Porque os nossos destinos eternos dependem da verdade
deste evento histórico, a ressurreição tem sido alvo de grandes ataques de
Satanás contra a igreja. Assim, a historicidade da ressurreição corporal de
Cristo tem sido examinada e investigada a partir de todos os ângulos e estudada
interminavelmente por inúmeros estudiosos, teólogos, professores e outros ao
longo dos séculos. E apesar de uma série de teorias que tentam refutar esse
evento importante ter sido postulada, não existe nenhuma evidência histórica
credível que validaria qualquer coisa senão a sua ressurreição corporal
literal. Por outro lado, a evidência clara e convincente da ressurreição
corporal de Jesus Cristo é esmagadora.
Sendo assim, dos cristãos na antiga Corinto a muitos
hoje, incompreensões persistem em relação a certos aspectos da ressurreição de
nosso Salvador. Por que, alguns perguntam, é importante que o corpo de Cristo
foi ressuscitado? Sua ressurreição não poderia ter sido apenas espiritual? Por
que e como é que a ressurreição de Jesus Cristo garante a ressurreição corporal
dos crentes? Será que os nossos corpos ressuscitados serão os mesmos que os
nossos corpos terrestres? Se não, como serão? As respostas a estas perguntas
são encontradas no décimo quinto capítulo da primeira carta de Paulo à igreja
de Corinto, uma igreja que ele fundara anos antes durante a sua segunda viagem
missionária.
Além de facções crescentes na jovem igreja de Corinto,
havia um mal-entendido desenfreado de algumas doutrinas cristãs fundamentais,
inclusive da ressurreição. Embora muitos dos coríntios tivessem aceito que
Cristo foi ressuscitado (1 Coríntios 15: 1,11), eles tinham dificuldade em
acreditar que outros poderiam ou iriam ser ressuscitados. A contínua influência
da filosofia gnóstica, que acreditava que tudo espiritual era bom, ao passo que
tudo físico, como nossos corpos, era intrinsecamente perverso, foi
essencialmente responsável pela sua confusão a respeito de sua própria ressurreição.
A ideia de um cadáver detestável sendo eternamente ressuscitado foi, portanto,
fortemente contestada por alguns e certamente pelos filósofos gregos do dia
(Atos 17:32).
Ainda assim, a maior parte dos coríntios entenderam que a
ressurreição de Cristo foi corporal e não espiritual. Afinal de contas, a
palavra ressurreição significa “surgir dos mortos”; algo que volta à vida. Eles
entenderam que todas as almas eram imortais e, no momento da morte,
imediatamente iam para a presença do Senhor (2 Coríntios 5:8). Assim, uma
ressurreição “espiritual” não faria sentido, já que o espírito não morre e,
portanto, não pode ser ressuscitado. Além disso, eles estavam cientes de que as
Escrituras, bem como o próprio Cristo, declararam que o seu corpo iria surgir
novamente no terceiro dia. A Escritura também deixou claro que o corpo de
Cristo não veria nenhum decaimento (Salmo 16:10; Atos 2:27), uma declaração que
não faria sentido se o seu corpo não fosse ressuscitado. Por último, Cristo
enfaticamente disse aos Seus discípulos que o Seu corpo foi o que ressuscitou:
“um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lucas 24:39).
Mais uma vez, no entanto, a preocupação dos coríntios foi
em relação à sua ressurreição pessoal. Consequentemente, Paulo tentou convencê-los
de que porque Cristo ressuscitou dos mortos, eles também iriam ressuscitar dos
mortos algum dia, e que as duas ressurreições – a de Cristo e a nossa – devem
permanecer ou cair juntas, pois “se não há ressurreição de mortos, então,
Cristo não ressuscitou” (1 Coríntios 15:13).
“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo
ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também
por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos
morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:20-22).
Quando Jesus Cristo ressuscitou, Ele tornou-se as
“primícias” de todos os que seriam também ressuscitados (ver também Colossenses
1:18). Os israelitas não podiam colher plenamente as suas colheitas até que
trouxessem uma amostra representativa (primícias) aos sacerdotes como oferenda
ao Senhor (Levítico 23:10). Isto é o que Paulo está dizendo em 1 Coríntios
15:20-22; a própria ressurreição de Cristo foi as “primícias” da “colheita” da
ressurreição dos crentes mortos. A linguagem de “primícias” que Paulo usa
indica algo a seguir, e esse algo seria os seus seguidores – o resto da
“colheita”. Assim é que a ressurreição de Cristo garante a nossa. Na verdade, a
sua ressurreição requer a nossa ressurreição.
E para dissipar as suas preocupações relativas à ligação
do espírito ao que era considerado um corpo indesejável, Paulo explicou-lhes a
natureza de nossos corpos ressuscitados e como se diferem dos nossos corpos
terrestres. Paulo comparou o nosso corpo terreno falecido a uma “semente”, e
Deus acabaria fornecendo um outro corpo (1 Coríntios 15:37-38) que seria como o
glorioso corpo ressuscitado de Cristo (1 Coríntios 15:49; Filipenses 4:21). De
fato, assim como com o nosso Senhor, os nossos corpos, que agora são naturais,
perecíveis, desonrados e fracos, um dia ressurgirão como corpos imperecíveis,
gloriosos, poderosos e espirituais (1 Coríntios 15:42-44). Os nossos corpos
espirituais serão perfeitamente equipados à vida sobrenatural e celestial.
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