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quarta-feira, 4 de março de 2026

Jesus no alcorão X Jesus na Bíblia


Alcorão menciona Jesus Cristo (ʿĪsā ibn Maryam) 25 vezes, atribuindo-lhe 5 milagres principais. À primeira vista, pode parecer que o Islã possui uma alta consideração por Jesus. Contudo, uma análise cuidadosa revela que o Jesus do Alcorão não é o Jesus histórico, bíblico e apostólico, mas uma releitura teológica posterior, incompatível com o testemunho das Escrituras.


1. O Jesus do Alcorão

Como o Alcorão apresenta Jesus

O Alcorão afirma que Jesus:

- É filho de Maria, mas não

Filho de Deus

- É apenas um profeta

- Nasceu de uma virgem

- Realizou milagres somente com permissão de Allah

- Não foi crucificado

- Não morreu

- Não ressuscitou

- Não é Salvador

- Não é Deus

Milagres atribuídos a Jesus no Alcorão (5)

1 - Falar no berço (Alcorão 19:29–30)

2 - Criar pássaros de barro (3:49; 5:110)

3 - Curar cego de nascença e leproso (3:49; 5:110)

4 - Ressuscitar mortos (3:49; 5:110)

5 - A mesa que desce do céu (5:112–115)

 Nota crítica:

Alguns desses milagres não existem nos Evangelhos, mas aparecem em evangelhos apócrifos gnósticos (ex.: Evangelho da Infância de Tomé), o que já levanta sérios problemas históricos e teológicos.


2. Jesus NÃO é apenas profeta — Ele é Deus

A Bíblia não apresenta Jesus como apenas um profeta, mas como o próprio Deus encarnado.

 Bíblia

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1:1)

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.”  (João 1:14)

“Antes que Abraão existisse, EU SOU.” (João 8:58)


Aqui Jesus:

- Usa o nome divino YHWH (EU SOU)

- Reivindica eternidade

- Recebe adoração (Mateus 14:33; João 20:28)

 

 Refutação direta ao Alcorão:


O Alcorão nega que Jesus seja Deus (Alcorão 5:72), mas nega exatamente aquilo que Jesus afirmou sobre si mesmo.


3. A autoridade dos milagres: permissão ou identidade?

No Alcorão

Jesus faz milagres “com permissão de Allah”, como um agente subordinado.

Na Bíblia

Jesus realiza milagres por autoridade própria:

“Eu quero, fica limpo.” (Marcos 1:41)

“Lázaro, vem para fora!” (João 11:43)

“Eu sou a ressurreição e a vida.” (João 11:25)

 

Conclusão:
Na Bíblia, os milagres revelam quem Jesus é.

No Alcorão, os milagres negam quem Ele é.


4. A crucificação: o coração do Evangelho

Alcorão

“Eles não o mataram nem o crucificaram.” (Alcorão 4:157)

Bíblia

“Cristo morreu pelos nossos pecados.” (1 Coríntios 15:3)

“Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões.” (Isaías 53:5)

“Está consumado.” (João 19:30)

 

Problema fatal do Alcorão:

 

Sem cruz:

- Não há redenção

- Não há expiação

- Não há evangelho

- Não há salvação

“Sem derramamento de sangue, não há remissão.” (Hebreus 9:22)


5. A ressurreição: negada no Islã, central na Bíblia

Bíblia

“Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé.” (1 Coríntios 15:17)

 

Jesus:

- Morreu

- Ressuscitou corporalmente

- Foi visto por mais de 500 testemunhas (1 Co 15:6)

 

O Islã não possui:

- Túmulo vazio

- Testemunhas oculares

- Evangelho histórico


6. Jesus no Alcorão é um “outro Jesus”

“Se alguém vos anuncia outro Jesus, que não o que temos anunciado…” (2 Coríntios 11:4)


O Jesus do Alcorão:

- Não salva

- Não redime

- Não reina

- Não é Senhor

- Não é Deus

Portanto, não é o Jesus da Bíblia, mas uma reconstrução teológica posterior, surgida 600 anos depois, em contradição direta com:

 

- Os Evangelhos

- Os Apóstolos

- A Igreja Primitiva

- O testemunho histórico


7. Conclusão apologética

O Alcorão reconhece Jesus, mas nega sua identidade

A Bíblia revela Jesus, plenamente Deus e plenamente homem

O Islã aceita partes convenientes e rejeita o coração do Evangelho

O verdadeiro Jesus é aquele que:

- Morreu

- Ressuscitou

- É Senhor

- É Deus

- É o único Salvador

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

 

Por. Pr. João Flávio Martinez


 

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