mesmo dos mais antigos vestígios de mediação ou intermediação acabou por dar origem a um dos conceitos éticos mais sublimes: a certeza de que a redenção do pecado está totalmente em poder do pecador (p. 71).

Resposta Apologética:

A Bíblia nos diz: Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram (Rm 5.12). Deixando-nos claro que herdamos a culpa, por causa do pecado de Adão. Disse Davi: Eis que em iniquidade fui formado, em peca do me concebeu minha mãe (Sl 51.5). Deixando-nos claro que herdamos uma natureza pecaminosa.

A teoria de que a certeza que a redenção do pecado está em poder do pecador, dá base para a salvação através da justiça própria a partir das obras, o profeta Isaías nos diz: Mas nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia, e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam (Is 64.6). Como vimos, embora do ponto de vista do judaísmo, as pessoas possam ser capazes de fazer o bem, o profeta Isaías afirma que todas as nossas justiças, são como trapo da imundícia.

Unidade e Tri-unidade

Para os judeus, Deus é Pessoal, Todo-Poderoso, Eterno, Misericordioso. Mas não é a Trindade.

Para o incondicional monoteísmo judaico, a doutrina da Trindade é profundamente objetável porque se trata de uma concessão ao politeísmo ou, de certa maneira, uma adulteração da ideia de um único indefinível e indivisível Deus.

Resposta Apologética:

Com poucas exceções, geralmente se acredita entre os judeus que os cristãos creem em três deuses diferentes. Essa impressão surgiu devido à fé cristã na Doutrina Bíblica da Trindade: crença num único Deus eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O objetivo desta matéria é mostrar que a Doutrina Bíblica da Trindade não deveria ser estranha aos judeus que conhecem e compreendem e creem nas Escrituras do Antigo Testamento, mas também faz parte do contexto dos escritos de Moisés e dos profetas.

Uma das razões por que os judeus deixaram de estar familiarizados com a doutrina do Deus Trino se encontra nos ensinamentos de Moisés Maimônides. Ele compilou os artigos de fé do judaísmo, que os judeus aceitaram e incorporaram em sua liturgia. Um desses artigos é: Creio com perfeita fé que o Criador (abençoado seja Seu nome) é um ser único (hebraico: yachid). Isso tem sido repetido diariamente pelos judeus em suas orações, desde o século doze, a época em que viveu Moisés Maimônides. Essa expressão yachid – único é absolutamente oposta à Palavra de Deus, a qual ensina enfaticamente que Deus não é um Yachid, isto é, único no sentido de unidade absoluta e, sim, Achad, cuja significação é unido no sentido de unidade composta.

Em Deuteronômio 6.4, Deus apresentou a seu povo um princípio que certamente é superior ao de Moisés Maimônides, visto que é originário do próprio Deus. Lemos nessa passagem: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. A palavra único no texto hebraico é achad – unido (unidade composta) e não yachid, conforme a interpretação de Moisés Maimônides.

Yachid – unido (unidade composta) e Achad – único (unidade absoluta).

Desejamos agora acompanhar essas duas palavras yachid e achad, em suas ocorrências no Antigo Testamento, verificando em que contexto e sentido são empregadas, a fim de nos certificarmos de seu verdadeiro significado.

Em Gênesis 1.13 lemos: … E foi a tarde e manhã, o dia primeiro. No texto hebraico primeiro é achad, o que subentende que a tarde e manhã ou ainda o dia e noite — duas coisas – são chamadas como se fossem uma só, mostrando assim claramente que o termo achad não significa único (unidade absoluta), mas sim unido (unidade composta). Novamente em Gênesis 2.24 lemos: Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar‑se‑á à sua mulher, e serão ambos uma só carne. Aqui também verificamos o uso da palavra achad, que fornece outra prova que significa unido (unidade composta), pois se refere a duas pessoas.

Yachid nas Sagradas Escrituras.

Vejamos, agora, onde a expressão yachid‑ único (unidade absoluta), pode ser encontrada. Em Gênesis 22.2, lemos: E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e... Aqui encontramos a palavra yachid. O mesmo termo é repetido no versículo 12 desse capítulo: … e não me negaste o teu filho, o teu único filho. No Salmo 25.16: Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito, a palavra é outra vez aplicada a uma só pessoa, e também em Jeremias 6.26, onde lemos: … pranteia como por um filho único ...A palavra único é aqui expressa pelo hebraico yachid. Essa palavra aparece ainda com o mesmo significado em Zacarias 12.10: … e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá‑lo‑ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito …

E assim concluímos que Moisés Maimônides, apesar de sua grande sabedoria e erudição, incorreu num sério erro ao prescrever para os judeus uma confissão de fé na qual é dito que Deus é yachid‑ único (unidade absoluta), afirmação essa absolutamente oposta à Palavra do Deus vivo, que declara que Deus é achad – unido (unidade composta). E os judeus, seguindo fielmente o chamado segundo Moisés, mais uma vez demonstram suas antigas tendências em interpretar a Palavra de Deus de maneira que lhes convém. O Espírito Santo declarou acerca deles por intermédio do profeta Jeremias, dizendo: …pois torceis as palavras do Deus vivo, do Senhor dos Exércitos, o vosso Deus (Jr 23.36).

A Crença Cristã é Correta

Essa, pois, é a crença do verdadeiro cristão. Ele não tem três deuses, e, sim, um só Deus, de acordo com as Sagradas Escrituras, em hebraico expresso pela palavra achad – unido (unidade composta). Um único Deus, eternamente subsistente em três pessoas, conforme veremos nas Escrituras que seguem:

No primeiro versículo da Bíblia, Deus é apresentado com o nome hebraico Elohim. Em Gn 1. 1, o verbo está no singular (criou) e o sujeito no plural (Deus). Elohim é a forma plural de Eloah, mas o significado é o mesmo: Deus. Quando analisamos o contexto bíblico (Gn 1.26; 3.22; 11.7), podemos compreender a unidade composta de Deus na Trindade. Embora o nome Elohim por si só não prove a unidade composta, o contexto apoia a unidade composta de Deus: façamos… nossa (Gn 1.26-27); eis que o homem é como um de nós (Gn 3.22); desçamos e confundamos (Gn 11.7).

O Que Diz o Sagrado Livro Judeu – “Zoar”

Certamente interessará ao leitor saber que o mais sagrado dos livros judaicos – o “Zoar”, faz o seguinte comentário de Deuteronômio 6.4: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor (em hebraico: a palavra Senhor é YHWH). E o Zoar comenta: Qual a necessidade de mencionar o nome de Deus três vezes nesse versículo? Segue-se então a resposta: O primeiro YHWH – Senhor é ao Pai nos céus. O segundo é a raiz de Jessé, o Messias que deve sair da família de Jessé por meio de Davi. E o terceiro é o caminho na terra(significando o Espírito Santo, que nos mostra o caminho) e esses três são um.

Por conseguinte, em conformidade com o “Zoar”, o Messias não somente é chamado de YHWH como também está em união com o próprio YHWH Trino. Esse ensinamento do “Zoar” está baseado na Palavra de Deus falada por Jeremias 23.6, onde ao dar a promessa da segurança de Israel por intermédio do Messias, declara: …e este será o seu nome, com que será chamado: YHWH é a nossa justiça.

A doutrina bíblica da Trindade é apresentada na Bíblia em muitos trechos.

Por exemplo, Gn 1.26: E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. O que significa o verbo (façamos) e o pronome (nossa), ambos no plural? Tentam afirmar que se trata de plurais majestáticos, forma de falar que um rei usaria ao dizer, por exemplo: Temos o prazer de atender-lhe o pedido. Mas no Antigo Testamento hebraico não se encontravam outros exemplos em que um monarca use verbos no plural ou pronomes plurais para referir-se a si mesmo nessa forma. A melhor explicação é que temos aqui uma indicação da pluralidade de pessoas no próprio Deus.

Também acontece em Gênesis 3.22: Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente; Gn 11.7: Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro, e Isaías 6.8: Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim (Repare a combinação de singular e plural).

Em certas passagens, duas pessoas distintas são denominadas Deus. Observe: Tu amas a justiça e odeia a impiedade; e por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros (Sl 45.7). Observamos claramente por isso Deus, o teu Deus duas pessoas denominadas Deus, indicando assim um plural de pessoas. Importante observar, que no livro de Hebreus o autor cita esta passagem e a aplica a Cristo: Hebreus 1.8.

O ensinamento de Deuteronômio 6.4 é um sumário bem abreviado de um grande número de passagens espalhadas por toda a Bíblia com relação ao Deus Trino – único Deus eternamente subsistente em três pessoas. Por causa da fraqueza de nossos olhos, Deus não deixa que o sol apareça subitamente pela manhã, mas vai aparecendo gradualmente, a fim de não cegar-nos pelo súbito relampejar de luz tão gloriosa. Como exemplo, podemos citar a gloriosa manifestação da pessoa do Messias, o Filho da justiça, por uma apresentação repentina do mesmo nas Escrituras, mas foi desdobrando linha após linha, apresentando-o gradualmente até que nossa compreensão ficasse bem preparada para entender a revelação em sua inteireza: Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei (Gl 4.4).

Outros Exemplos da Pluraridade de Pessoas na Unidade Divindade

Abraão a os Três Mensageiros

Maravilhosamente Deus se revelou a Abraão como homem, está em Gênesis 18, onde o Senhor Deus apareceu a Abraão como três homens (anjos, mensageiros). No primeiro versículo lemos: Depois apareceu o Senhor nos carvalhais de Manre… e no versículo 2: E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele… e embora sejam três homens, ou seja, três pessoas, Abraão se dirigiu a eles no singular, dizendo: Meu Senhor…(Gn 18.3).

Assim é que Deus apareceu a Abraão em três pessoas. Em outras palavras, o Deus que apareceu a Abraão, e os três homens que Abraão viu quando levantou os olhos, são o Deus único que subsiste em três pessoas.

Jacó e o Lutador Celestial

Em Gênesis 32.25-32, encontramos um misterioso personagem a lutar com Jacó, o qual depois implorou sua bênção. E Jacó nomeou aquele lugar de Peniel, cuja significação é a face de Deus, pois declara: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva (Gn 32.30). Vemos a mesma ideia ainda mais claramente declarada por Jacó em Gênesis 48.15-17. Antes de sua morte, Jacó abençoou a José e seus dois filhos. Ele começa referindo-se ao Deus de seus pais, Abraão e Isaque, e então fala no Deus que me sustentou durante a minha vida até este dia. Em seguida explicando quem é esse Deus, invoca-O com as seguintes palavras: O anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes… (Gn 48-16). Certamente Jacó estava se referindo aqui ao misterioso personagem com quem se empenhou em luta, e que o redimira de Esaú; e, no entanto, identifica-o com o Deus de seus pais, Abraão e Isaque. E assim, as três diferentes definições de Deus nesta passagem não podem significar outra coisa senão a Santa Trindade.

Sábado

O povo judeu foi orientado por Deus em Êxodo 20.10: Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Eryeh Kaplan diz: Dentro do judaísmo existe uma porção de atividades que não se pode fazer no Sábado, entre elas estão: Transportar, queimar, extinguir, fazer acabamento, escrever, apagar, cozinhar, lavar, costurar, rasgar, amarrar, desamarrar, moldar, orar, plantar, segar, colher, debulhar, joeirar, escolher, peneirar, moer, amassar, pentear, fear, tingir, fazer ponto em série, urdir trama, tecer, desembaraçar, construir, demolir, pegar em armadilha, cortar, abater, esfolar, curtir o couro, amaciar o couro e marcar (“Shabat dia de Eternidade”, Eryeh Kaplan, Editora Maayanot, 1a edição, pp. 39-40).

Declaram que o Sábado é o motivo de sua sobrevivência, Sem o Shabat, o judeu teria desaparecido. Foi dito que assim como o judeu manteve o Shabat, o Shabat manteve o judeu (“Shabat dia de Eternidade”, Eryeh Kaplan, Editora Maayanot, 1a edição, p. 9).

Resposta Apologética:

O Sábado da Lei, como sombra das coisas vindouras, prefigurava Cristo. Como relata Paulo em sua epístola aos Colossenses. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é Cristo (Colossenses 2.16-17).

Jesus condena claramente o cerimonialismo no dia do Sábado. Acusado pelos judeus de violação do Sábado, Jesus afirmou que: Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem até do Sábado é Senhor (Mt 12.7-8).

Todo este cerimonialismo a tradição resulta de não terem recebido o Messias que é Jesus.

Messias

A palavra grega Christos significa Messias, e usar qualquer um dos dois termos para Jesus é uma confirmação da fé cristã e um anátema a tudo que é sagrado no judaísmo (“Bem-vindo ao Judaísmo Retorno e Conversão”, Maurice Lamm, Editora a Livraria Sêfer LTDA., 1a edição, p. 278).

Para as pessoas que vêm de um ambiente onde se assume sem discutir que Jesus é o Próprio Deus, ou, pelo menos, um profeta, é necessário afirmar que, no judaísmo Jesus não é Deus nem faz parte da Divindade, não é profeta e definitivamente, não é o Messias (Mesmo livro citado pp. 276 e 277).

Resposta Apologética:

O messianismo manteve vivas as esperanças de Israel e garantiu sua existência até a época de Cristo. A esperança de Israel, entretanto, fixava-se na restauração da nação. A libertação do povo podia ser compreendida por três formas diferentes: terrena, segundo as leis da história humana; sobrenatural, numa terra milagrosamente transformada; transcendente, com a ressurreição dos mortos e realizada no céu.

Ao que vemos, os judeus não entenderam as profecias que apontavam para o Messias, dentre elas: Jesus seria a semente da mulher em Gênesis 3.15; o descendente de Abraão, Isaque e Jacó que iria finalmente abençoar todas as nações (Gn 12.2-3; 22.18); o profeta semelhante a Moisés (Dt 18.15); seria crucificado (Sl 22); o menino de Deus que teria um reino eterno (Is 9.6-7); que seria transpassado e moído pelas nossas transgressões para que fôssemos curados pelas suas pisaduras; sobre quem o Senhor fez cair a iniquidade de toda humanidade (Is 53); o Renovo justo, o Rei sábio, que será chamado Senhor justiça Nossa (Jr 23.5-6); seria morto o Ungido depois de 483 anos (Dn 9.24-27); reinará sobre Israel, nascido em Belém Efrata (Mq 5.2).

As evidências nas Escrituras hebraicas provam que Jesus é o Messias. Deste modo, todas estas profecias, e muitas outras não mencionadas, mostram, de maneira que não deixa dúvida, que o Messias de Israel já veio.

Em Levítico 17.11, lemos que: sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados. Então onde está o sangue? Os judeus tinham o templo de Salomão, os sacerdotes, os sacrifícios, mas tudo isto desapareceu. Por quê? A razão é que o Messias já veio ao mundo, e se tornou, ao mesmo tempo o tabernáculo (Ap 21.3), o sacerdote (Hb 10.21), e o sacrifício (Ef 5.2). Através do sangue imaculado do Messias de Israel, Deus providenciou o meio de perdoar os pecados dos judeus e da humanidade inteira.

Hoje, o lugar onde era o templo está ocupado por uma mesquita muçulmana, e não temos mais sacerdotes, nem apresentamos sacrifícios de animais.

No evangelho de João se lê que veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1.11). Em outra passagem Jesus faz uma advertência quanto a sua aceitação: Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue, a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia (João 12.48). E para aquele que o aceitasse, o apóstolo João diz: Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome (João 1.12).

Sendo assim, a maior dádiva de Deus a Israel, foi rejeitada.

Na cruz do calvário o Messias morreu uma vez por todos os pecados da humanidade e ali consumou para sempre a obra redentora predita nas escrituras do Antigo Testamento (Hb 10.4-31; 9.23-28; Ap 1.7-8,18).

Extraído da Série Apologética do ICP